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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Agricultura familiar deve investir em nichos de mercado, diz especialista.


A agricultura familiar pode aproveitar nichos de mercado, como o de alimentos frescos, para se sobressair em relação à produção tradicional, afirmou nesta segunda-feira (15/8) o especialista em agronegócios e agricultura rural do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura Familiar, Hernando Riveros.

“A agricultura familiar não tem como competir com as commodities e com produtos genéricos. A agricultura familiar tem possibilidade de brigar no mercado em que o consumidor reconhece algum atributo especial”, destacou antes de fazer palesta no instituto.

Ele disse ainda que a agricultura familiar deveria investir em processos que possam agregar valor aos seus produtos, como um selo de boas práticas agrícolas. “Deveríamos tratar de inserir cada vez mais e incorporar processos de seleção, classificação e de embalo porque a agregação de valor vai transformar os produtos e a pequena agroindústria; até porque o mercado paga mais por produtos frescos. Hoje, se paga mais pela fruta fresca do que pelo suco”, destacou.

Riveros disse ainda que instituto trabalha para mapear e apoiar atividades ligadas à agricultura familiar em vários países. Ele disse que o instituto já identificou atividades na Argentina, no âmbito do Ministério da Agricultura, de implementação de selo de qualidade e de denominação de origem. Ele também falou sobre uma experiência na Colômbia de apoio ao microempresário rural e de articulação com mercados internacionais.

“Esse é o desenvolvimento mais interessante que identificamos até agora. Vamos mapear essas atividades em países como o Brasil, em que temos visto possibilidade de tratar desses temas”, completou o especialista.



Fonte: Revista Globo Rural

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Festa do Bode terá início nesta quinta-feira em Mossoró

A cidade de Mossoró prepara os últimos detalhes para a realização da XIII Exposição Agropecuária de Caprinos, Ovinos e Bovinos do Oeste, a tradicional Festa do Bode. A exposição mista regional é uma das mais importantes do Oeste norte-rio-grandense e acontecerá entre os dias 4 e 7 de agosto, no Parque de Exposições Armando Buá e na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa).

Durante os quatro dias do evento, outros estados nordestinos como Ceará, Pernambuco e Paraíba, participarão da Festa e poderão observar a melhoria genética do rebanho do Rio Grande do Norte, reconhecido com um dos melhores rebanhos caprinos do Brasil. Das 42 melhores cabras do País, 19 delas estão em solo potiguar, sendo uma a detentora do título de melhor cabra leiteira nacional.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e da Pesca (SAPE), Betinho Rosado, a Festa do Bode tem tudo para continuar sendo um dos maiores eventos de caprinos e ovinos do Estado, por ser uma exposição mista, como vem acontecendo nos últimos cinco anos.

Durante o evento, a exposição ranqueada vai reunir criadores de bovinos, especialmente da raça pardo suíço. No sábado (6), a partir das 18h, será realizado o leilão de animais, com benefício de pagamento em 20 parcelas. A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) participará do leilão com 16 animais, com quatro representantes de cada raça (Guzerá, Gir, Pardo-Suíço e Sindi).

Na exposição, a Emparn vai participar do Leilão Terra da Liberdade, com 16 bovinos, além de outros animais, como caprinos e ovinos. No local será montado um estande com os produtos da empresa, folders e informações sobre algumas pesquisas desenvolvidas pelo órgão. Na Festa do Bode haverá ainda o julgamento de cabras e bois. Nesta edição, 1.200 animais serão avaliados por árbitros de pista para a escolha do animal que representa a melhor raça nas mais diversas categorias.

Para os visitantes não criadores, a Festa do Bode também vai oferecer uma série de opções para divertimento como o VII Festival da Gastronomia Caprina, já faz parte do evento e tem atraído muitos degustadores da culinária da carne de caprino e ovino, e VI Exposição Estadual da Raça Nativa. Além disso, o público também vai poder ouvir poetas, repentistas entre outras atrações culturais.

Nesta quarta-feira (3), será ministrada uma oficina sobre Boas Práticas na Fabricação dos Subprodutos Derivados do Leite Caprino. A capacitação é destinada a 15 produtoras rurais que, ao final do curso, vão oferecer os alimentos para degustação e comercialização. As aulas acontecerão na Fundação Municipal de Apoio à Geração de Emprego e Renda (Funger).

O Dia de Campo, na Ufersa, é destinado a 200 criadores/agricultores familiares, através de aulas teóricas e demonstrações, ministradas pelos extensionistas rurais da Emater-RN. Serão abordados os seguintes temas: Como adquirir animais, Seleção de matrizes e reprodutores, Ordenha higiênica de leite e Produção e Armazenamento de Forragens.

Uma das novidades para 2011 da Festa do Bode é a realização do 1º Bregabode, evento que traz para Mossoró nomes da música brega. Na quinta-feira (4), Fernando Mendes se apresenta. Na sexta-feira (5), Zezo dos Teclados sobe ao palco, seguido por Odair José No sábado (6). No fechamento, no domingo (7), é a vez de Lairton dos Teclados. Os artistas da terra Nida e Kekely Lira , Renata Falcão, Simara, Alzinete ,Orlando Peres e Francis Dias também se apresentam ao longo da programação.

A Festa do Bode é promovida pela Prefeitura Municipal de Mossoró, em parceria com o Governo do Estado, através daSecretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca - Sape.
 
Fonte: Por Assecom, site do RN

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Instituto divulga valores nutricionais do ovo durante o 22°Congresso Brasileiro de Avicultura.

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e o Instituto Ovos Brasil firmaram parceria para a promoção dos valores nutricionais do ovo durante o 22° Congresso Brasileiro de Avicultura, que será promovido entre 25 e 27 de outubro de 2011, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).

Ao longo do evento, o instituto promoverá degustações de ovos em dois momentos: nos intervalos da programação de palestras e durante a realização da exposição comercial.

Além disso, será divulgado entre o público presente as qualidades e os diferenciais da adoção do ovo – um dos alimentos mais completos disponíveis, superado apenas pelo leite materno – na dieta alimentar.

"É de extrema importância a participação dos produtores e demais envolvidos no segmento para a divulgação de informações sobre a alta qualidade do alimento que oferecem ao mercado, sedimentando as conquistas de imagem que o produto adquiriu ao longo dos últimos anos”, afirma o diretor executivo do Instituto Ovos Brasil, José Roberto Bottura.

De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, estimular o gosto do brasileiro pelo ovo é fundamental para a cadeia produtiva, que detém grande potencial para a expansão de sua produção. “Os mitos que existiam em torno de malefícios do ovo foram desfeitos, e hoje a sociedade sabe o valor nutricional desse produto, que é rico em proteínas, vitaminas e minerais. É um alimento de altíssimo valor nutritivo e bastante acessível financeiramente”, completa Turra. 
 
Fonte: Revista Globo Rural

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Apicultura do RN é a quarta em exportação no Brasil.

 
A melhoria no manejo do mel e as adequações ao mercado externo colocaram o Rio Grande do Norte em destaque no último balanço de exportações do produto apresentado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC).
 
O Estado ocupa a quarta posição entre os exportadores do país nas estatísticas de maio, com um total de 209 mil quilos de mel. Em abril passado, as exportações potiguares ocupavam a sétima colocação. Este valor equivale a uma receita de US$ 632 mil.
 
O Rio Grande do Norte ficou atrás apenas dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí, que ocupam, respectivamente, o primeiro, segundo e terceiros lugares no ranking de exportações, segundo o balanço de maio.
 
As condições climáticas apresentadas no período também possuem influência direta na elevação da quantidade de mel enviada ao mercado externo. As chuvas favorecem floradas mais intensas e duradouras, que refletem numa maior produção, assim como na melhoria da qualidade do mel produzido.
 
Unem-se a esses fatores os investimentos em capacitação dos apicultores e aplicação de técnicas inovadoras nas colméias, como o melhoramento das abelhas com vistas ao aumento da produção.
 
"Após capacitar mais de cinco mil apicultores em todas as regiões do Estado, estamos trabalhando agora em técnicas que garantam o aprimoramento, a qualidade e o aumento na produtividade de mel. Estas ações vão permitir que a apicultura do Rio Grande do Norte, continue conquistando espaço nos mercados interno e externo", assegura o gestor de Apicultura do Sebrae/RN, Lecy Gadelha.
 
O mel produzido no Estado segue, principalmente, para a Europa e Estados Unidos. Entre as regiões potiguares que mais se destacam na produção de mel, está a região Oeste, com destaque para os municípios da Chapada do Apodi. A região do Mato Grande, que possui grande potencial a ser explorado, e o Alto Oeste potiguar também figuram entre as mais produtivas regiões do Estado. 

Fonte: O Mossoroense

Volume de mel exportado pelo Brasil cresce mais de 80% em maio.


Em maio, as exportações brasileiras de mel atingiram US$ 8,1 milhões e um volume de 2,58 mil toneladas, aumento de 98,26% em valor e 80,67% em peso na comparação com o mesmo período de 2010, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O preço médio pago pelo mel embarcado em maio foi de US$ 3,16, queda de 0,63% em relação ao mês anterior. Ainda em referência a abril, houve aumento de 0,17% no valor e 0,83% no volume exportado.

O diretor-geral da Central das Cooperativas Apícolas do Semiárido (
Casa Apis), localizada em Picos (PI), Antônio Leopoldo, afirma em 2011 o Brasil terá uma safra recorde de 6 mil toneladas de mel. “Esse cenário positivo é a somatória do clima favorável, com boa distribuição das chuvas, e da demanda forte do mercado mundial”, explica. Ele salienta que hoje há redução na produção de mel no mundo, devido ao desmatamento. Este fator, junto ao crescimento da demanda no Brasil e no exterior, segundo Leopoldo, contribui para os números alcançados.

“Na maior parte do mundo não há área nativa para produção, o que para o Brasil significa um ponto positivo. Ainda temos muitas áreas disponíveis para crescer na produção de mel”, acredita. Ele lembra que a China é o maior produtor mundial do produto, mas que se trata de "artigo de baixa qualidade”.

Maiores compradores e vendedores

Os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro, com um total de US$ 5,7 milhões, respondendo por 70,3% da receita das exportações, ao preço de US$ 3,12 o quilo. A Alemanha ficou como o segundo mercado, com receita de US$ 1,5 milhão, o equivalente a 18,4%, pagando US$ 3,22 o quilo. O Reino Unido absorveu US$ 387,7 mil dessas vendas, oferecendo US$ 3,20 pelo quilo. Outros países importadores de mel do Brasil foram França, Bélgica, Canadá, Espanha, França, Japão, China, Argentina, Hong Kong, Peru e Paraguai.

Na produção interna, São Paulo respondeu por 31,4% das vendas externas, com US$ 2,5 milhões. O Rio Grande do Sul veio em segundo lugar, com uma exportação de pouco mais de US$ 2,2 milhões, seguido por Piauí (US$ 1,3 milhão), Rio Grande do Norte (US$ 632.754), Ceará (US$ 612.704), Paraná (US$ 234.116), Minas Gerais (US$ 166 mil) e Santa Catarina (US$ 101 mil).


Fonte: Revista Globo Rural

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Safra 2011/2012: garantia de preços mínimos, juros menores e mais segurança aos agricultores familiares.

A presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, lançam nesta sexta-feira (1° de julho), em Francisco Beltrão (PR), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. A solenidade será realizada a partir das 14h, no Ginásio de Esportes Arrudão.


O Plano visa aumentar a produção de alimentos, gerar renda no campo e promover a organização econômica dos agricultores e agricultoras familiares, assentados e assentadas da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. Para isso, aperfeiçoa as políticas públicas implantadas nos últimos anos para este segmento produtivo.

A agricultura familiar terá à disposição no Plano Safra 2011/2012 R$ 16 bilhões para as linhas de custeio, investimento e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Do total disponibilizado, R$ 7,7 bilhões serão destinados a operações de investimento e R$ 8,3 bilhões, para operações de custeio.

O Plano Safra traz uma grande conquista para a agricultura familiar: a Política de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar (PGPM-AF), que permitirá a utilização de instrumentos de comercialização para garantir que o produtor receba o preço mínimo do produto (pré-fixado no início da Safra). A PGPM-AF vai permitir a compra a preços justos de produtos da agricultura familiar, que serão destinados aos estoques governamentais. Vai servir como forte instrumento de apoio à comercialização e de garantia de renda para os agricultores

Juros menores


Uma das novidades do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 é a redução de 4% para 2% a taxa de juros máxima cobrada nas operações de investimento e a inclusão da taxa de 1% para operações do Mais Alimentos de até R$ 10 mil por ano/agricultor. A outra novidade é a ampliação do limite de financiamento de contratos de investimento para até R$ 130 mil.

Todas estas medidas são qualificadas pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Os serviços vão ampliar tecnologias de gestão e organização produtiva. Jovens, mulheres e comunidades tradicionais terão ações diferenciadas de assistência técnica. Isso significa acompanhamento técnico em toda a cadeia produtiva.

Além de aumentar a capacidade e qualificar os investimentos, com redução das taxas de juros e aumento dos limites e prazos para pagamento dos financiamentos, o Plano Safra promove a inclusão produtiva de agricultores familiares em situação de pobreza extrema, ampliando no meio rural o alcance das ações do Plano Brasil Sem Miséria.

Com estas ações, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 vai aumentar a produção sustentável de alimentos de qualidade e contribuir para estabilidade de preços para o crescimento do país. A agricultura familiar produz 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, responde por mais de 74% do pessoal ocupado no campo e por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Medidas de crédito do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/ 2012

CRÉDITO

Pronaf Investimento: redução de 4% para 2% ao ano dos juros das operações acima de R$ 10 mil; aplicação de taxas de juros de 1% ao ano para operações de até R$ 10 mil; ampliação do prazo de pagamento de oito para dez anos.

Pronaf Mais Alimentos: redução de 2% para 1% ao ano da taxa de juros de financiamentos de até R$ 10 mil.

Microcrédito Produtivo Rural: ampliação do limite de crédito de R$ 2 mil para até R$ 2,5 mil por operação; o beneficiário pode acessar até três operações, totalizando R$ 7,5 mil

Pronaf Agroindústria: aumento do limite de R$ 30 mil para R$ 50 mil nos financiamentos individuais; aumento de R$ 20 mil para até R$ 30 mil do limite individual de crédito para sócios/associados/cooperados; aumento do prazo de pagamento de oito para dez anos.

Pronaf Agroecologia: aumento do limite de financiamento de R$ 50 mil para até R$ 130 mil; aumento do prazo de pagamento de oito anos para até dez anos, com até três anos de carência.

Pronaf Floresta: o limite de financiamento de até R$ 20 mil passa a vigorar em todas as regiões do País (atendia no plano anterior apenas as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste).

Pronaf Semiárido e Jovem: aumento do limite de financiamento de R$ 10 mil para até R$ 12 mil.

Pronaf Eco: aumento do limite de financiamento de R$ 6,5 mil para até R$ 8 mil por hectare, limitado a R$ 80 mil por beneficiário em uma ou mais operações; aumento de R$ 500,00 para até R$ 600,00 por hectare da parcela de pagamento da mão de obra entre o segundo e o quarto ano de implantação do projeto.

Pronaf Cotas-Partes: aumento do limite de crédito individual de R$ 5 mil para até R$ 10 mil por beneficiário; passam a ser atendidas cooperativas com patrimônio líquido mínimo entre R$ 25 mil e R$ 100 milhões (antes era entre R$ 50 mil e R$ 75 milhões); aumento do limite de crédito por cooperativa de R$ 5 milhões para até R$ 10 milhões.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER)

As ações de ATER serão direcionadas para ampliação e qualificação das políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, visando o desenvolvimento rural sustentável. Vão ser ampliadas as parcerias com instituições de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias de gestão e produção. Os serviços de ATER serão orientados para:

Atendimento diferenciado a mil empreendimentos e 150 mil famílias da agricultura familiar (agroindústrias, cooperativas) para o desenvolvimento de processos de agregação de valor e renda e oferta de serviços focados na organização da produção para a comercialização para 200 mil famílias;

Ampliação e qualificação dos serviços para 150 mil famílias beneficiárias de crédito rural na linha de investimento;

Atendimento de 10 mil jovens rurais;

Oferta de serviços para 90 mil famílias em condições de extrema pobreza.

COMERCIALIZAÇÃO

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 aprofunda e completa o ciclo de políticas públicas de apoio à comercialização que garantem e geram renda para os agricultores familiares com a implementação da Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar, a PGPM-AF. Essa política diminui a volatilidade nos mercados regionais, permite regular preços dos produtos contemplados e contribui para a formação dos preços nos principais centros de produção da agricultura familiar.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 também reforça as políticas públicas de geração de renda. Em 2011, o orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) será ampliado em R$ 194 milhões, o que permitirá aumentar o número de agricultores familiares beneficiados pelo Programa.

SEGURO

A segurança para quem produz os alimentos para os brasileiros foi ampliada no Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012.

O Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) passa a cobrir até R$ 4 mil da renda mais 100% do valor financiado pelo Pronaf Custeio.

O Garantia-Safra terá maior número de cotas disponíveis para adesão: passa de 740 mil para 940 mil. O valor de cobertura aumenta para R$ 680,00.

O Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), instrumento que garante ao produtor a cobertura dos custos de produção no momento de pagar o financiamento do Pronaf será ampliado. O limite do desconto de garantia de preços aumenta de R$ 5 mil para R$ 7 mil nas operações de custeio e investimento (por agricultor/ano). Além disso, o PGPAF passa a contemplar as culturas de laranja e tangerina.

Elevação do teto de enquadramento de recursos próprios ao amparo do Proagro Mais dos atuais R$ 3.500,00 por beneficiário e ano agrícola, para R$ 4.000,00.

SERVIÇO:

Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012
Quando: 1° de julho
Horário: 14h
Onde: Ginásio de Esportes Arrudão, Francisco Beltrão - Paraná
O evento será transmitido ao vivo no portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (http://www.mda.gov.br/portal/)

Fonte:Portal do MDA

terça-feira, 28 de junho de 2011

Feira Nacional da Agricultura Familiar: MDA seleciona empreendimentos .

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) divulga, nesta terça-feira (28), duas chamadas públicas para seleção de empreendimentos interessados em participar dos estandes da cachaça e de alimentos orgânicose café, durante a realização do Brasil Rural Contemporâneo - VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra).

O objetivo das chamadas é selecionar 31 empreendimentos da agricultura familiar para participarem dos dois estandes temáticos que serão montados. Destes, cinco devem trabalhar com a produção de café orgânico, 16 com alimentos orgânicos diversificados, e 15 com produção de cachaça. Os produtos orgânicos devem ser produzidos por agricultores familiares, agroindustrializados e certificados por auditoria, por sistemas participativos de garantia, ou por organização de controle social.
 
Os expositores têm a oportunidade de vender seus produtos e de realizar diversos negócios com comerciantes, varejistas, proprietários de supermercados, lojas de produtos naturais, restaurantes, hotéis e similares, seja diretamente nos estandes, seja nas rodadas de negócios. Os empreendimentos interessados em participar da seleção devem enviar até o dia 1° de julho a sua ficha de seleção, totalmente preenchida, para os e-mails: maira.ianuck@mda.gov.br e maria.antonia@mda.gov.br.

Edições anteriores

O Brasil Rural Contemporâneo – VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária é realizada desde 2004. Nos primeiros quatro anos ela foi promovida em Brasília (DF). Em todas as edições, o objetivo da Feira foi de promoção, divulgação e comercialização dos produtos da agricultura Familiar e reforma agrária, público beneficiário do MDA. A soma do público visitante, das cinco edições ultrapassou 600 mil pessoas.
 
O público expositor é formado por agricultores familiares, pescadores artesanais, mulheres rurais, assentados da reforma agrária e do Crédito Fundiário, extrativistas, aquicultores, quilombolas e indígenas que atendam os requisitos de enquadramento como beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e que sejam proprietários de empreendimentos agroindustriais e de artesanato rural.
 
Participarão ainda do evento técnicos do MDA (das Secretarias e INCRA), das unidades da federação e dos municípios, movimentos sociais, escolas agrotécnicas, universidades, instituições e organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, potenciais compradores e consumidores.
 
Fonte: Portal do MDA 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Análise Técnica do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi.

Estou vendo que foi deflagrado o movimento de combate ao Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi.

Dentre a argumentação técnica já abordada eu ainda acrescentaria que aquela região é a que ainda guarda algumas porções de florestas nativas típicas da região da Chapada do Apodi. Aqueles solos não suportam um cultivo intensivo, pois são solos rasos, com muitos afloramentos rochosos de pedras calcarias. 

Não comportam um intensivo processo de mecanização. É um ambiente extremamente frágil, domado pela experiência dos seus antigos trabalhadores rurais, adquirida na escola da vida, que sabem como manejar aqueles solos e fazê-los produzir, como o fazem há mais de um ou dois séculos. Nas matas que restam, todos sabem, recepcionam as aves de arribação (avoêtes) que todos os anos vêm ali fazer a postura para se reproduzir, como ocorre naquela pequena propriedade que herdamos dos nossos saudosos pais onde, por exemplo, há áreas de pedras calcárias, composta por terras com afloramentos rochosos, tipo os lajedos de soledade, João Pedro, Quixabeirinha, Coaçú, etc.

Um projeto de irrigação ali, com exploração intensiva, vai destruir toda aquela floresta e o habitat natural do que ainda existe de fauna silvestre, como o Peba, o Tatu, o Tamanduá, a nambu roxa, a corduniz, a juriti etc. É claro que o povo da chapada, aqueles que possuem suas pequenas propriedades cujas ocupações originárias têm mais de 100 anos, tem o direito de terem acesso a água. Que irriguem a chapada para beneficiar as famílias que ali estão, pois sempre lutaram e sofreram muito com a escassez d'água por ali; merecem ter acesso a esse precioso líquido. Agora, desapropriar, fazer adensamento populacional, gastar centenas de milhões sem garantia de retorno econômico, pois fadado ao fracasso, conforme as experiências que foram relatadas pelos que subscreveram o manifesto que ora examino, é um absurdo; é desperdício do tão suado e escasso recurso público tirado a ferro e fogo da sociedade, muitas vezes para o utilizarem mal, como no caso em comento. Parabéns a todos por esse movimento. Espero que vençam.

Eu autorizo a divulgação, pois estou exercitando um direito fundamental do cidadão, assegurado na nossa constituição federal, que é a liberdade de manifestação.
 
JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA

Engenheiro Agrônomo, Advogado, Especialista em Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico e em Direito e Gestão Ambiental. Nascido no meio rural viveu de 1960 até abril de 1977, na Chapada do Apodi, nas pequenas terras dos seus pais, no Sítio João Pedro, inicialmente em terras do saudoso Mestre Abílio, intercalando com períodos nas cidades de Apodi; nesta estudou a complementação do curso primário e, em Mossoró, fez o antigo Curso Ginasial, o Científico e graduou-se na saudosa ESAM em 1976. Desde abril de 1977 reside na Amazônia, no pujante Estado de Rondônia, unidade federada que já acolheu muitos Apodienses como eu e minha esposa Maria José.

Fonte: marmotaapodiense.blogspot.com

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vale do São Francisco é o maior exportador de frutas do país.

Imensos parreirais e mangueiras brotam no meio do sertão nordestino

Uma região onde antes era conhecida apenas pela seca se tornou o maior exportador de manga e uva sem sementes do país. O Vale do Rio São Francisco, no sertão baiano e pernambucano, também é produtor de vinhos para o mercado interno e externo.

Imensos parreirais, mangueiras e tapetes verdes brotam no meio do sertão nordestino. É a irrigação que dá vida ao Vale do São Francisco.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Exportadores do Vale do São Francisco (Valexport), as pessoas se impressionam com a produção do local. E o resultado não se resume somente aos números. Está estampado no rosto dos produtores e surpreende as pessoas que vem de fora.

O produtor Gilmar Secchi chegou noVale do São Francisco há mais de 20 anos. Ele conta que tinha a imagem de que só existiam no lugar lagoas rachadas e a seca.
Hoje Secchi é um dos maiores exportadores da região. Ao todo a sua fazenda exporta mais de seis milhões de toneladas de mangas, que saem direto para o mercado externo. Micro asperssores distribuem a água pelo menos uma vez ao dia, exatamente como a planta necessita.

Em 100 dias as parreiras ficam carregadas de uva. A região do Vale do São Francisco é a única no Brasil que exporta a fruta sem semente. Só na fazenda de Secchi, são mais de 1,2 milhão de toneladas de uva sem semente a cada safra.
A ousadia vai além. O sertão planta uvas e produz vinhos para o mercado interno e para exportação.

Em uma das sete vinícolas do Vale do São Francisco é realizado todo o processo, da plantação da uva até a produção do vinho, passando por barris de carvalho, pelo envasamento e controle. O resultado é uma produção de dois milhões de litros de vinhos e espumantes.

Quem vem de fora se impressiona e não deixa de levar uma lembrancinha para provar o que viu. A turista Bernadete Magnani conta que se surpreendeu ao conhecer a vinícola. Segundo o gestor técnico e de produção da vinícola, Flávio Durante, a abertura da vinícola para o turismo foi para incentivar o consumo do vinho.

E quem é especialista explica, que o diferencial da região está justamente no clima. A enóloga Ariana Silva conta que o clima favorece a produção de uma uva menos ácida e isso incide no vinho.

Mas não é só a fruticultura que faz sucesso no Vale do São Francisco. A agropecuária é outro segmento que também se destaca. A região é uma das maiores produtoras de ovinos e caprinos do nordeste. Isso será mostrado nesta terça, dia 21, na terceira reportagem da série Vale do São Francisco, um oásis no sertão.

Fonte: Canal Rural

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tomate cultivado sem agrotóxico reduz os custos da produção, afirma pesquisa.



Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo constatou que  o cultivo de tomates de forma agroecológica reduz em até 84% os custos da produção. No estudo feito pelo engenheiro agrônomo Fábio Leonardo Tomas, plantações de tomate sem agrotóxicos e aditivos químicos foram comparadas a formas de cultivo convencionais – com o uso de pesticidas e outros defensivos. 

Os tomates produzidos de forma agroecológica tinham menos pragas e doenças, pois eles foram plantados em meio à floresta preservada de Mata Atlântica, que funcionou como um insumo agrícola natural. Isso dispensou o uso de agrotóxicos, que encarecem o produto final em até 70%. O custo de manutenção do pé de tomate orgânico foi de R$ 0,80. O que usou pesticidas saiu por R$ 5. 

Além dos custos, Tomas também analisou a produtividade e a rentabilidade. Apesar da produtividade de tomate agroecológico ser menor do que a convencional, ele atinge preços de mercado superiores e tem custos menores, o que compensa sua produção, afirmou o pesquisador. 

A região analisada foi a de Apiai, no interior de São Paulo, que tem a maior produção de tomate de mesa do país. Segundo a pesquisa, o desmatamento fez com que os produtores da região aumentassem a utilização de agrotóxicos, o que causou a contaminação de vários trabalhadores rurais.

*Iracema Maniele por Rádioagência NP, 25/04/2011 Secretaria Operativa da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida 

Fonte:Edimilson José (Extensionista Rural)
Foto:Google Imagens

sábado, 28 de maio de 2011

Governo vai apresentar nova regulamentação para inspeção de produtos de origem animal.

Intenção é melhorar a certificação de empresas, produtos e processos de produção

O governo deve apresentar em até 30 dias um novo marco regulatório para a inspeção de produtos de origem animal. Foi o que disse o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira. A intenção é melhorar a certificação de empresas, produtos e processos de produção.

A lei que institui o serviço de inspeção de produtos de origem animal é dos anos 50. A regulamentação, feita por decreto, é dos anos 60. Para o diretor do Ministério da Agricultura, a legislação em vigor tem dois problemas: está desatualizada e tem detalhes demais, dificultando o registro de produtos e de novas tecnologias de produção. A nova proposta é tornar o decreto que mais simples, apenas com a regra geral.

– Toda vez que surgir um processo tecnológico novo, ele não precisa mudar o decreto, ele será instituído por um regulamento técnico. Toda vez que um produto tiver um desdobramento em um novo produto no mercado, vai ser regulado pelos regulamentos técnicos, que são baixados pelo órgão, mas serão submetidos à consulta pública de toda a sociedade e o setor produtivo – disse Luiz Carlos.

O governo pretende também tornar mais dinâmicas as operações do serviço unificado de atenção à sanidade agropecuária, o Suasa. Ele permite que padrões de inspeção estaduais e municipais sejam considerados equivalentes ao federal.

– Cabe ao Estado e ao município estabelecer os padrões à indústria que eles vão regular. Cabe ao serviço de inspeção federal acreditar nos sistemas estaduais e municipais. Nós, do Ministério da Agricultura, vamos reconhecer o sistema de inspeção que vai ser estabelecido nos mesmos moldes unificados no Brasil – afirmou o diretor.

De acordo com Luiz Carlos de Oliveira, a adesão ao Suasa tem sido pequena. A intenção é incentivar a participação maior de Estados e municípios.

– Nós estamos reformulando as instruções normativas para dar uma interpretação mais clara e objetiva e, junto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, implementar fortemente essas políticas públicas – concluiu.

Fonte: Canal Rural

sábado, 21 de maio de 2011

Produtores de mel querem aumentar competitividade com colmeias certificadas.


 A exigência da aplicação de normas técnicas na fabricação de colmeias tem melhorado a produtividade e a qualidade dos produtos da Associação Paulista dos Pequenos Produtores Rurais de Monteiro Lobato e Região (APPR). O grupo exige dos fornecedores que as colmeias fabricadas estejam de acordo com a norma NBR 15713 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

"Seguir esses parâmetros significa aumentar a competitividade, por causa da redução de custo no manejo das abelhas e na colheita do mel", garante o diretor-secretário da APPR, Baltazar Oliveira Ferreira. "Trabalhar com colmeias não padronizadas ocasiona uma série de transtornos, como problemas de espaço, ocasionando estresse nas abelhas", explica.

Recentemente a APPR pediu orçamentos de vários fabricantes para a compra de um lote de 50 colmeias. Um dos requisitos estabelecidos foi que os equipamentos estivessem de acordo com a norma da ABNT. Venceu a marcenaria Bottcher, de Nova Concórdia, em Santa Catarina. "Desde 2010 passamos a adotar as referências sugeridas. Hoje toda a nossa produção - cerca de 400 colmeias por mês - segue os parâmetros de normalização, gerando muitos ganhos", relata o representante da empresa, Elvis Bottcher.

Diferencial

A ABNT NBR 15713 foi elaborada com expressiva participação de produtores rurais e pequenos empresários. "Havia grande variabilidade nos parâmetros utilizados na construção desses equipamentos. O resultado gerava perdas e baixa produtividade nos processos de produção apícola", explica a analista de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Hulda Oliveira. Para ela, com a norma técnica e o incentivo à sua aplicação, por meio da exigência nos processos licitatórios, todos ganham.

Fonte:Revista Globo Rural 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Comissão da Câmara dos Deputados discutirá uso de agrotóxicos em alimentos.

Audiência pública debaterá também a fiscalização dos produtos e as consequências do seu uso.

A Comissão de Seguridade Social e Família discutirá, nesta quinta, dia 7, o uso de agrotóxicos nas lavouras e a possível contaminação dos alimentos. A audiência pública, que será realizada no Dia Mundial da Saúde, vai discutir também a fiscalização desses produtos e as consequências do seu uso para a população.

Foram convidados a presidente da Confederação Nacional de Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, o coordenador do Fórum Nacional de Agrotóxicos, procurador Pedro Luiz Serafim da Silva, e o coordenador da Secretaria Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores, Raul Krauser.

O deputado Padre João (PT-MG), que sugeriu o debate, ressalta que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Citando dados do Sindicato Nacional para Produtos de Defesa Agrícola (Sindage), o parlamentar afirma que o país comercializou, legalmente, quase 1 bilhão de litros de agrotóxicos em 2009 – o que significa que cada brasileiro consumiu 5,2 kg do produto ao longo do ano.

Além disso, Padre João alerta que, segundo a Fiocruz, mais de 3 mil pessoas sofreram intoxicação por agrotóxicos em 2007, por acidente ou por uso durante o trabalho.

—Além das alterações nas fórmulas, são encontrados desde produtos com nível tóxico acima do limite, até problemas no controle de qualidade e substâncias fora da data de validade — aponta o deputado.


Fonte: Canal Rural


segunda-feira, 28 de março de 2011

Vacinação Contra Aftosa no RN é adiada!


A campanha de vacinação contra febre aftosa no Rio Grande do Norte tem nova data. Assim como no restante do Brasil, o rebanho bovino do estado começará a ser vacinado no mês de maio, e não mais em abril, como estava marcado.

O Ministério da Agricultura recebeu pedido de mais 25 estados para o adiamento da campanha. Segundo o diretor geral do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (IDIARN), Rui Sals Jr.o principal motivo para alteração da data é o custo da vacina, que chegaria ao produtor 30% mais cara, caso fosse comprada antes de maio.

"A campanha seria iniciada no dia 1º de abril, mas foram apontadas dificuldades pelo IDIARN em relação ao custo da vacina e 25 estados já tinham feito esse adiamento. A primeira etapa será em maio e a segunda passa de outubro para novembro", explicou o secretário estadual de Agricultura, Betinho Rosado.

Caso o RN adquirisse a vacina sozinho, além de arcar com o aumento de preço, teria que vacinar o gado dos outros estados que entrassem no estado. De acorco com o diretor de Defesa e Inspeção Sanitária do IDIARN, Marcelo Maia, a unidade da vacina custa entre R$ 1,55 e R$ 1,60 e caso fosse comprada pelo estado isoladamente teria um acréscimo de 30% no valor final.

Como a segunda etapa da vacinação acontecerá somente em novembro, após a Festa do Boi, a expectativa para que o RN mude de zona de médio risco para zona livre da doença ficará para o ano de 2012.
De acordo com o secretário. o fato não altera a frequência de criadores de outros estados no evento, visto que as demais localidades também estarão na mesma situação.

Para ser zona livre de aftosa é necessário que o estado vacine 90% do rebanho, que hoje tem cerca de 950 mil cabeças de gado. A mudança também deverá ser feita em conjunto com os demais estados nordestinos.

Fonte:Diário de Natal (26/03) 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Benefícios socioambientais da biotecnologia são rentáveis.


Deixar de utilizar um volume de água doce suficiente para abastecer Recife e Porto Alegre durante um ano. Reduzir as emissões na atmosfera de volume de CO2 equivalente ao que seria compensado por quase 22 milhões de árvores. Não queimar combustível suficiente para abastecer 465 mil veículos diesel. Deixar de despejar sobre os campos brasileiros mais de 120 mil toneladas de defensivos agrícolas. Esses são alguns dos benefícios da adoção de biotecnologia na agricultura no Brasil previstos para os próximos 10 anos, de acordo com dados identificados pela Céleres Ambiental em estudo para a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM).


"Modernizar a agricultura e investir em tecnologia são os principais caminhos para os produtores rurais, para que possamos superar o desafio de alimentar cada vez mais pessoas mantendo ou reduzindo a área produtiva, gerando renda ao produtor e minimizando o impacto ao meio ambiente", analisa o presidente da entidade, Narciso Barison Neto. "No caso das sementes, que é o negócio dos associados da ABRASEM, a biotecnologia é a principal ferramenta tecnológica para unir produtividade, custos competitivos e redução de impacto ambiental."

A Céleres (responsável pela parte econômica do estudo) e a Céleres Ambiental visitaram, no segundo semestre de 2010, 396 propriedades rurais pelo Brasil, pelo quarto ano consecutivo, fazendo um levantamento no campo dos benefícios socioambientais e econômicos das culturas geneticamente modificadas atualmente aprovadas no País - soja, milho e algodão.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o mundo precisa ser capaz de produzir alimentos para 9 bilhões de pessoas em 2050, em um planeta com cada vez menos áreas produtivas disponíveis. "Isso faz com que os agricultores precisem ser mais eficientes em suas lavouras e diminuir sua dependência de defensivos e uso excessivo de água. O aumento da produção agrícola precisa ser sustentável, e a biotecnologia mostra que isso é possível no Brasil", avalia a bióloga Paula Carneiro, especialista em meio ambiente.

A evolução do milho transgênico:

O caso do milho transgênico no Brasil é exemplar no cenário da biotecnologia agrícola mundial. Acompanhando in loco as quatro últimas safras, a Céleres testemunhou, desde o primeiro plantio no Brasil, em 2008, a evolução da adoção das primeiras variedades transgênicas resistentes a inseto. "O que mais chamou a atenção foi a rápida adoção da tecnologia pelos produtores", assinala Anderson Galvão, que respondeu na Céleres pela avaliação econômica da lavouras transgênicas do estudo da ABRASEM.

Na safra 2009/2010, analisada nos estudos, 32,5% da produção brasileira de milho utilizou variedades transgênicas. Um ano depois - e três anos após a chegada do milho GM às lavouras -, esse índice já era de 57%, chegando a 75% na safrinha de inverno. Como comparação, segundo Galvão, a soja GM, cujo plantio no Brasil foi aprovado na safra 2005/2006 (mas que ilegalmente já era plantada em solo brasileiro desde o início dos anos 2000), demorou nove anos para atingir os mesmos 57% do plantio total brasileiro de soja.

A bióloga Paula Carneiro assinala que foram, principalmente, os benefícios socioambientais do plantio do milho transgênico que estimularam a rápida adesão dos produtores, uma vez que eles significaram economias significativas de insumos. No caso dos defensivos agrícolas, por exemplo, na safra 2009/2010, os agricultores economizaram o equivalente a 2,7 mil toneladas de ingrediente ativo em suas aplicações nas lavouras. Esse volume foi o dobro do que haviam reduzido na safra anterior (2008/2009), a primeira com híbridos transgênicos no Brasil.

Nos próximos dez anos, a adoção da biotecnologia na cultura do milho possibilitará uma redução na área semeada com esse cereal de 49,5 milhões de hectares. "Esse resultado deve ser visto como uma poupança ambiental e econômica, na qual os produtores poderão dispor num futuro mais distante e, assim, atuando de forma mais sustentável. As outras culturas que adotam biotecnologia agrícola no Brasil - o algodão e a soja - também permitem uma economia não menos expressiva no uso da terra agrícola, de 9,3 milhões de hectares", explica Paula Carneiro.

A íntegra dos estudos está disponível nas páginas da ABRASEM, Céleres Ambiental e Céleres na internet: www.abrasem.com.br, www.celeresambiental.com.br e www.celeres.com.br.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).

Fonte: Agrolink

quinta-feira, 24 de março de 2011

A CREDIOESTE SOL realizará a sua assembléia anual em Apodi.

Realiza-se no próximo dia 25 de março a partir das 09:00hs na cidade de Apodi/RN, tendo como local o auditório do Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais, a Assembléia Geral Ordinária da CREDIOESTE SOL – Cooperativa de Credito Solidário da Agricultura Familiar do Oeste Potiguar, estando previsto para esta assembléia a presença de cerca de 250 cooperados (as) dos 12 municípios da área de abrangência da cooperativa.

A CREDIOESTE SOL já existe com atuação no território desde 2006, contando hoje com cerca de 550 cooperados (as) dos municípios de Apodi (sede), Campo Grande, Caraúbas, Upanema, Paraú, Janduis, Messias Targino, Governador Dix-sept Rosado, Felipe Guerra, Severiano Melo e Itaú.

A CREDIOESTE SOL é uma cooperativa de crédito da agricultura familiar que nos últimos anos tem contribuído como o processo de fortalecimento da economia popular solidária, através de suas linhas de financiamento e micro-credito, bem com o oferecendo serviços bancários de primeira necessidade para agricultores (as) e suas organizações, como associações, cooperativas de produção, grupos produtos e outras entidades ligadas ao setor.

Para Raimundo Canuto, sindicalista, agricultor familiar do município de Janduís e presidente da Credioeste Sol “o ano de 2011 será o ano em que a cooperativa irá dar o um grande salto no seu crescimento de cooperados, nas aplicações, investimentos e quantidade de créditos concedidos a agricultura familiar do oeste potiguar”.

Postado por CENTRO JUAZEIRO no CENTRO JUAZEIRO

Seminário Impacto do Agronegócio/Agrotóxicos na Saúde, no Trabalho e no Meio Ambiente

Dia 29 de março acontecerá no Sindicato Rural dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi o Seminário que tem por finalidade discutir o Impacto do Agronegócio/Agrotóxicos na Saúde, no Trabalho e no Meio Ambiente, a programação está descrita abaixo:

  • Exposição de painéis intitulada Vozes do território: a realidade da vida no campo em Apodi, Açu e Baraúna;
  • Mesa Redonda: Impacto do agronegócio/agrotóxicos na saúde, no trabalho e no ambiente, para a qual foram convidadas: Drª Raquel Rigotto e Drª Andréia Lessa, e, por fim
  • Um ato público com caminhada pelas ruas da cidade de Apodi.
Fonte: Edmilson José

terça-feira, 1 de março de 2011

Apicultores potiguares conquistam certificação internacional!!


A Cooperativa de Apicultores da Serra do Mel (Coapismel) acaba de conquistar o certificado em Comércio Justo. A Certification for Development (Certificação para o Desenvolvimento, em tradução livre) foi concedida pela Fairtrade Labelling Organizacions (Flo-Cert). Selo de comércio justo abre caminho para exportar mel para a Europa. O grupo já tem pedido de uma empresa italiana interessada em comprar o mel potiguar.

A certificação é fruto de um trabalho desenvolvido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte desde 2002, estimulando, por meio de consultorias, a adoção de boas práticas e técnicas de manejo das colméias e dos pastos, além da estruturação do grupo em cooperativa. As ações resultaram na preparação dos produtores para a conquista do certificado, que posiciona o Rio Grande do Norte como o segundo estado brasileiro a ter mel com o selo Fair Trade. Antes, apenas a Casa Apis, no Piauí, detinha essa certificação no país.

Segundo informações da Agência Sebrae, a Coapismel reúne atualmente cerca de 80 famílias que encontraram na criação de abelhas e no cooperativismo uma forma de obter renda. O grupo de agricultores familiares produz grande parte do mel que desce das 23 vilas comunitárias em direção aos entrepostos, que escoam o mel.

Como o próprio nome já sugere, Serra do Mel está entre os principais polos de produção de produto em solo potiguar, ficando atrás apenas do município de Apodi, considerado o maior produtor do estado, com 600 toneladas anualmente. A cooperativa chega a obter por ano cerca de 120 toneladas do produto, no entanto, somado ao que é vendido por apicultores independentes, a capacidade poderá subir até 70%, ultrapassando as 200 toneladas.

“Depois dessa conquista, nosso esforço será trazer para a Coapismel esses apicultores independentes e aumentar a capacidade produtiva da cooperativa. Percebemos o potencial do lugar e começamos o trabalho”, diz o gestor do projeto de Apicultura do Sebrae-RN, Valdemar Belchior, sobre a obtenção do Selo em Comércio Justo e Solidário.

Fonte: Revista Globo Rural

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Contratações do crédito rural chegam a R$ 56,3 bilhões

Liberação dos recursos programados para a safra 2010/2011 ultrapassa 56%. Financiamentos para cooperativas, máquinas e médio produtor são destaque.

As contratações do crédito rural passaram de 56% do total programado entre julho de 2010 e janeiro de 2011. Nesse período, os produtores contrataram R$ 56,3 bilhões dos R$ 100 bilhões previstos para a agricultura empresarial. O número mostra que os financiamentos do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 superaram em 20,5% o volume contratado em período igual no ano passado (R$ 46,7 bilhões).

“O resultado reflete o bom cenário para a agricultura no Brasil e no mundo, com os preços das commodities valorizados. A situação estimula tanto o empreendedor como os agentes financeiros que operam o crédito rural”, avalia o diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo.

Os recursos para custeio e comercialização ultrapassam R$ 42 bilhões, o que representa quase 56% do valor previsto para safra atual (R$ 75,5 bilhões). Os desembolsos dos programas de investimento chegam a R$ 8,3 bilhões. Além desses recursos, o governo colocou à disposição linhas especiais de crédito. Destaque para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI-K), voltado à compra de máquinas de equipamentos agrícolas. Até janeiro, 93% do programado já estavam nas mãos dos produtores. São R$ 3,7 bilhões dos R$ 4 bilhões direcionados a essa linha de financiamento.

O crédito rural destinado a cooperativas também está com bom desempenho. Por meio do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) já foram liberados R$ 1,7 bilhão, 88,2% do programado no Plano Agrícola e Pecuário. Outros R$ 869 milhões foram contratados pelo Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), o equivalente a 43,5% do previsto para safra.

Já para o médio produtor foram liberados cerca de R$ 3,2 bilhões dos R$ 5,65 bilhões, entre julho de 2010 e janeiro de 2011, pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). No segmento de custeio e comercialização, esse valor chega a R$ 2,4 bilhões, ou 63% do programado. Para investimento, as contratações alcançaram R$ 700 milhões contra R$ 436 milhões no mesmo período do ano anterior.

Fonte: site do Agrolink

















quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MDA e INCRA/RN promovem Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária.


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) promovem de 16 a 18 próximos (de quinta-feira a sábado), a I Feira Estadual da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária e a II Feira de Economia Feminista e Solidária do Rio Grande do Norte. Em parceria com governo do Estado, prefeitura, arquidiocese de Natal e  instituições governamentais e não-governamentais.  A Feira é uma das ações do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (Aegre/SDT), com apoio do Centro Feminista 8 de Março e do Instituto de Assessoria a Cidadania e ao Desenvolvimento Sustentável (IDS)

Quatro estandes e 115 barracas serão montados ao lado da Catedral Metropolitana de Natal, na Cidade Alta, participam 230 expositores. Dos 115 grupos, 80 são constituídos somente por mulheres e 35 grupos mistos.  A principal idéia da feira é promoção, divulgação e comercialização dos produtos agroecológicos, da economia solidária, de agroindústrias familiares e de artesanato produzidos por grupos de mulheres e mistos das áreas rurais e urbanas do Rio Grande do Norte. 

Destaque. 
Destaque para os 80 grupos de mulheres rurais e urbanas, oriundos da pesca artesanais, assentamentos da Reforma Agrária e Crédito Fundiário, extrativistas, aqüicultoras, quilombolas e indígenas. São trabalhadoras rurais dos Territórios da Cidadania do Açu/Mossoró, Sertão do Apodi, Mato Grande, Seridó, Sertão Central, Traíri, Potengi e região Metropolitana de Natal. 

Nos três dias do evento serão comercializadas hortaliças orgânicas frescas, comidas típicas, quitutes derivados de peixes e mariscos, doces, biscoitos, queijo, manteiga da terra, bolos, cocadas, mel de abelha, castanha de caju, artesanato em palha, renda e crochê. O pescado, com a comercialização de tilápia (posta, filé e in natura) ganha atenção como um dos produtos que poderão ser encontrados durante o evento. 

A Feira pretende apresentar as potencialidades do Estado a partir de produtos baseados na agricultura familiar, artesanato e agroecologia. Também traz à discussão o conceito de economia solidária como nova proposta frente ao sistema econômico vigente. A produção baseada na economia solidária é feita sem exploração da mão-de-obra, do solo e dos recursos naturais e preza pelo respeito ao meio ambiente e ao ser humano. 

Segundo informações do governo federal, as mulheres representam mais da metade da população brasileira. Elas são as mais afetadas pelos processos migratórios e cada vez mais assumem a responsabilidade pelo grupo familiar que integram. A presença na economia rural é marcada por uma forte divisão sexual do trabalho, expressa na concentração das mulheres em atividades voltadas para o consumo familiar. Tais atividades são realizadas predominantemente sem remuneração e, portanto, não vinculadas à comercialização.

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