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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Município de Alagoas é pioneiro na Compra Institucional do PAA!

Viçosa, no interior de Alagoas, é a primeira prefeitura a aderir à modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. O modelo foi uma das novidades apresentadas no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, e veio como mais uma opção de mercado para fortalecer o setor, visto que permite a compra direta dos produtores locais. 
O contrato no valor de R$ 221.380,46 garante o fornecimento de 32 itens alimentícios durante um ano, a sete órgãos de três secretarias municipais. Fazendo a escolha pela compra por meio do PAA, a estimativa é que a prefeitura tenha economizado pelo menos 30 mil, sem prejudicar o agricultor. A primeira entrega será realizada nesta quinta-feira (6). 
Para o coordenador de Comercialização da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Pedro Bavaresco, a iniciativa é muito importante, principalmente por vir de uma prefeitura do Nordeste. “Ao usar o recurso próprio para comprar da agricultura local, a administração municipal caminha para dinamizar a economia e fortalecer os agricultores. Este recurso que, antes, em geral, saía do município, agora vai ficar na cidade e girar o comércio local”, explica. 
Experiência 
Desde 2010, a prefeitura de Viçosa aderiu ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), comprando os alimentos que vão para a escola do município da agricultura familiar. A experiência tem trazido resultados positivos, segundo o gestor municipal do Pnae e PAA, Marcelo Vieira. “As crianças estão recebendo uma merenda de melhor qualidade, e o mais importante, gerando renda para os agricultores locais. É esta experiência que queremos repetir com o PAA”, pontua. 
Ao todo, 29 agricultores familiares da Associação dos Agricultores Alternativos do Município de Viçosa serão beneficiados. O presidente da associação, Luís Carlos Vieira dos Santos, afirma que os produtores estão contentes por poderem aumentar a produção e ter para onde vender. “Antigamente, os produtores pegavam a mercadoria e vendiam a preço de banana para atravessadores. Hoje eles plantam com a garantia de mercado. Plantam sabendo que têm para onde vender e não vão perder”, conta. 
Mercado A modalidade permite que quaisquer órgãos municipais, estaduais ou federais, que necessitem adquirir gêneros alimentícios de forma regular e continuada, possam comprar direto de agricultores familiares, com dispensa de licitação. 
Para acessar este mercado, os agricultores familiares, definidos pela Lei 11.326/2006, devem estar organizados em cooperativas ou outras organizações que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) especial de pessoa jurídica. Cada unidade familiar tem um limite anual de R$ 8 mil em vendas.
Fonte: Portal do MDA

RN é classificado como livre de aftosa e tem ganhos!

O Rio Grande do Norte já pode ser considerado área livre de febre aftosa com vacinação. A mudança de status, anunciada ontem pela governadora Rosalba Ciarlini, durante o lançamento da primeira etapa da campanha de vacinação contra a doença - que costuma contaminar principalmente bovinos - deve ocorrer entre junho e julho. 
A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ainda deve ser oficializada. “O RN está livre da aftosa, com vacinação. Falta apenas a declaração do Ministério da Agricultura”, disse o secretário de Agricultura do estado, Júnior Teixeira.

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério, está sendo feito um estudo para contemplar uma área composta por sete estados do Nordeste - Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte - e do estado do Pará, que também passarão a ser classificados como áreas livres. “Só após a conclusão do trabalho é que será dado o reconhecimento nacional. O internacional só deve ocorrer no próximo ano”, informou. 

Com a reclassificação, o rebanho do RN, que até então era considerado área de risco médio de aftosa, poderá transitar com mais facilidade entre os estados e participar de feiras e exposições. A mudança, segundo  Júnior Teixeira, facilitará a comercialização de produtos e animais dentro e fora do país.

O setor produtivo comemorou a notícia. “A demora na reclassificação trouxe muitos prejuízos para o setor. Os maiores foram contabilizados pelos criadores de animais de raça e pelos criadores de gado leiteiro de qualidade. Eles foram impedidos de sair com o gado do RN, participar de feiras e exposições, e de fechar negócios”, afirma Marco Aurélio Sá, presidente da Associação Norte-rio-grandense de Criadores (Anorc). “Com a mudança de status, as barreiras fitossanitárias caem e negócios voltam a ser feitos”, acrescentou.

O Ministério da Agricultura disse que para considerar um estado livre de aftosa com vacinação avalia as condições técnicas e estruturais dos serviços veterinários e a ausência de circulação do vírus na área, além dos índices de vacinação. 

Fonte: Tribuna do Norte

Campanha Contra Febre Aftosa!


Fonte:Tribuna do Norte

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vacinação contra febre aftosa é adiada para junho no RN!

A vacinação contra a febre aftosa foi adiada para junho no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada em nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além do RN, o calendário da primeira etapa da vacina, que começaria nesta quarta-feira (1º), foi adiado nos estados de Sergipe e Alagoas e em parte dos municípios de Minas Gerais e Pernambuco.

“A flexibilização nessas localidades é justificada pela falta de chuvas, que tem comprometido o abastecimento de água e até mesmo a alimentação dos rebanhos”, explicou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques. Apesar não haver alterações no calendário da Bahia, 261 municípios do estado que decretaram situação de emergência serão acompanhados. Caso necessário, poderá ser adotada uma nova estratégia com tratamento diferenciado aos produtores que comprovarem não ter condições de vacinar seus animais.

No restante do país, a programação segue inalterada. Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Distrito Federal começam em maio a vacinação de todo o rebanho de bovinos e bubalinos, sendo que Amazonas e Pará iniciaram em março o processo de imunização. Já nos estados do Acre, Espírito Santo, Paraná, Rondônia (onde a campanha começou em abril) e São Paulo serão vacinados os animais com idade abaixo de 24 meses.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que 166 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira etapa. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, o sucesso da campanha depende também da participação ativa dos produtores. “Estamos próximos de reconhecer o Brasil como livre de aftosa com vacinação, mas para isso é necessário que os produtores também colaborem, vacinando corretamente o gado e mobilizando os vizinhos para a campanha”.


Fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PAA tem novos preços para compra de leite

Nova resolução em vigor beneficiará mais de 25 mil agricultores familiares 
 
Resolução do grupo gestor do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), define novos preços para aquisição na modalidade PAA-Leite. Agora, o valor por litro pago ao agricultor familiar vai variar de R$ 0,85 a R$ 1,11 para o leite de vaca e entre R$ 1,20 e R$ 1,30 para o leite de cabra. A ação vai beneficiar mais de 25 mil agricultores familiares em todo o Nordeste e no norte de Minas Gerais.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (27), também altera a metodologia de cálculo dos preços de referência dos produtos, que agora será calculado com base nos valores dos últimos três meses. Até então, os preços pagos aos produtores tinham como base a média dos últimos 24 meses, desprezando os dois maiores e os dois menores valores.

De acordo com coordenador-geral de Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite do MDS, Paulo Alves, o agricultor familiar que sofre com a estiagem será beneficiado. “Essa medida foi para minimizar a perda que o agricultor teve, para que ele possa se recuperar gradativamente.”

Do total pago por litro, 60% em média ficam com o produtor e 40% com os laticínios que pasteurizam, embalam e transportam o produto final até os pontos de distribuição às famílias que recebem o leite.

Fonte: www.mds.gov.br

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sem cumprir metas, Estado espera auditoria do Mapa

Dos 28 critérios estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) para que um estado avance de zona de risco médio para zona livre de aftosa com vacinação, o Rio Grande do Norte conseguiu atender apenas dez (35,7% do total). O desempenho, segundo o secretário estadual de Agricultura, Betinho Rosado, não prejudicará ,entretanto, a avaliação que o Mapa fará no final deste mês no estado para atestar se o RN está apto a passar de área de médio risco para área livre de aftosa com vacinação. O possível avanço ajudaria a derrubar barreiras que outros estados vêm impondo a animais e produtos pecuários potiguares.

Um balanço das ações de combate à aftosa e as perspectivas para a uditoria do Mapa foram apresentados ontem pelo governo do estado, em entrevista coletiva. No dia 30 de julho, o Ministério de Agricultura realizará uma nova auditoria para avaliar se o RN pode ou não avançar. A sorologia está agendada para setembro.

Antes de solicitar a nova auditoria - a primeira indicou que o estado não poderia mudar de status - o Estado reaparelhou o Idiarn e ampliou o seu quadro de funcionários. O órgão, que contava com 16 fiscais para inspecionar propriedades de todo o Rio Grande do Norte, hoje conta com 60 - sendo 40 deles cedidos pela Secretaria Estadual de Agricultura. O órgão também deixou de ter uma cota para abastecimento e agora pode usar o combustível necessário para realizar as inspeções. Antes das mudanças, cada veículo tinha direito a 20 litros de combustível por dia. O Idiarn também adquiriu e reformou unidades, passou a realizar auditorias internas com frequência, e comprou modens para acessar internet.

Apesar de não ter cumprido todos os pré-requisitos, o estado "está pronto para receber uma nova auditoria", afirma Betinho Rosado. Permanecer com o mesmo status poderia prejudicar desde a comercialização de derivados de leite até a exportação de frutas pelo Rio Grande do Norte. "Países como os Estados Unidos poderiam levantar barreiras fitossanitárias para impedir a entrada de produtos potiguares", exemplifica o secretário.

Pelo menos, até outubro, as barreiras sanitárias à comercialização de animais e produtos da pecuária, impostas pelos estados que tentam se tornar áreas livres de aftosa sem vacinação - e que vêm afetando o Rio Grande do Norte - continuam. No mês de maio foram instaladas 17 barreiras nas fronteiras com o Rio Grande do Norte e Paraíba, que ainda não conseguiram mudar o status.

VACINAÇÃO

De acordo com balanço divulgado ontem, o Rio Grande do Norte conseguiu vacinar 85,77% do rebanho bovino contra a febre aftosa, doença que ataca bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Do total de 1,092 milhão de cabeças de gado, 937 mil foram vacinadas no estado. A meta era vacinar 900 mil. O número de produtores e propriedades inspecionados também superou os 80%. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn), vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca. O percentual é considerado alto, mas mesmo assim ainda fica atrás do apresentado por alguns estados na região, como o Ceará, que conseguiu vacinar 92,65% do rebanho na primeira fase da campanha.

A equipe de reportagem procurou o Mapa para saber quando o governo federal voltará a destinar verbas para a defesa animal e vegetal no Rio Grande do Norte, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

O Idiarn deixou de receber R$ 1,2 milhão do governo federal este ano. O governo do estado não conseguiu renovar um convênio com o Ministério e agora terá que esperar o final das eleições para voltar a pleitear os recursos. Segundo fontes extraoficiais, o governo teria devolvido R$ 1,2 milhão do último convênio e por isso não conseguiu renovar o deste ano. O dinheiro, afirma Fabiana Lo Tierzo, diretora do órgão, poderia ser utilizado nas campanhas de controle da febre aftosa. "Tudo agora está sendo mantido com verba estadual", esclarece.

Governo vai dar isenção a produtos lácteos

De todas as propostas apresentadas pelos pecuaristas no início da semana, dentro do Plano para Salvação do Rebanho Potiguar, o governo do estado só poderá atender duas: a isenção dos produtos lácteos fabricados no estado e a alteração da portaria que dispensa licença para o produtor que perfurar poços com até 70 metros de profundidade e irrigar até 5 hectares. Atualmente, só é dispensado quem perfura poços de até 50 metros de profundidade e irriga 1 hectare.

As duas medidas serão mais uma vez discutidas pelo governo e classes produtivas. A reunião foi agendada para a próxima segunda-feira. Os senadores potiguares também foram convidados. A ideia, segundo o secretário de Agricultura, Betinho Rosado, é propor emendas que contemplem a questão na Lei da Irrigação, que tramita no congresso. A isenção dos derivados de leite fabricados no estado, que aumenta a competitividade dos produtos potiguares, ainda não tem data para sair do papel.

Segundo Betinho, a Secretaria Estadual de Tributação já trabalha no projeto. O governo ainda negocia com as usinas a possibilidade de adquirir cana de açúcar ou bagaço para os pecuaristas. Betinho diz não ter calculado quanto o plano custaria ao governo, mas deixou claro que

O Estado não poderá atender todas as reivindicações. O preço do litro de leite fornecido para o governo, por exemplo, permanecerá em  R$ 0,93. "Os produtores queriam R$ 1, mas não podemos avançar além disso", afirmou Betinho.

RESTRIÇÕES

Deficiências encontradas no serviço prestado pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) ainda estão rendendo ao estado restrições quanto ao trânsito de animais e a comercialização de produtos pecuários. As restrições foram impostas pelo Ministério da Agricultura. Além do RN, Paraíba, parte do Pará, Roraima, Amapá e Amazonas (exceto parte dos municípios de Lábrea e de Canutama e as cidades de Boca do Acre e Guajará) sofreram restrições. O Mapa já havia apontado o  risco de o RN ser rebaixado de área de risco médio para risco desconhecido de febre aftosa. O alerta foi emitido em fevereiro.  As "barreiras", como explicou o coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da febre Aftosa (Pnefa), do Mapa, Plínio Leite Lopes, na época, devem se estender até que o Estado saia da área de risco médio. "As restrições também podem ser ampliadas inclusive", frisou.




Fonte: Tribuna do Norte

domingo, 27 de maio de 2012

Governo cria linhas de crédito para agricultores familiares vítimas de calamidades

Um decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado nesta sexta-feira (25/5) no Diário Oficial da União autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a criar linhas de crédito para custeio agrícola e pecuário no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

As linhas de crédito devem ser criadas para contratação em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública decretados em função de eventos climáticos extremos, reconhecidos pelo Ministério da Integração Nacional. Caberá ao CMN estabelecer o percentual dos bônus, os encargos financeiros, os prazos, os limites, as finalidades e demais condições das linhas de crédito.

Em portarias publicadas nesta sexta-feira, a Secretaria Nacional de Defesa Civil reconhece situação de emergência em aproximadamente 100 municípios do Norte e Nordeste, em decorrência de estiagens. Situação de emergência por enchentes e inundações foi decretada também em três municípios do Pará – Almeirim, Santarém e Terra Santa - e em Teresópolis (RJ).

Os recursos para a crianção de linhas de crédito pelo CMN são dos fundos constitucionais de Financiamento do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste, com a concessão de bônus de adimplência sobre o valor de cada parcela paga até a data do vencimento.
  

Fonte: Revista Globo Rural

terça-feira, 20 de março de 2012

COMPRA DIRETA

Comunicamos aos agricultores interessados em participar do Programa Compra Direta Local da Agricultura Familiar, que os cadastros já foram iniciados. 

Os critérios para participar do Programa continuam os mesmos: Ser agricultor familiar pronafiano, plantar o alimento que será oferecido, não ter dívidas com a Secretária Estadual de Tributação, possuir conta corrente no Banco do Brasil.

Documentos necessários: extrato de DAP, cópias dos documento de Identidade, CPF e do cartão do Banco do Brasil.

Os interessados deverão comparecer ao Escritório Local da EMATER e procurar a veterinária Marcela Felix, o mais rápido possível.

Fonte: Marcela Felix (analista de extensão rural- Apodi)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Apicultores potiguares produzem própolis vermelha

O setor apícola do Rio Grande do Norte é o sétimo maior exportador de mel do Brasil. Estimulados pela capacidade produtiva e demanda crescente de consumidores, apicultores do município de Touros, a 100 quilômetros de Natal, resolveram apostar na produção de própolis vermelha.

A novidade é coletada por abelhas africanizadas de diversas partes das plantas, como brotos e botões florais. O material é extraído, principalmente, de vegetação presente em áreas de mangue.

Além das propriedades medicinais reconhecidas, e utilizadas, principalmente pela indústria farmacêutica, a própolis vermelha possui uma agregação de valor diferenciada em relação à própolis verde, o tipo mais comum. O quilo do produto pode ser comercializado a R$ 450.
Ainda neste ano, serão construídos os primeiros apiários para a colheita do produto. A partir desta quarta-feira (9/11), apicultores receberão capacitação para processamento e produção do pólen, desde a instalação de apiários até o beneficiamento, que requer um manejo específico para o produto.

Fonte: Revista Globo Rural

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Chuvas não são suficientes para desenvolvimento de pastagens .

As poucas chuvas registradas nos últimos sete dias sobre as áreas de pecuária do Brasil, ainda não foram suficientes para elevar o nível de água no solo e, consequentemente, dar plenas condições ao desenvolvimento e crescimento das pastagens.

Apenas no Sul do país, as chuvas ocorridas entre os meses de agosto e setembro mantêm os solos com níveis de umidade acima dos 70%. A região permanece assim com uma boa produção de leite e carne, apesar das geadas ocorridas no último inverno.

Já no Centro-oeste, Sudeste e Nordeste, o tempo seco e quente vem mantendo os solos com baixos índices de umidade e deixando as pastagens ficam em péssimas condições para o pastoril,

Segundo o boletim semanal divulgado pela Somar Meteorologia, nesta segunda-feira (26/9), a tendência é que as chuvas só voltem a todas essas regiões nas primeiras semanas de outubro mas, mesmo assim, os pastos só estarão aptos à plena alimentação dos rebanhos no final de outubro e inicio de novembro.

Até lá, os índices de produtividade de carne e leite continuarão baixos. Salvo pela maior oferta de animais oriundos dos confinamentos que começam a ser oferecidos aos frigoríficos.

Fonte: Revista Globo rural

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ALTERNATIVAS PARA O SEU REBANHO NO PERÍODO DA SECA

Suplementação alimentar de bovinos é fundamental em período de seca

Veja algumas alternativas para não comprometer o desempenho do rebanho

por Globo Rural On-line 
 
 
 
A suplementação repõe os nutrientes que o pasto perde na época de estiagem; isso evita que o rebanho perca peso.
Em época de estiagem, com período mais crítico de junho a setembro em boa parte do Brasil, a quantidade e a qualidade das pastagens fica limitada. Com a seca, o capim tem um crescimento menor e fica com o valor nutricional reduzido. Por isso, é fundamental que os produtores rurais planejem, com antecedência, as técnicas de suplementação animal para não serem surpreendidos neste período, o que pode comprometer o desempenho dos animais criados no pasto.

Os principais prejuízos são causados pela diminuição do crescimento e perda de peso dos animais, diminuição da produção de leite e na taxa de fertilidade, elevação da taxa de mortalidade e maior predisposição a doenças.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia (Porto Velho), Claudio Ramalho Townsend, a suplementação alimentar, durante a estiagem, é essencial para atenuar esses problemas e proporcionar ao animal uma alimentação adequada. Entre as alternativas práticas e economicamente viáveis para alimentar o rebanho neste período estão a utilização de cana-de-açúcar e uréia; capineiras; bancos de proteína; diferimento de pastagens e silagem.

Cana-de-açúcar e uréia
A mistura cana-de-açúcar e uréia é um suplemento alimentar que serve como fonte de energia. A pesquisadora da Embrapa Rondônia, Ana Karina Salman, explica que a adição da uréia à cana é indicada para corrigir o baixo teor de proteína do vegetal. O produtor deve tomar cuidado, no entanto, para não adicionar mais uréia do que o necessário.

Capineira
O capim-elefante tem sido muito utilizado para a produção de capineira. De fácil cultivo, a planta é resistente a pragas e doenças, produz bastante forragem, tem alto valor nutritivo e boa palatabilidade. Deve ser manejada no período chuvoso para não perder sua proteína.

Bancos de proteína
As leguminosas contêm muita proteína e apresentam facilidade de digestão, além disso, pela capacidade de fixação do nitrogênio da atmosfera, incorporam quantidades consideráveis deste nutriente, contribuindo para a melhoria da fertilidade do solo. As leguminosas podem ser plantadas em piquetes exclusivos denominados bancos de proteína.

Diferimento de pastagens
O diferimento consiste em suspender a utilização da pastagem entre meados e o fim do período chuvoso para favorecer o acúmulo de forragem a ser utilizada durante a época seca. “A utilização deve ser bem planejada para que esta área não seja vulnerável a focos de incêndio”, orienta Townsend.

Silagem
Outra alternativa recomendada para enfrentar a estiagem é a produção de silagem que apresenta mais independência em relação às condições climáticas, resultando em menores perdas e na possibilidade de mecanização de todo o processo, incluindo cultivo, colheita, transporte, ensilagem, remoção e distribuição da silagem. O milho e o sorgo, pela facilidade de cultivo, elevados rendimentos e, principalmente pela qualidade da forragem, são as espécies mais apropriadas para essa produção.

Mais informações
www.cpafro.embrapa.br/portal/publicacoes

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Suplementação alimentar de bovinos é fundamental em período de seca

Em época de estiagem, com período mais crítico de junho a setembro em boa parte do Brasil, a quantidade e a qualidade das pastagens fica limitada. Com a seca, o capim tem um crescimento menor e fica com o valor nutricional reduzido. Por isso, é fundamental que os produtores rurais planejem, com antecedência, as técnicas de suplementação animal para não serem surpreendidos neste período, o que pode comprometer o desempenho dos animais criados no pasto.

Os principais prejuízos são causados pela diminuição do crescimento e perda de peso dos animais, diminuição da produção de leite e na taxa de fertilidade, elevação da taxa de mortalidade e maior predisposição a doenças.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia (Porto Velho), Claudio Ramalho Townsend, a suplementação alimentar, durante a estiagem, é essencial para atenuar esses problemas e proporcionar ao animal uma alimentação adequada. Entre as alternativas práticas e economicamente viáveis para alimentar o rebanho neste período estão a utilização de cana-de-açúcar e uréia; capineiras; bancos de proteína; diferimento de pastagens e silagem.

Cana-de-açúcar e uréia
A mistura cana-de-açúcar e uréia é um suplemento alimentar que serve como fonte de energia. A pesquisadora da Embrapa Rondônia, Ana Karina Salman, explica que a adição da uréia à cana é indicada para corrigir o baixo teor de proteína do vegetal. O produtor deve tomar cuidado, no entanto, para não adicionar mais uréia do que o necessário.

Capineira
O capim-elefante tem sido muito utilizado para a produção de capineira. De fácil cultivo, a planta é resistente a pragas e doenças, produz bastante forragem, tem alto valor nutritivo e boa palatabilidade. Deve ser manejada no período chuvoso para não perder sua proteína.

Bancos de proteína
As leguminosas contêm muita proteína e apresentam facilidade de digestão, além disso, pela capacidade de fixação do nitrogênio da atmosfera, incorporam quantidades consideráveis deste nutriente, contribuindo para a melhoria da fertilidade do solo. As leguminosas podem ser plantadas em piquetes exclusivos denominados bancos de proteína.

Diferimento de pastagens
O diferimento consiste em suspender a utilização da pastagem entre meados e o fim do período chuvoso para favorecer o acúmulo de forragem a ser utilizada durante a época seca. “A utilização deve ser bem planejada para que esta área não seja vulnerável a focos de incêndio”, orienta Townsend.

Silagem
Outra alternativa recomendada para enfrentar a estiagem é a produção de silagem que apresenta mais independência em relação às condições climáticas, resultando em menores perdas e na possibilidade de mecanização de todo o processo, incluindo cultivo, colheita, transporte, ensilagem, remoção e distribuição da silagem. O milho e o sorgo, pela facilidade de cultivo, elevados rendimentos e, principalmente pela qualidade da forragem, são as espécies mais apropriadas para essa produção. 
 
Fonte: Revista Globo Rural

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Instituto divulga valores nutricionais do ovo durante o 22°Congresso Brasileiro de Avicultura.

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e o Instituto Ovos Brasil firmaram parceria para a promoção dos valores nutricionais do ovo durante o 22° Congresso Brasileiro de Avicultura, que será promovido entre 25 e 27 de outubro de 2011, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).

Ao longo do evento, o instituto promoverá degustações de ovos em dois momentos: nos intervalos da programação de palestras e durante a realização da exposição comercial.

Além disso, será divulgado entre o público presente as qualidades e os diferenciais da adoção do ovo – um dos alimentos mais completos disponíveis, superado apenas pelo leite materno – na dieta alimentar.

"É de extrema importância a participação dos produtores e demais envolvidos no segmento para a divulgação de informações sobre a alta qualidade do alimento que oferecem ao mercado, sedimentando as conquistas de imagem que o produto adquiriu ao longo dos últimos anos”, afirma o diretor executivo do Instituto Ovos Brasil, José Roberto Bottura.

De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, estimular o gosto do brasileiro pelo ovo é fundamental para a cadeia produtiva, que detém grande potencial para a expansão de sua produção. “Os mitos que existiam em torno de malefícios do ovo foram desfeitos, e hoje a sociedade sabe o valor nutricional desse produto, que é rico em proteínas, vitaminas e minerais. É um alimento de altíssimo valor nutritivo e bastante acessível financeiramente”, completa Turra. 
 
Fonte: Revista Globo Rural

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Governo deve prorrogar a normativa para qualidade do leite nos tambos.

Um dos pontos a ser revisto é o volume máximo permitido para a contagem de bactérias

O governo vai prorrogar por mais um ano a Instrução Normativa 51, que estabelece regras para a qualidade do leite nos tambos brasileiros. Depois de várias prorrogações, desde que foi criada em 1999, a norma entraria totalmente em vigor no dia 1º de julho deste ano. Um dos pontos a ser revisto  é o volume máximo permitido para a contagem de bactérias.

Atualmente o limite bacteriano é de 750 mil por mililitro, com a instrução normativa, o índice baixaria para cem mil. A produtora de leite de Estrela, no Rio Grande do Sul, Elaine Maria Zwirtes, vende em média 650 litros de leite por dia. Há três anos passou a fazer a ordenha de forma automática e a estocar o leite em resfriadores de até dois mil litros. Para instalação dos equipamentos foram gatos R$ 50 mil.

Ela conta que todo esse investimento foi para facilitar o trabalho e trazer mais produtividade. Mas houve também a preocupação em se adequar a IN 51.
– Queremos entregar um produto de qualidade. É um alto investimento, mas se paga. A indústria também recompensa, nós recebemos R$0,03 a mais por ter a sala de ordenha, resfriamento e todo equipamento – explica.

Em comparação a outros Estados brasileiros, o RS está adiantado no processo de adaptação às normas, pois 90% da produção leiteira têm inspeção federal, que garante a venda do produto para todo o país. Por isso, órgãos ligados ao setor no RS são contra a prorrogação.

– Se fizemos o investimento, fizemos o trabalho de casa. Devido a isso que a nossa posição é contra, não é que sejamos contra outros Estados do Brasil. Porém agora estamos de acordo com que foi exigido e temos interesse no mercado mundial e nos paises vizinhos. Esse modo também foi uma maneira de incentivar o Rio Grande do Sul a se adequar às normas, porque na Argentina, já se tem esse enquadramento. Serviu para não acontecer de o nosso consumidor deixar de comprar o nosso produto para comprar o do Uruguai. O produto do RS tem qualidade igual ao dos outros países – esclarece o secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini.

A prorrogação ainda depende do aval do  ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que está na Europa. Para que não tenha uma nova prorrogação em 2012, um grupo técnico vai avaliar os gargalos da implantação da IN 51.

Fonte: Canal Rural

terça-feira, 14 de junho de 2011

Febre Aftosa!

Você que comprou a vacina contra febre aftosa, e já vacinou seu rebanho, mas ainda não cadastrou o rebanho vacinado, o período acaba amanhã (dia 15 de junho). Procure a EMATER do seu município, levando a nota fiscal da compra da vacina, e seus documentos pessoais. É um processo rápido e de grande importância para o nosso Estado.

Fonte: Marcela Felix (Analista de Extensão Rural)
Foto: Google imagens

sábado, 11 de junho de 2011

Argentina apresenta Isa, vaca clonada que produzirá leite similar ao humano.

Bovino nasceu em abril e é considerado o primeiro do mundo que dará leite maternizado

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentou nesta quinta-feira (09/06) a bezerra Isa, fruto da clonagem de genes bovinos com humanos realizada por cientistas para gerar uma vaca que produza leite “maternizado”. Isa, nascida no último mês de abril no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), produzirá, quando adulta, um leite similar ao humano.

A clonagem da primeira vaca no mundo capaz de produzir leite maternizado foi realizada por cientistas do Inta e da Universidade de San Martín (
Usam), afirmou a governante.

A bezerra é resultado da clonagem de dois genes humanos que codificam proteínas presentes no leite humano e de grande importância para a nutrição dos lactantes. "Essas proteínas são a lactoferrina e a lisozima humanas, que têm funções antibacterianas, nutrem as crianças de ferro e fornecem agentes de imunidade contra doenças”, segundo o Inta.


"É um orgulho para todos os argentinos ter a primeira vaca clonada que dará leite maternizado. Isso demonstra as coisas que somos capazes de fazer", destacou Cristina, assinalando que Isa é "o nome simpático" que os cientistas puseram na bezerra ao misturar as siglas do Inta e da Usam.

Clones argentinos

A Argentina entrou no seleto clube da clonagem destinada a criar vacas transgênicas com fins medicinais em agosto de 2002, quando nasceu Pampa, fruto da clonagem realizada por especialistas do laboratório Bio Sidus, a fim de obter leite bovino com a proteína de crescimento humano hGH. 

 As descendentes de Pampa, primeira bezerra clonada na América Latina, produzem leite do qual é extraída essa proteína para produzir a menor custo remédios para crianças com deficiências de crescimento.

Nos últimos anos, cientistas argentinos clonaram cavalos e touros para obter exemplares de melhor rendimento. 

Fonte: Revista Globo Rural

sábado, 28 de maio de 2011

Governo cria a Embrapa Gestão Territorial

Unidade atenderá à crescente demanda de monitoramento por satélite de setores do governo e da iniciativa privada

Foi criada nessa quinta, dia 26, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gestão Territorial, unidade da empresa que atenderá à crescente demanda de monitoramento por satélite de setores do governo e da iniciativa privada. A nova unidade absorve a tecnologia e a tradição de uma equipe da própria Embrapa, de Campinas, que há 20 anos desenvolve sistemas de controle e monitoramento de áreas estratégicas.

A princípio, o órgão terá uma gerente-geral, um adjunto e três supervisores. O temor de setores do governo e técnicos da área é que a estrutura da nova unidade não atenda à demanda. Ao criar a unidade, o Ministério da Agricultura se comprometeu a ampliar sua estrutura.

– Constituímos essa unidade já com o compromisso de estar aberto à ampliação da estrutura, em termos de espaço e pessoal – afirmou o secretário executivo da pasta, Milton Ortolan.
 
Ele disse que o conselho de administração da Embrapa e o Ministério entenderam que a estrutura inicial da unidade é "adequada" para o atual momento. Ortolan afirmou que, a partir da próxima segunda, dia 30, começam os trabalhos de logística e operação da nova unidade, com promessa de aumento de espaço e funcionários.

– Evidentemente, a diretoria está comprometida a fazer a ampliação. Vai depender da demanda. Pode ocorrer daqui a um mês, dois meses ou, de repente, daqui a 15 dias – completou.

Até o fim do ano passado, os técnicos atuavam num centro dentro da antiga unidade Embrapa Monitoramento por Satélite. O grupo auxiliava o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ações de segurança na faixa de fronteira, projetos de irrigação no Nordeste e desmatamentos na Amazônia.

Por causa de disputas internas, as atividades de monitoramento foram suspensas. A notícia pegou de surpresa o governo, especialmente o Ministério do Planejamento. O trabalho discreto da equipe de técnicos de Campinas é considerado o "coração do monitoramento do PAC", nas palavras dos assessores da ministra Miriam Belchior. A análise por satélite da Embrapa é essencial ao acompanhamento das grandes obras de infraestrutura. O trabalho dispensa o envio pouco eficiente de técnicos ao local para ver o avanço das obras.

Numa intervenção do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a diretoria da Embrapa foi obrigada a criar a nova unidade para absorver os técnicos do centro de monitoramento e garantir autonomia para o órgão.

Em resposta a pergunta se a intervenção do ministro garantirá que a nova unidade esteja blindada a ataques internos na Embrapa, o secretário executivo Milton Ortolan informou:

– Sem dúvida. Isso, inclusive, foi o motivo da demora na criação da unidade. Era preciso garantir uma formatação compatível com a atividade e um ambiente de trabalho – afirmou.

A nova unidade, formalizada nesta quinta, pelo Conselho de Administração da Embrapa, já nasce com demanda por serviços de órgãos públicos e empresas privadas.

A suspensão da unidade nos últimos meses coincidiu com o debate do Código Florestal. A discussão foi considerada superficial por ambientalistas e ruralistas. Indicado para assumir a nova unidade, Cláudio Spadotto diz que a criação do órgão é um "passo importante" dado pela Embrapa.

 Fonte: Canal Rural

Governo vai apresentar nova regulamentação para inspeção de produtos de origem animal.

Intenção é melhorar a certificação de empresas, produtos e processos de produção

O governo deve apresentar em até 30 dias um novo marco regulatório para a inspeção de produtos de origem animal. Foi o que disse o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira. A intenção é melhorar a certificação de empresas, produtos e processos de produção.

A lei que institui o serviço de inspeção de produtos de origem animal é dos anos 50. A regulamentação, feita por decreto, é dos anos 60. Para o diretor do Ministério da Agricultura, a legislação em vigor tem dois problemas: está desatualizada e tem detalhes demais, dificultando o registro de produtos e de novas tecnologias de produção. A nova proposta é tornar o decreto que mais simples, apenas com a regra geral.

– Toda vez que surgir um processo tecnológico novo, ele não precisa mudar o decreto, ele será instituído por um regulamento técnico. Toda vez que um produto tiver um desdobramento em um novo produto no mercado, vai ser regulado pelos regulamentos técnicos, que são baixados pelo órgão, mas serão submetidos à consulta pública de toda a sociedade e o setor produtivo – disse Luiz Carlos.

O governo pretende também tornar mais dinâmicas as operações do serviço unificado de atenção à sanidade agropecuária, o Suasa. Ele permite que padrões de inspeção estaduais e municipais sejam considerados equivalentes ao federal.

– Cabe ao Estado e ao município estabelecer os padrões à indústria que eles vão regular. Cabe ao serviço de inspeção federal acreditar nos sistemas estaduais e municipais. Nós, do Ministério da Agricultura, vamos reconhecer o sistema de inspeção que vai ser estabelecido nos mesmos moldes unificados no Brasil – afirmou o diretor.

De acordo com Luiz Carlos de Oliveira, a adesão ao Suasa tem sido pequena. A intenção é incentivar a participação maior de Estados e municípios.

– Nós estamos reformulando as instruções normativas para dar uma interpretação mais clara e objetiva e, junto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, implementar fortemente essas políticas públicas – concluiu.

Fonte: Canal Rural

sábado, 21 de maio de 2011

Embrapa lança tecnologias para coleta de embriões em caprinos e ovinos.

Equipamentos dispensam intervenção cirúrgica no processo de coleta
 
Dois novos equipamentos para coletar embriões em pequenos ruminantes serão apresentados no XIX Congresso Brasileiro de Reprodução Animal, que será realizado de 25 a 27 de maio em Recife (PE). As novas tecnologias foram desenvolvidas pela Embrapa Caprinos e Ovinos em parceria com a Embrapa Gado de Leite.

Os equipamentos são um circuito e uma sonda que trabalham em conjunto na coleta de embriões pela via transcervical de caprinos e ovinos.  O pesquisador Jeferson Ferreira da Fonseca, um dos inventores dos equipamentos, explica que o circuito e a sonda tornarão mais eficaz a coleta de embriões pela via transcervical. Neste método, os animais não passam por intervenção cirúrgica, o que ocorre nos métodos tradicionais.

O circuito e a sonda foram desenvolvidos respeitando as características anatômicas de pequenos ruminantes, especialmente cabras e ovelhas.

– Além de promover maior bem estar, evitando sequelas físicas para os animais, o processo permite o aumento na taxa de recuperação de embriões, além de maior eficiência, controle e segurança na coleta – disse Fonseca.

Segundo o pesquisador, a caprinocultura e ovinocultura brasileira passam por um sensível crescimento. No entanto, o mercado carece de produtos tecnológicos para aprimorar a produção animal. Atualmente a coleta de embriões nestes animais utiliza materiais adaptados de outras espécies.

– Equipamentos específicos para as características anatômicas de pequenos ruminantes podem consolidar a coleta de embriões pela via transervical. Este é um mercado promissor a ser explorado – afirmou Fonseca.

Os dois equipamentos já estão protegidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Agora, o objetivo da Embrapa é atrair empresas do ramo de insumos para reprodução interessadas em produzir e comercializar estes equipamentos.
 
Fonte:Canal Rural

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ministério inicia programação sobre pecuária.

Encontro internacional discute alternativas para conciliar produção e preservação ambiental na atividade


As atividades da primeira Reunião Global sobre Pecuária Sustentável, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tiveram início nessa terça-feira, 17 de maio, com a solenidade de abertura oficial do evento, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), em Brasília. O ministro da Agricultura Wagner Rossi foi representado pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Erikson Chandoha.

O objetivo do encontro é debater um conjunto de ações que garanta a sustentabilidade da pecuária de corte nos próximos anos. Será elaborada uma agenda com orientações para melhorar a utilização dos recursos naturais por meio da adoção de boas práticas.

O Ministério Holandês de Assuntos Econômicos, Inovação e da Agricultura e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) são os outros parceiros do seminário. O grupo de discussão é formado por representantes dos países integrantes do Comitê de Agricultura (COAG, sigla em inglês): Brasil, Etiópia, Índia, Nova Zelândia, Países Baixos, China e Estados Unidos.

Segundo Chandoha, o Brasil desenvolve políticas públicas de incentivo à cadeia produtiva da carne desde a década de 60 e priorizou a pecuária sustentável nos últimos anos, com a criação de iniciativas como o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), a Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacias Hidrográficas (Pisa) e o Programa Nacional de Fomento às Boas Práticas Agropecuárias (PRO-BPA).

“Tivemos um crescimento de 251% no rebanho brasileiro, passando de 58 milhões, nos anos 60 para, mais de 204 milhões de cabeças. E isso tudo com um aumento de apenas 39% de área explorada. Economizamos cerca de 70 milhões de hectares e a nossa produção de carne saltou mais de 50% nos últimos dez anos, passando de 9 milhões de toneladas por ano”, ressalta..



As novas políticas públicas, que pretendem estimular práticas ambientais com acréscimo de produtividade e de qualidade dos alimentos, sugerem ações com influência direta na criação de gado. A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a recuperação de áreas degradadas deverão ampliar a quantidade de animais por hectare e a capacidade de rendimento de carcaça, com redução na emissão de gases de efeito estufa e preservação da biodiversidade.

“O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e temos a responsabilidade de desenvolver uma pecuária sustentável. Para isso, o governo e seus parceiros se comprometem a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, aumentar a produção de carne e gerar empregos com sustentabilidade”, afirma.

A programação da reunião se estende até sexta-feira, 20 de maio, e prevê palestras técnicas com representantes da FAO, do Banco Mundial e da Embrapa. Entre os temas debatidos estão as mudanças climáticas, a pecuária e o uso da terra e as prioridades temáticas regionais. O coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos do Ministério da Agricultura, Elvison Nunes Ramos, apresentará as políticas públicas no Brasil para o desenvolvimento da pecuária sustentável e as medidas previstas pelo Programa ABC para o setor nesta quinta-feira, 19 de maio, às 11h45min.
Marcos Giesteira


Fonte: Site Agrolink