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terça-feira, 1 de novembro de 2011

FEBRE AFTOSA

Começa hoje a segunda fase da campanha contra a Febre Aftosa

Entre os dias 1º e 30 de novembro, serão disponibilizadas 900 mil vacinas aos criadores, podendo superar a marca de 91,3% do total comercializado no semestre passado, quando foram vacinadas quase 900 mil cabeças. O número representa mais de 10% do índice de vacinação registrado em 2010.

Os pecuaristas poderão adquirir as vacinas nas lojas veterinárias credenciadas pelo Ministério da Agricultura em todo o estado. Na localidade que não houver disponibilidade, principalmente no interior e em regiões mais afastadas, as vacinas poderão ser compradas nos grandes centros mais próximos.

A partir do próximo ano, o Rio Grande do Norte poderá sair da área de risco médio para a área livre da febre aftosa com vacinação. Em 2011, todas as etapas da vacinação instituídas pelo Ministério da Agricultura foram cumpridas, o que torna o comércio do rebanho bovino livre de restrições sanitárias. O avanço no status potiguar em relação à febre aftosa cria novas perspectivas para atividades no estado, como a melhora nos setores turísticos, da saúde, aumentando a segurança para quem visita o Estado, e, sobretudo, na economia.

Procure a EMATER ou IDIARN de sua cidade para cadastrar o rebanho vacinado.

Fonte: Jornal De Fato(parcial)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vacina de castração é alternativa ao método tradicional para bovinos.

Produto apresentado na Feicorte 2011 inibe produção de hormônios sexuais e é tão eficaz quanto cirurgia

Quando a palavra é castração, a primeira imagem que vem a mente é o do burdizzo (equipamento de castração). Traumática para os animais, a cirurgia, no entanto, não é a única opção. A empresa farmacêutica Pfizer acaba de lançar uma vacina de castração imunológica para bovinos. Equivalente ao produto disponível para os suínos desde 1997, o método é tão eficaz quanto o tradicional, com a vantagem de minimizar os efeitos colaterais.

A castração à moda antiga pode trazer complicações pós-operatórias. “Além de causar estresse ao animal, o que pode levar à falta de apetite e consequente perda de peso, a cirurgia pode causar bicheira, miíases, infecções e até morte”, afirma Fernanda Hoe, gerente de
produtos bovinos da Pfizer. Mesmo conscientes dos riscos, os produtores optam por castrar seus animais para reduzir o comportamento agressivo e sexual, além de trazer alguns benefícios de acabamento de carcaça, como o aumento da cobertura de gordura.

À venda desde maio deste ano, a
Bopriva, vacina de castração imunológica, estimula o animal a produzir anticorpos contra o GnRF (fator de liberação de gonadotropinas). Isso inibe a produção de FSH e LH, hormônios da reprodução e consequentemente, inibem a produção de testosterona no macho e estrógeno e progesterona na fêmea. O protocolo é feito com duas aplicações, que custam, juntas, R$ 15, e duram cerca de cinco meses (após a segunda dose ministrada). Depois deste período, se o animal ainda não foi abatido, a vacina perde o efeito e a produção de hormônios normaliza.

Não há necessidade de um período de carência para realizar o
abate. “A vacina não deixa resíduos no organismo do animal”, afirma Hoe. Ela acrescenta também que a aplicação pode ser feita junto com outros manejos, reduzindo custos. O dispositivo de aplicação tem um sistema de segurança, o que diminui o risco de acidentes. 

Fonte: Revista Globo Rural

sábado, 28 de maio de 2011

OIE declara zonas de proteção livres de aftosa com vacinação.

  
Rebanhos da Bahia, Tocantins e Rondônia conquistam reconhecimento internacional com a medida

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) reconheceu, nesta quinta-feira (26/5) o status de livres de aftosa com vacinação das zonas de proteção da Bahia, do Tocantins e de Rondônia. O anúncio foi feito durante a 79ª Assembléia Geral de Delegados da OIE, que termina nesta sexta-feira (27/5), em Paris. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é representado no encontro pelo diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Henrique Marques.

Segundo o coordenador-geral de combate às doenças do Ministério da Agricultura, Orasil Romeu Bandini, as áreas já eram consideradas de proteção livres da doença com aplicação de vacina pelo Ministério desde a publicação da Instrução Normativa nº 45, de 28 de dezembro de 2010, mas ainda não tinham o
aval internacional. Com a resolução da OIE, as três unidades passam a ter o mesmo status sanitário em todo o território, sem restrições quanto ao comércio e trânsito de animais.

“Antes, era preciso fazer
quarentena e sorologia dos animais. Isso encarecia o processo e desestimulava a pecuária nessas regiões. A partir da declaração do governo brasileiro no final do ano passado, o valor do bezerro quase dobrou em alguns desses estados”, revela. 

As áreas foram estabelecidas para isolar parte da Bahia, do Tocantins e de Rondônia – consideradas livres da doença com vacinação pela OIE – de áreas fronteiriças com estados que têm status sanitário inferior, como Pernambuco, Piauí, Maranhão e Amazonas.

Na Bahia, a zona abrange oito municípios – Casa Nova, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Buritirama, Mansidão, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto –, com cerca de 10 mil criadores e um rebanho de aproximadamente 255 mil cabeças. No Tocantins, os municípios que compõem a área são: Barra do Ouro, Campos Lindos, Goiatins, Lizarda, Mateiros, Recursolândia e São Felix do Tocantins, onde o rebanho está estimado em 133,6 mil cabeças. Em Rondônia, a zona inclui o norte de Porto Velho e parte dos municípios de Canutama e Lábrea (localizados no Amazonas). 

Classificação

Hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela OIE como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará
e Boca do Acre, no Amazonas.

O estado de Santa Catarina é considerado pela OIE como livre da doença sem vacinação. O Ministério da Agricultura reconhece como risco médio de febre aftosa os seguintes estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará. Em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.
 
Fonte:Revista Globo Rural

sexta-feira, 27 de maio de 2011

31 de Maio - Não Haverá Prorrogação

Dia 31 de maio é o último dia para adquire a vacina contra Febre Aftosa, devendo ser vacinado os bovinos e bubalinos (inclusive os recém-nascidos).

A Febre Afotsa é uma doença contagiosa, causada por vírus de rápida multiplicação, é transmitida por animais ou materiais infectados, veículos, equipamentos e pessoas que tiverem contato com o vírus.

VAMOS TORNAR O RN LIVRE DESSA DOENÇA
Somente com a vacinação você pode prevenir que seu gado não se contamine. Vacine seu rebanho e faça a sua declaração no escritório da EMATER. Com a declaração do rebanho você pode obter a guia de trânsição animal (GTA), indispensável para permissão de circulação do seu rebanho.

LEMBRE-SE
1º Etapa: 01 a 31 de maio de 2011
2º Etapa: 01 a 30 de Novembro

Fonte: ematerfelipeguerra.blogspot.com

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Guia eletrônica de trânsito animal é oficializada!

Foi publicada nesta quarta-feira, 4 de maio, a Instrução Normativa nº 19, que determina as regras da Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA). O GTA informatizado será adotado em todo território nacional para movimentação de animais vivos, ovos férteis e outros materiais de multiplicação animal. A IN foi assinada na terça-feira, 3 de maio, pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante a abertura da 77ª ExpoZebu, em Uberaba (MG). 

O documento eletrônico terá dados sobre a carga a ser movimentada, tais como espécie; origem; destino; quantidade por sexo e faixa etária; finalidade do trânsito; identificação do emitente e do local de emissão; e datas de emissão e validade.

Atualmente, existe um núcleo experimental da e-GTA em Alagoas que agora será estendida para o Brasil. O formato eletrônico da Guia de Trânsito Animal será expedido por sistema informatizado, utilizado pelo Ministério da Agricultura. As informações serão transmitidas à Base de Dados Única, em até 24 horas após a sua emissão, onde poderão ser consultadas e atestada a autenticidade do documento.

O modelo de GTA em papel continuará sendo utilizado onde não for possível a adoção do formato eletrônico. Nesses casos, as informações referentes à movimentação deverão ser inseridas na base de dados do Estado e enviadas, posteriormente, à Base de Dados Única.

O que é GTA?
A Guia de Trânsito Animal (GTA) é o documento oficial e obrigatório para o transporte de animais no Brasil, exceto de cães e gatos. Nela, estão contidas informações sobre a origem e o destino, bem como a finalidade do transporte animal. Cada espécie animal possui uma norma específica para a emissão da guia de trânsito, que é feita mediante o cumprimento de condições sanitárias.

A GTA é um importante instrumento de defesa agropecuária, pois auxilia o Serviço Veterinário Oficial na tarefa de evitar a introdução e a disseminação de doenças que possam pôr em risco a população ou causar
prejuízos aos produtores.

Acesse a norma da GTA Eletrônica:
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=04/05/2011
Fonte: Ministério da Agricultura

Começa a vacinação contra aftosa no Rio Grande do Norte!

Aplicação da dose em bois e búfalos se estenderá até 31 de maio no estado.

Pelo menos 90% do rebanho de bois e búfalos criados no Rio Grande do Norte devem receber, entre 1º e 31 de maio, a dose da vacina que protege contra a febre aftosa. O Rio Grande do Norte tem quase 40 mil propriedades rurais.

O fiscal federal agropecuário Eleu de Oliveira Pereira, do Serviço de Saúde, Inspeção e Fiscalização Animal Superintendência Federal de Agricultura no estado explica que as propriedades nos municípios que fazem fronteira com a Paraíba e o Ceará são consideradas propriedades de risco. “Nesses locais, bem como nos municípios que apresentaram índices de vacinação abaixo de 80% em outubro de 2010, as ações de educação sanitária e vacinações assistidas serão intensificadas”.

O rebanho potiguar representa uma pequena parcela do rebanho nacional, uma vez que há um predomínio de pequenos pecuaristas. “O maior produtor do estado possui uma média 6.000 cabeças de bovinos”, destaca Eleu Pereira. O predomínio é da pecuária leiteira, com quase 80% da carne consumida vinda de outros estados.
Para garantir o sucesso da campanha, o ministério tem promovido divulgações em rádios comunitárias, palestras em associações rurais, assentamentos e escolas. Faixas e cartazes serão colocados em locais estratégicos como nas associações rurais e revendas de produtos veterinários.

O pecuarista precisa declarar a vacinação do rebanho até 15 dias depois de aplicar a dose nos animais. Basta procurar uma Unidade de Saúde Animal e Vegetal (ULSAVs) ou um dos 150 Escritórios de Atendimento à Comunidade (EACs). O último caso de febre aftosa registrado no Rio Grande do Norte foi no ano de 2000, no município de Montanhas.
 
Fonte: Ministério da Agricultura

sábado, 16 de abril de 2011

Controle na entrada de animais no RN!

O Rio Grande do Norte aparece na lista dos Estados com foco da anemia em cavalos, juntamente com os Estados das Alagoas, Amazônia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Pará, Piauí, Roraima, São Paulo e Sergipe. A gravidade da doença atinge não somente o setor agropecuário, mas também a saúde humana, uma vez que a doença é transmissível.

De acordo com diagnóstico do Centro de Zoonoses de Mossoró, desde 2007 já foram registrados 15 casos de anemia infecciosa equina até o ano passado. A gravidade da doença levou o Ministério Público de Mossoró, através dos promotores Guglielmo Marconi Soares de Castro, a abertura de um inquérito civil público para apurar as causas do problema.

O ministério público acompanha as providências destinadas à fiscalização, diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças do Mormo e da Anemia Infecciosa Equina na cidade. O alerta veio depois do conhecimento da confirmação da doença no estado. O problema pode chegar ao humano e causar a morte, uma vez que ainda não existe tratamento para doença, apenas formas de prevenção.

A primeira medida é que deve ser encaminhada ao MP uma relação de criadores de animais (equinos, asininos e muares) da cidade de Mossoró e Serra do Mel, com a quantidade da criação. Além da detecção de eventuais diagnósticos das doenças.

A intenção é traçar os procedimentos que serão adotados em relação aos animais oriundos de outros onze Estados brasileiros onde foram confirmados casos. A documentação deve ser entregue ao MP dentro do prazo de 15 dias.

Fonte: Jornal de Fato

Postado por EMATER -FELIPE GUERRA


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Comissão define próximas etapas no combate à aftosa.

Encontro realizado em Recife aprova a criação de um fundo financeiro para aumentar apoio aos países mais fragilizados em relação à doença

Depois de dois dias de debate, os 11 países integrantes da Comissão Sulamericana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) divulgaram as resoluções para avançar no Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA). O anúncio foi no encerramento da 38ª reunião da Cosalfa, na última sexta, dia 1º, em Recife.

A principal decisão foi a criação de um fundo específico – mantido pelos setores privados das nações que formam a entidade. O recurso será utilizado no financiamento de cooperação técnica e apoio à erradicação do vírus da febre aftosa nos países que registraram casos recentes da doença, como Equador, Venezuela e Bolívia. O Brasil deverá colaborar com cerca de US$ 300 mil por ano.

Durante o encontro, os participantes solicitaram que o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) coordene a realização de estudos complementares de variedades de vírus encontrados no Equador. Pediram, ainda, o fortalecimento das ações de fronteira internacional e a formação de um grupo de trabalho para identificar e implementar mecanismos de prosseguimento do PHEFA.

– Foram nove resoluções no total, além das discussões e informes importantes. Houve avanços em relação aos compromissos de alguns países da América do Sul para continuar com os programas estabelecidos. Acho que o bloco sai fortalecido para podermos avançar na erradicação da doença em um curto espaço de tempo – salienta o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Guilherme Henrique Marques.

Aproximadamente 350 profissionais dos serviços veterinários oficiais e representantes do setor privado dos países integrantes da Cosalfa ─ Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai ─ participaram do evento. Ficou decidido que o Paraguai sediará a 39ª reunião ordinária da Cosalfa, em 2012.


Avanços na América do Sul

Os programas de erradicação da febre aftosa da América do Sul mantêm uma cobertura de 100% do território (17,6 milhões de km2), com uma população animal estimada em mais de 325 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. Desse total, cerca de 88% são reconhecidos pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como livres da enfermidade. Apenas 11,2% estão em áreas que não são consideradas imunes da doença.

Durante 2010, os países sulamericanos, exceto Equador e Venezuela, não registraram a ocorrência de febre aftosa. No ano passado, os serviços veterinários oficiais atenderam a 1.210 notificações de rebanhos infectados com sintomas de outras doenças vesiculares. A maior parte ─ 650 casos ─ ocorreu na Colômbia, seguida de 313 registros no Brasil, 117 no Equador e 101 no Peru.

A estrutura dos serviços veterinários oficiais dos países integrantes da Cosalfa conta com 2.663 unidades locais de atenção veterinária, que incorporam um contingente humano formado por 7.238 profissionais. A grande maioria está lotada no campo (93%) e apenas 7% trabalham em laboratórios.

Os recursos financeiros destinados à execução dos programas nacionais de erradicação alcançaram US$ 1,06 bilhão no ano anterior, sendo US$ 652,9 milhões investidos pelo setor público e US$ 415,7 milhões da iniciativa privada.

No ano passado, na América do Sul, foram disponibilizadas 567,2 milhões de doses de vacina contra febre aftosa para uso nos programas nacionais de erradicação.

Fonte: Canal Rural

Aftosa: Ministério Divulga Calendário 2011

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou o calendário nacional de vacinação dos bovinos e búfalos contra a febre aftosa 2011. Em relação ao ano passado, ocorreram alterações no cronograma dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, que anteriormente realizavam a imunização em abril e outubro. Agora, esses estados passarão a vacinar os seus rebanhos em maio e novembro, assim como o restante das unidades do Nordeste.

Em Goiás e no Distrito Federal, o cronograma de imunização também sofreu alteração. A vacinação anual de todos os bovinos e bubalinos será realizada em maio, enquanto os animais até 24 meses de idade serão imunizados a partir de novembro. Na nova zona livre de febre aftosa com vacinação do estado do Mato Grosso do Sul ─ localizada na fronteira com o Paraguai e Bolívia ─ o início da imunização, programado 1º de abril, passará para 1º de maio.

O único estado que começa a vacinar o seu rebanho em abril é Roraima. No dia 15 de abril, será a vez de Rondônia. O restante das unidades, inclusive Mato Grosso, inicia a imunização em maio, exceto Santa Catarina – livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Diário de Cuiabá

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vacinação Contra Aftosa no RN é adiada!


A campanha de vacinação contra febre aftosa no Rio Grande do Norte tem nova data. Assim como no restante do Brasil, o rebanho bovino do estado começará a ser vacinado no mês de maio, e não mais em abril, como estava marcado.

O Ministério da Agricultura recebeu pedido de mais 25 estados para o adiamento da campanha. Segundo o diretor geral do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (IDIARN), Rui Sals Jr.o principal motivo para alteração da data é o custo da vacina, que chegaria ao produtor 30% mais cara, caso fosse comprada antes de maio.

"A campanha seria iniciada no dia 1º de abril, mas foram apontadas dificuldades pelo IDIARN em relação ao custo da vacina e 25 estados já tinham feito esse adiamento. A primeira etapa será em maio e a segunda passa de outubro para novembro", explicou o secretário estadual de Agricultura, Betinho Rosado.

Caso o RN adquirisse a vacina sozinho, além de arcar com o aumento de preço, teria que vacinar o gado dos outros estados que entrassem no estado. De acorco com o diretor de Defesa e Inspeção Sanitária do IDIARN, Marcelo Maia, a unidade da vacina custa entre R$ 1,55 e R$ 1,60 e caso fosse comprada pelo estado isoladamente teria um acréscimo de 30% no valor final.

Como a segunda etapa da vacinação acontecerá somente em novembro, após a Festa do Boi, a expectativa para que o RN mude de zona de médio risco para zona livre da doença ficará para o ano de 2012.
De acordo com o secretário. o fato não altera a frequência de criadores de outros estados no evento, visto que as demais localidades também estarão na mesma situação.

Para ser zona livre de aftosa é necessário que o estado vacine 90% do rebanho, que hoje tem cerca de 950 mil cabeças de gado. A mudança também deverá ser feita em conjunto com os demais estados nordestinos.

Fonte:Diário de Natal (26/03) 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Primeira vacina liberada no Brasil para prevenção da circovirose em suínos ou leitões, é aprovada na Europa

Circovac, a única vacina desenvolvida para uso em suínos ou leitões, acaba de ser também aprovada para uso na exigente Comunidade Europeia. Assim, além do Brasil, vários outros mercados podem se valer da flexibilidade de Circovac, da Merial Saúde Animal, no controle da circovirose.

Importante lembrar que uma vacina com tal característica (uso tanto em porcas como leitões) era anseio da comunidade técnica e dos produtores. O que determina a decisão pelo uso em leitões geralmente é a impossibilidade de se vacinar fêmeas, dificuldade de colostragem dos leitões – sistema operacional em que os leitões são obtidos de várias fontes – ou mesmo em uma situação de surto, em que é necessário vacinar todo o plantel.

Se o uso em fêmeas for a opção, o programa prevê injeção de uma dose de 2 ml nas leitoas, seguida, três ou quatro semanas depois, por uma segunda aplicação pelo menos duas semanas antes da cobertura. Posteriormente, basta uma aplicação de Circovac de 3 a 4 semanas antes de cada parto (reforço).

Se a opção for o uso em leitões, a recomendação é uma dose de 0,5 ml em animais a partir de 3 semanas de idade, a critério do veterinário sanitarista.

Vale lembrar que a aprovação de Circovac pela Comunidade Europeia foi um processo oriundo de número bastante significativo de evidências científicas. Assim, tanto o produtor brasileiro como o europeu contam, em iguais condições, com Circovac.

  • O que é Circovirose Suína?
A circovirose suína é a principal doença infecciosa da produção de suínos atualmente. É um conjunto de síndromes causadas pelo circovírus suíno tipo 2 ou PCV2, um vírus patogênico para suínos que está disseminado em rebanhos suínos do mundo todo.

  • Quais os sintomas?
A SMDS é observada em suínos entre 8 a 12 semanas de idade, porém o período de transmissão ocorre entre 5 a 16 semanas. Os sintomas mais importantes são o emagrecimento progressivo, a falta de apetite, o aumento de volume dos linfonodos, diarréia crônica e sintomas respiratórios, os quais não regridem com tratamentos antimicrobianos. Palidez, icterícia e úlcera gástrica também podem ocorrer.

  • Diagnóstico
O diagnóstico da SMDS deve ser realizado baseado nas combinações entre os sinais clínicos observados, lesões patológicas (macro e microscópicas) e na detecção de antígeno ou ácido nucleico (DNA) de PCV2 nas lesões dos suínos afetados.

  • Controle
É muito difícil controlar a circovirose num plantel de suínos. O vírus é extremamente resistente, não existe um tratamento efetivo para os suínos afetados. Os melhores resultados de controle da mortalidade e perdas são obtidos com mudanças de manejo, baseadas num plano de correção de fatores de risco e de redução de fatores de estresse

Redução do estresse – especialmente ambiental (variações de temperatura, correntes de ar e excesso de gases) e na densidade animal;  Limitar contato suíno – suíno – evitar enxertias e misturas de lotes (idade, origem); Boa higiene – adotar o sistema “todos dentro todos fora” de forma rigorosa, uso de desinfetantes eficazes para PCV2, exercer medidas de biossegurança; Boa nutrição - e auxiliar o bom funcionamento do sistema imune (uso de antioxidantes por exemplo) também são importantes.

Boas medidas de higiene como limpeza e desinfecção com vazio sanitário são prioritárias. PCV2 são muito resistentes à desinfetantes de uma maneira geral, principalmente por ficarem protegidos na matéria orgânica.

Desta forma é importante uma limpeza geral com uso de detergentes antes do uso do desinfetante. Os desinfetantes recomendados são aqueles à base de uma mistura de peroximonosulfato de potássio e cloreto de sódio ou Virkon S (Antec International) seguidos dos desinfetantes à base de hidróxido de sódio, de amônia quaternária, de hipoclorito de sódio e dos derivados fenólicos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Febre Aftosa: mudança de classificação do RN deve ficar para 2011.


A reclassificação do Rio Grande do Norte em relação à febre aftosa poderá virar realidade apenas no próximo ano. O anúncio da mudança, de área de risco médio para livre com vacinação, era esperado por criadores e órgãos ligados à atividade durante a Festa do Boi do ano passado.

Porém, até o momento, o Ministério da Agricultura não realizou a análise da sorologia do rebanho potiguar, necessária para determinar se o estado pode ser considerado livre da doença.

Apesar de a Secretaria de Estado da Agricultura da Pecuária e da Pesca (Sape) aguardar a mudança para este ano, a Associação Norte-riograndense de Criadores (Anorc) acredita que uma resolução definitiva só será possível em maio de 2011, durante a reunião anual da Organização Mundial da Saúde Animal. Atualmente, o território potiguar é considerado área de risco médio para a aftosa e para que animais sejam mandados daqui para estados com a classificação diferente, é preciso um período de quarentena. Ocorrendo a modificação no status, os criadores norte-riograndenses poderão negociar livremente, com criadores de todo o Brasil.

O secretário estadual de agricultura e pesca, Francisco das Chagas Azevedo, diz ter recebido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a garantia de que a mudança na classificação seria anunciada até o final de 2010. Entretanto, não há uma definição acerca da data desse anúncio e os órgãos ligados à pecuária norte-riograndense aguardam - desde setembro de 2009 - a análise da sorologia do rebanho. A medida é essencial, por ser através dessa verificação que o ministério determina se há focos da doença no estado ou o território pode ser considerado livre da doença.

Para tanto, o Instituto de Defesa Agropecuária do RN (Idiarn) e órgãos com função semelhante na região Nordeste deverão coletar amostras dos seus rebanhos e enviá-las para análises do departamento de epidemiologia do Ministério de Agricultura. Após a conclusão do estudo por amostragem, deverá ser marcada uma data para que o ministério informe se os estados encontram-se livre da doença.

Festa do Boi
De acordo com a assessoria de comunicação da Anorc, a mudança só deverá ocorrer em maio do próximo ano e, caso fosse realizada hoje, só seria benéfica caso ocorresse em conjunto com os outros estados nordestinos. “Estamos a menos de 20 dias da Festa do Boi e se apenas o Rio Grande do Norte passasse a ser considerado área livre, seria necessária uma quarentena para os animais que vêm de diferentes locais do Nordeste entrarem aqui. Isso inviabilizaria o evento”, explica o criador e assessor da entidade, Marcelo Abdon.

A Festa do Boi deste ano será realizada entre os dias 9 e 16 de outubro, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

Volume de negócios crescerá com novo status
O pedido de reclassificação do Rio Grande do Norte foi realizado no início de setembro de 2009 e os criadores de todo o estado aguardavam o anúncio durante a Festa do Boi do ano passado. A mudança é esperada pelos criadores potiguares, porque reduz o risco de contaminação pela febre aftosa no rebanho do estado e abre as portas para expositores, aumentando a chance de serem realizados novos negócios pecuários.

Além disso, a reclassificação permitirá a promoção de um número maior de leilões virtuais, por agilizar o trânsito entre as unidades da federação. Isso ocorre pelos estados considerados livre da doença não serem obrigados a realizar a quarentena de animais envolvidos em eventos.

Exposições
Conseguindo passar da atual classificação de risco médio, para o status de área livre da doença, os pecuaristas do Rio Grande do Norte poderão levar seus animais para exposições e feiras, além de comercializar, enviando e recebendo gado a partir de criadores de todas as unidades da federação.

No Brasil, 14 estados e o Distrito Federal são classificados pela Organização Mundial da Saúde Animal como livres da febre aftosa, com vacinação, e somente Santa Catarina é considerado livre de aftosa sem vacinação. Em território nordestino, apenas Bahia e Sergipe recebem essa classificação e nos demais estados, o status é de médio risco para a doença. Já Roraima e o noroeste do Pará são regiões de alto risco, enquanto o Amazonas e Amapá, considerados risco desconhecido.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Técnicos da Emater/RN vão monitorar doenças que acometem caprinos e ovinos.

Técnicos da Emater-RN realizaram na manhã da última sexta-feira, 4 de junho, na sede da instituição, uma reunião com representantes da Embrapa Caprinos, a UFRN, e a Associação Norte-rio-grandense de Criadores de Caprinos e Ovinos (Ancoc) sobre formas de monitoramento das doenças que acometem o rebanho no estado.

Assessores de pecuária de todas as regionais da Emater estão fazendo um treinamento com zootenistas, agrônomos, veterinários e técnicos da instituição para, ao voltarem às suas unidades produtivas, realizarem um levantamento zoosanitário das principais doenças que atingem o rebanho, como as verminoses, emerioses, clostridioses e podridão de casco, entre outras.

Estão sendo selecionadas 300 propriedades no Rio Grande do Norte onde serão colhidas informações a serem encaminhadas à Embrapa, para municiarem a confecção de uma publicação sobre os principais problemas encontrados nos caprinos e ovinos. Na tarde desta sexta-feira, os profissionais tem uma atividade prática em uma propriedade de Parnamirim.

Outra etapa será a instalação de Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs) agroecológicas de ovinos e caprinos no Rio Grande do Norte. O objetivo das UTDs é utilizar métodos homeopáticos preventivos, evitando o uso de produtos alopáticos nos animais como forma de combate às doenças.

Após a instalação das UTDs, os técnicos visitarão esses locais para observar pessoalmente o trabalho realizado e os avanços conquistados. “Vamos implantar um processo educativo para diminuir, cada vez mais, o uso de produtos químicos na pecuária”, explicou o gerente de projetos de caprinos e ovinos da Emater, Alexandre Confessor Júnior.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rebanho bovino do RN deve ser vacinado contra Aftosa até 30 de abril.

O rebanho de bois e búfalos do Rio Grande do Norte deve ser vacinado contra a febre aftosa até o final de abril.

São mais de 922 mil cabeças em 49 mil propriedades rurais, a maioria concentrada na região do Seridó, que inclui os municípios de Acari, Caicó, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Jardim do Seridó e Parelhas. Na última etapa da campanha, realizada em outubro passado, 81,88% do rebanho foi imunizado.

O responsável pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) no Rio Grande do Norte, Eleu Oliveira Pereira, explica que a defesa sanitária animal do estado está trabalhando para aumentar essa cobertura vacinal. “Nós procuramos orientar os produtores sobre a importância da campanha, mesmo em período de seca, quando os animais estão mais magros. A resposta da vacina é a mesma nessa situação”, afirma.

Após imunizar os animais, o dono da propriedade tem 15 dias para apresentar o comprovante de vacinação a uma das treze unidades do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) ou em um dos 150 escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), nas prefeituras municipais.

Além do Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí são classificados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), como áreas de risco médio para a febre aftosa. Apenas Bahia e Sergipe já avançaram no status e são reconhecidos como livres da doença com vacinação.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Rebanho suíno do RN será vacinado contra a Peste Suína Clássica até o dia 18 de março.

O rebanho suíno do Rio Grande do Norte será vacinado contra a peste suína clássica até 18 de março. A vacinação, que teve início em 18 de janeiro, é realizada por fiscais do serviço oficial com doses adquiridas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sem ônus para o produtor. A aplicação é feita exclusivamente pelo órgão oficial de defesa animal, sob coordenação e supervisão técnica da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/RN), em conjunto com o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do estado.

Em dois meses, a meta é proteger 120 mil animais contra a doença. A imunização teve início nos municípios de Mossoró, Macaíba, Ceará-Mirim e Arêz, áreas com grande concentração de suinoculturas. Em seguida, será estendida a todo o estado, com a parceria das prefeituras municipais na mobilização das comunidades rurais e na cessão de funcionários para auxiliar na campanha.

A responsável técnica pela área animal do Serviço de Sanidade Agropecuária (Sedesa) da SFA/RN, Ana Cristina Duarte, informa que essa campanha do plano estratégico de vacinação contra a peste suína no Rio Grande do Norte prevê a contenção da doença e a execução de mais duas etapas. “A vigilância permanente é a melhor forma de prevenção”, afirma.

Em 2001 ocorreu um foco da doença no estado e, por dois anos, foi realizado o programa de vacinação oficial que imunizou 90% dos suínos. Na primeira fase dessa campanha promovida de junho a agosto de 2009, foram aplicadas quase 92 mil doses e, ao mesmo tempo, 11.080 propriedades criadoras de animais foram cadastradas e mapeadas.

O que é Peste Suína Clássica?
A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como Febre Suína ou Cólera dos Porcos, é uma doença altamente contagiosa, frequentemente fatal e que, sob o ponto de vista econômico, é uma das mais importantes, senão a mais importante dos suínos domésticos. 

São reconhecidas quatro formas de PSC. A manifestação clínica depende da idade do animal e da virulência da cepa viral envolvida. A taxa de mortalidade pode atingir 90% em animais jovens, enquanto que em suínos mais velhos a doença pode ter manifestação discreta ou mesmo ser sub-clínica. 

Na forma aguda: há febre alta, agrupamento de animais pelos cantos da pocilga, vômito, diarréia e as orelhas ficam azuladas;

Na forma crônica: ocorrem corrimento nasal e tosse,.

Na forma sub-clínica: a forma atualmente mais encontrada, nessa forma, ela provoca alterações reprodutivas, como esterilidade e abortos, além de ocorrência de leitões natimortos ou com crescimento retardado. 

Sem sintomas clínicos: As porcas adultas podem não apresentar sinais clínicos, porém são portadoras do vírus e apresentarão um número baixo de leitões por leitegada, devido à ocorrência de fetos mumificados e mortalidade embrionária. A mortalidade dos leitões é baixa (1 a 10%), mas representa perda na produtividade. 

Para evitar que a doença se espalhe, as seguintes medidas devem ser tomadas:
•  separar os animais de acordo com as diferentes fases da criação;
•  vacinar o rebanho;
•  colocar pedilúvio na entrada das instalações;
•  controlar as visitas;
•  evitar a entrada de animais colocando cercas adequadas;
•  conhecer a origem dos animais adquiridos e realizar quarentena quando eles chegarem;
•  limpar e desinfetar as instalações e os veículos que transportam animais - os desinfetantes de primeira escolha, nesse, caso são o ORTOFENIL FENOL a 1%, durante uma hora, em temperatura ambiente, e o IODOFOR, durante 10 minutos, também em temperatura ambiente;
•  destinar convenientemente os dejetos, restos de alimentos e demais produtos de descarte, evitando o acesso de animais aos locais onde o lixo é colocado. 

Quando vacinar?
- Leitões de mães não vacinadas: vacinar no sétimo dia de vida.
- Os leitões de mães vacinadas deverão ser vacinados aos 2 meses de idade.
- Os reprodutores deverão ser vacinados anualmente.
- A vacinação de porcas gestantes deverá ser evitada, pois poderá causar aborto. Porém, se for necessária, deverá ser feita entre 70 e 90 dias de gestação.
- Recomenda-se, entretanto, para a vacinação de porcas, a época de desmame dos leitões. 

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

RN avança no status sanitário para a Febre Aftosa.

A decisão foi publicada, dia 22 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Instrução Normativa N° 43.

“Com isso, todo o Nordeste obteve o reconhecimento de importantes melhorias na estruturação e avaliação dos seus serviços veterinários”, ressaltou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Inácio Kroetz.

Em 2009, além do Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Paraíba e Piauí obtiveram mudança no status sanitário e, juntamente com Maranhão e Pernambuco, integram a área de risco médio para a doença na região Nordeste. Sergipe e Bahia tiveram o reconhecimento restabelecido internacionalmente, em 2008, como livres de aftosa com vacinação.

No País, apenas Amazonas e Amapá permanecem no status de risco desconhecido. Neste ano, as ações de prevenção da febre aftosa foram intensificadas, também, no Amapá. Por meio da agulha oficial, 100% das vacinações da 2ª etapa foram assistidas pelo Serviço Veterinário Oficial. “Vacinamos, ainda, os suínos contra a peste suína clássica,  realizamos o cadastramento das propriedades e o exame clínico dos animais”, enfatizou o coordenador-geral de Combate às Doenças, da Secretaria de Defesa Agropecuária, Guilherme Marques.

Situação Atual.
Hoje, 15 estados e o Distrito Federal estão livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Centro-Sul do Pará (44 municípios). Santa Catarina é livre de febre aftosa sem vacinação, Roraima e norte do Pará mantêm alto risco. O Amazonas tem dois municípios livres com vacinação (Boca do Acre e Guajará).

O Brasil tem 180 milhões de bovídeos na zona livre de aftosa, o que representa 89% do rebanho nacional. “A meta do Ministério da Agricultura é erradicar a aftosa do Brasil, até o fim de 2010. Isso depende de vários fatores, como vontade política, investimento do governo federal, ações dos serviços estaduais e parcerias com os produtores,” explicou Kroetz.

Em 2009 foram investidos pelo Mapa R$ 53 milhões em ações de prevenção à febre aftosa. Para 2010, a estimativa é que esse valor aumente para R$ 62,7 milhões.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasil: área livre de aftosa até o final de 2010

Até o final de 2010, o Brasil irá reivindicar junto à comunidade internacional o status de área livre de febre aftosa com vacinação. Por enquanto, 17 Estados são considerados áreas livres da doença, 16 com vacinação e apenas 1 - Santa Catarina - sem vacinação. Alguns Estados das regiões Norte e Nordeste não têm o título sanitário mas, segundo Inácio Kroetz (secretário de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em fevereiro serão completados cinco anos sem circulação viral naquelas regiões.

A segunda etapa da campanha de vacinação contra Aftosa já começou e vai até o dia 31 de outubro.

Termômetro - ''A febre aftosa é considerada o principal termômetro para se medir um bom serviço veterinário e aqueles Estados (das regiões Norte e Nordeste) ainda carecem de ações'', salientou. Nesta terça-feira (29/09), Kroetz esteve em Londrina para participar do 4º Rural Tecnoshow, evento promovido pela Sociedade Rural do Paraná, onde ministrou palestra sobre o mercado da carne brasileira no exterior. Sobre o status sanitário do Paraná, que neste ano iniciou ações para obtenção do título de área livre sem vacinação, ele disse que o caminho é longo, sem especificar um prazo determinado.

Outros estados - ''Assim como o Paraná, outros Estados também estão trabalhando e isso demora bastante, tanto nacionalmente como internacionalmente'', comentou o secretário. Na sua avaliação, o sistema sanitário estadual é eficiente, mas os criadores têm como desafio continuar ''trabalhando bem''. ''Não há uma hora determinada (para a obtenção do status), vai acontecer naturalmente. É um desafio a ser superado'', disse. Ele observou que ações em sanidade dependem de investimentos estaduais. A União também tem aumentado o volume de recursos para a sanidade. Há dois, a verba era de R$ 180 milhões; em 2008 subiu para R$ 214 milhões e, neste ano, será de R$ 230 milhões.

Exportação - Depois dos focos de febre aftosa, confirmados o Paraná e no Mato Grosso do Sul em 2005, Kroetz afirma que o Brasil conseguiu mais mercados para exportação. Atualmente o País detém 31% do mercado mundial de carne bovina; de aves, 39,9%; e de suínos, 16,7%. ''O Brasil é o maior exportador de carne de aves do mundo e o Paraná é o principal Estado exportador'', afirmou. Além disso, o País detém 90% do mercado mundial de carne de peru. Desde 2003, ainda foi registrado aumento no comércio exterior de suco de laranja, açúcar, álcool, carne bovina industrializada e in natura, frango, café industrializado e verde e soja em grãos. Ele acrescentou que os produtos brasileiros estão presentes nos maiores mercados consumidores, mas que constantemente são impostas barreiras comerciais, ''disfarçadas'' de questões sanitárias.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Começa hoje a 2ª etapa da campanha contra a Febre Aftosa.




Febre Aftosa é uma doença contagiosa, causada por vírus de rápida multiplicação. Os animais doentes têm feridas na boca, nas tetas e entre as unhas. Apartam-se dos outros, babam, não comem e não bebem. 

É transmitida por animais ou materiais infectados, veículos, equipamentos e pessoas que tiveram contato com o vírus. Em caso de suspeita da doença, isole os animais e comunique à Defesa Agropecuária, à Secretaria de Agricultura ou EMATER mais próxima.

Somente com a vacinação você pode prevenir que seu gado não se contamine e com a declaração de vacina é que nosso Estado vai ser considerado território livre da aftosa. Por isso, faça sua declaração no escritório da EMATER ou do IDIARN da sua cidade. Somente com a declaração do rebanho você pode obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), indispensável para permissão de circulação do seu rebanho.

Todos os bovinos e bubalinos (inclusive os recém-nascidos) devem ser vacinados na data correta e seguindo todas as orientações do IDIARN e EMATER.

A vacina deve ser comprada com antecedência, deve ter o selo de garantia e ser mantida entre 2° e 8°C. Confira na loja se a vacina está conservada na temperatura certa, ao comprá-la solicite caixa térmica (isopor) com muito gelo, 3 parte de gelo para 1 de vacina, e exija a nota fiscal específica, com seu nome, CPF ou CNPJ, pois a nota é necessária para legalizar a vacinação e retirar a GTA. 

A aplicação pode ser subcutânea ou intramuscular. A subcutânea é feita embaixo da pele, com agulha de 15x15, a intramuscular é feita no músculo, mais profundamente, com agulha de 20x20.


Atenção, agricultor!

- A segunda etapa de vacinação contra aftosa começa dia 01/10 e termina dia 31/10;
- O prazo para declarar a vacinação é até dia 20 de novembro, dirija-se à  EMATER;
- Mantenha a vacina a uma temperatura entre 2° e 8°C, se a vacina sair da temperatura indicada ela perde completamente seu efeito e estará sujeita à apreensão pela Defesa Agropecuária;
- Nunca guarde a vacina no congelador;
- Não vacine animais doentes;
- Agite o frasco antes de carregar a seringa;
- Aplique a dose certa da vacina (5ml), para garantir a eficácia da vacinação;
- Gado sem vacinação tem trânsito proibido e o criador está sujeito à multa de R$ 21,20 por animal.

Em caso de dúvidas, ligue para o IDIARN: 0800 281 0055, a ligação é de graça. 

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