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quinta-feira, 29 de março de 2012

ALGODÃO


A EMATER Apodi começou ontem a distribuição das sementes de algodão.

O sítio São Francisco e o Assentamento Milagres foram escolhidos como ponto de apoio para distribuição, ficando assim mais próximo para os agricultores familiares irem buscar.

Foram disponibilizados 6.000 kg para o município de Apodi.

90 agricultores serão beneficiados, residentes nas comunidades São Francisco, Milagres, Baixa Verde, Sabiá, Aurora da Serra e Moacir Lucena.


Fonte: Rosidilson Lopes (Analista de Extensão Rural - Apodi)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ministério da Agricultura regulamenta produção têxtil orgânica de algodão.

Norma limita o uso de produtos químicos para reduzir os impactos ambientais da atividade

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou nessa quinta, dia 2, a legislação que estabelece o regulamento técnico para produtos têxteis orgânicos derivados do algodão. A instrução normativa nº 23, publicada no Diário Oficial da União, aplica-se principalmente a indústrias que fabricam tecidos e roupas orgânicas a partir da fibra, obtida em sistema orgânico de cultivo e certificada pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

A regra determina que o algodão utilizado na peça têxtil seja produzido de acordo com as normas técnicas para os Sistemas Orgânicos de Produção Animal e Vegetal (IN nº 64, de 18 de dezembro de 2008). A norma também limita o uso de produtos químicos nos processos de tinturaria, estamparia e acabamento para reduzir os impactos ambientais da atividade.

O chefe da Divisão de Controle da Qualidade Orgânica do Ministério da Agricultura, Roberto Mattar, explica que a instrução normativa é uma demanda antiga do setor.

– O mais importante é a lista de insumos que podem ser usados na fabricação, pois o processamento convencional de tecidos usa uma quantidade grande de produtos químicos, principalmente tintas, que são produtos poluentes, presentes no rejeito industrial da atividade – ressalta.

A legislação trata, ainda, sobre a etiquetagem e define a percentagem de matéria-prima orgânica necessária para um produto ser considerado orgânico e receber o selo oficial. Pontos como o transporte, beneficiamento e armazenamento também são descritos na publicação.

Novas regras

De acordo com o Ministério da Agricultura, mais de 11 mil produtores já se ajustaram às novas regras de produção orgânica. Desde o dia 1º de janeiro deste ano, o produto comercializado na rede varejista como orgânico deve conter o selo do Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica.

Durante alguns meses, os consumidores ainda poderão encontrar produtos sem o selo em função da comercialização de parte dos estoques produzidos em 2010. Os agricultores familiares que comercializam diretamente para os consumidores não necessitam ter o selo, mas devem apresentar o documento que comprova o seu cadastramento no Ministério da Agricultura.

Fonte: Canal Rural

Assembléia Geral da ASPARP.

Aconteceu hoje no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi a assembléia geral extraordinária da Associação dos Produtores de Algodão do Rio Grande do Norte - ASPARN, cuja pauta incluia:
  • Fazer ciência, discussão e aprovação dos ajustes ao Estatuto Original da ASPARN procedido sob orientação do advogado;
  • Confirmação da data de criação da ASPARN;
  • Validação dos mandatos do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, assim como o mandato do articulador da ASPARN;
  • CNPJ e conta bancária;
  • Contribuição financeira dos associados;
  • Autorização para encaminhamentos do pedido de filiação da ASPARN à Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - ABRAPA e 
  • Programação do 1º Encontro da Agricultura Familiar do RN. 

Marcela Felix (EMATER), Maria de Fátima de Lima Costa (Vice-presidente da ASPARN), e Antonia Maria de Souza Oliveira (Presidente da ASPARN), respectivamente. 


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Safra de algodão deve aquecer negócios da Bahia Farm Show.


Os bons resultados da safra deste ano devem embalar os negócios da Bahia Farm Show, feira que começa dia 31 de maio em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. "Estamos em plena colheita do algodão, que este ano deve render mais de 600 mil toneladas de pluma na região", dizWalter Horita, presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que promove o evento. 


Segundo Horita, a área de exposição teve crescimento de 15% este ano e a expectativa é de faturamento recorde. "Osprodutores estão animados com os altos preços da soja, domilho e do algodão, e devem investir na renovação de suas máquinas agrícolas, além de antecipar as compras de fertilizantes. 


Para a próxima safra, Horita prevê uma expansão de 10% na área de algodão, que já cresceu 50% nesta temporada em relação à safra 2009/2010. “A média de produtividade do algodão este ano é de 275 arrobas de caroço por hectare, acima das 255 arrobas alcançadas na safra passada. A qualidade da fibra também é superior", diz Horita. 


“Poderíamos plantar bem mais. Temos pelo menos 1,5 milhão de hectares ainda a ocupar, mas a insegurança jurídica impede o produtor de crescer, diante das indefinições do Código Florestal”, acrescenta o agricultor.

Fonte: Revista Globo Rural

quarta-feira, 30 de março de 2011

Caracterização da Cadeia Produtiva do Algodão no Nordeste!

Técnicos do ETENE - Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste do BNB- estiveram hoje(30/03) na EMATER a fim de realizar alguns questionamentos sobre a produção do algodão no município de Apodi, a equipe de pesquisadores era composta pelos senhores Acúrcio Alencar Araújo Filho, George Alberto de Freitas, Jackson Dantas Coêlho e José Luciano Chagas Rabelo. O grupo é responsável pela realização de uma pesquisa intitulada de "Caracterização da Cadeia Produtiva do Algodão no Nordeste Semiárido Brasileiro".

A pesquisa tem por objetivo caracterizar o estado atual da cadeia produtiva do algodão no semiárido do nordeste brasileiro, descrevendo e analisando os aspectos de exploração da cultura, beneficiamento do algodão, produção de fibras e de derivados da indústria de esmagamento do caroço, bem como as formas de comercialização e mercado, apoio institucional e assistência técnica.

A pesquisa tem caráter eminentemente científico. As informacões individuais de cada empresa não serão divulgadas ou publicadas, mas sistematizadas a fim de compor o estudo em questão.

A equipe foi atendida pelo Analista de extensão rural Rosidilson Lopes de Medeiros que se prontificou em responder todas as perguntas, contribuindo desta forma para a pesquisa em questão.

Fonte: Rosidilson Lopes(Analista de Extensão Rural - EMATER/Apodi)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SEMENTES SÃO DISTRIBUIDAS PELA EMATER


A EMATER Apodi iniciou a entrega de sementes na última sexta-feira(18/02). O município foi contemplado pelo Governo do Estado com 3.660 kg de feijão, 3.660 kg de milho, 2.700 kg de sorgo e 6.000 kg de algodão. A norma para distribuição do milho, feijão e sorgo é a seguinte:

• É necessário que o banco de sementes seja cadastrado na EMATER e Secretaria de Agricultura do Estado (BANCO DE SEMENTES / ON LINE).

Banco de sementes é um sistema organizacional capaz de reunir produtores e produtoras de forma democrática e participativa em torno do objetivo comum, sustentada pela vontade e afinidade de seus integrantes. Os bancos de sementes operam com um sistema de devolução onde o agricultor devolverá a seu respectivo banco o dobro da quantidade de sementes adquirida, isto é, no final do cultivo o agricultor que adquiriu 1kg de sementes devolverá 2kg daí a denominação “Bancos de Sementes”.

O município de Apodi possui hoje dezoito bancos já cadastrados e mais de novecentos produtores inscritos nos mesmos. Para criar um banco de sementes em sua comunidade, caso ainda não possua procure os técnicos da EMATER para maiores esclarecimentos.

Já as sementes de algodão beneficiarão aproximadamente cem agricultores familiares e serão plantados em uma área prevista de quinhentos hectares.

Fonte: Marcela Félix (Analista de Extensão Rural EMATER/Apodi)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Em março, o Instituto Brasileiro do Algodão abre as portas.




Vem aí o Instituto Brasileiro do Algodão. Ele abre as portas em março, com lastro nos US$ 147,5 milhões pagos pelo governo americano após multa aplicada pela Organização Mundial do Comércio, em razão de subsídios dados a agricultores daquele país.
A entidade será presidida pelo engenheiro agrônomo Haroldo Cunha. Seu objetivo é tornar o Brasil o maior exportador mundial do produto - hoje estamos em quarto lugar. Para isso investirá em pesquisas, como as destinadas a livrar a planta da praga do bicudo.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Publicado Zoneamento Agrícola para o feijão caupi e o algodão herbáceo


Os municípios mais indicados para o plantio de feijão caupi e algodão herbáceo na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte foram publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (05/10), nas portarias nº 336 a 343.

A variedade caupi, também conhecida como feijão-de-corda ou macassar, precisa de quantidades de água bem distribuídas durante o ciclo de reprodução. O grão, que é fonte de proteínas e alimento básico para grande parte da população da região do Nordeste, não pode ser cultivado em temperaturas muito elevadas. A referência é a máxima de 34ºC e a mínima de 18ºC.

O Algodoeiro e recomendações.
O algodoeiro (Gossypium hirsutum L. r. latifolium Hutch) é extremamente sensível às condições de temperatura, umidade do solo e chuvas na colheita.

Dependo do clima e da duração do ciclo, o algodoeiro necessita de 700 mm a 1300 mm de precipitação pluvial para seu bom desenvolvimento, sendo que 50% a 60% de suas necessidades hídricas ocorrem no período de floração e formação do capulio. Tanto o déficit hídrico como o excesso de umidade, no período compreendido entre 60 e 100 dias após a emergência, podem induzir à queda das estruturas frutíferas e comprometer a produção, pois, aproximadamente, 80% das estruturas responsáveis pela produção do algodoeiro são emitidas neste período.

A cultura apresenta larga adaptação a diferentes tipos de solos. Entretanto, nos solos rasos, excessivamente arenosos, demasiadamente argilosos ou siltosos o cultivo da espécie deve ser evitado.

Foram indicadas para o plantio no RN, segundo a Portaria nº 339, as cultivares: 
- GRUPO I: fabricadas pela EMBRAPA: BRS Acacia, BRS Rubi, BRS Safira, BRS Sucupira e BRS Verde.
- GRUPO II: fabricadas pela BAYER S/A: FM 910, FM 966 LL e FM 993. Fabricadas pela EMBRAPA: EMBRAPA 113.

Para o município de Apodi, foi recomendado o plantio de CULTIVARES DO GRUPO I, em solos do tipo 2 e do tipo 3 , de 11 de janeiro a 10 de fevereiro; e CULTIVARES DO GRUPO II, em solos do tipo 2 e do tipo 3, de 11 a 31 de janeiro.

O Feijoeiro e recomendações.
O feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp), conhecido também como feijão-de-corda ou feijão macassar, constitui-se em fonte de proteínas e alimento básico para grande parte da população da Região do Nordeste brasileiro.

No Brasil é cultivado, predominantemente, na região semiárida do nordeste e em pequenas áreas da Amazônia. As temperaturas ótimas para o bom desenvolvimento da cultura estão na faixa de 18ºC a 34ºC. Temperaturas elevadas prejudicam o crescimento e o desenvolvimento da cultura, exercendo influência sobre o abortamento de flores, o vingamento e a retenção final de vagens, afetando, também, o número de sementes por vagem.

O Caupi exige um mínimo de 300 mm de precipitação ao longo do ciclo. As limitações hídricas estão mais relacionadas à distribuição pluvial do que à quantidade total de chuvas ocorridas durante o ciclo. Déficit hídrico, próximo e anterior ao florescimento, pode ocasionar severa retração do crescimento vegetativo, limitando a produção.

Foram indicadas para o plantio no RN, segundo a Portaria nº 343, as cultivares:
- GRUPO I: CCA/UFC: Sempre Verde; EMPARN: Potiguar e Riso do Ano; EMBRAPA: BRS Tumucumaque; IPA: IPA 206.
- GRUPO II: CCA/UFC: Setentão; EMBRAPA: BRS Potengi; IPA: IPA 205.

Para o município de Apodi, foi recomendado o plantio de CULTIVARES DO GRUPO I e CULTIVARES DO GRUPO II, em solos do tipo 2, de 1º a 20 de fevereiro,  e em solos do tipo 3, de 1º de fevereiro a 31 de março.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rotação de cultura é uma das principais armas contra doenças do algodoeiro.

O produtor de algodão precisa estar bem atento ao manejo e aos controles preventivos de doenças. A maioria dos patógenos que afetam a cultura não são sensíveis a químicos ou a outro tipo de medida curativa. Uma vez que a doença se instala no algodoeiro, não há muito o que fazer e as perdas podem ser quase totais. Por isso, as armas do produtor não são as aplicações químicas e sim o planejamento, o manejo e a rotação de culturas, como explica Nelson Dias Suassuna, pesquisador da Embrapa Algodão.
 
"Infelizmente, nem todos os produtores seguem as táticas de manejo e o resultado é que os produtores que não fazem o manejo correto têm a sua área produtiva reduzida gradativamente. A maioria das doenças não tem controle curativo e, uma vez instalados no algodoeiro, o que o produtor deve fazer é plantar outras culturas e esperar diminuir a população dos nematóides para que no futuro ele possa voltar a plantar algodão naquela área. Por isso, a rotação de cultivos é importante. Não resolve para a safra afetada, mas é um manejo para o longo prazo" — alerta Suassuna.
 
As principais doenças do algodão são a mancha de ramulária, a ramulose, o mofo branco e os nematóides. A mancha de ramulária causa perdas entre 10% a 40% de produtividade e ataca as folhas do algodoeiro provocando a desfolha da planta. Ela pode ser facilmente identificada por pequenas manchas brancas localizadas perto das nervuras, principalmente das folhas mais velhas. O mofo branco é uma doença nova, mas também é de fácil identificação e toma rapidamente toda a planta, deixando toda a estrutura realmente com aspecto de mofada. Dias depois do mofo ter tomado o algodão, o produtor consegue perceber pequenas bolinhas pretas, que são estruturas do fungo. A ramulose também toma toda a planta e pode destruir uma plantação por inteiro, é comum causar perdas de 80% se houver descuido do produtor. Entre os nematóides, apenas um pode ser detectado se o produtor arrancar a raiz. Eles provocam galhas nas raízes, diminuindo a capacidade de absorção de água e nutrientes, o que causa o definhamento da planta.
 
A única destas doenças que pode ser controlada através de fungicidas é mancha de ramulária. Sabendo que a doença se incia entre os 45 a 50 dias após o plantio e que o patógeno vem pelo ar, o produtor pode se programar para aplicar o fungicida nesta época. O pesquisador lembra que é importante haver uma rotação também entre os princípios ativos dos fungicidas utilizados para que o fungo não se acostume com o remédio e se torne imune. Nos outros casos, a rotação de cultura, a escolha de cultivares resistentes e a semeadura direta na palha são as medidas essenciais que o produtor não deve deixar de fazer. A rotação é extremamente importante para evitar as doenças, principalmente se o produtor tiver cultivares sensíveis e se a área já tiver sido contaminada uma vez. Suassuna lembra que tudo se baseia no planejamento correto.
 
O primeiro passo é o uso de cultivares resistentes. Na hora do planejamento da safra, quando o produtor vai comprar seus insumos, ele deve optar por uma cultivar que tenha resistência ao maior número possível de doenças. O segundo ponto é o manejo da área. Nós sabemos que o cultivo continuado de algodão na mesma área acumula patógenos que causam doenças que surgem cada vez mais cedo e com intensidade mais elevada. O produtor deve primeiro rotacionar a sua área, isso significa que, se ele plantou algodão este ano, no próximo ele deverá plantar uma outra cultura. Outro ponto é a semeadura direta na palha. O Plantio Direto, com formação de palhada no algodoeiro, reduz principalmente os patógenos de solo — ensina.

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Aprovado Zoneamento Agrícola para a cultura do algodão no RN.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vem aí o Seminário sobre a Cultura do Algodão Irrigado na Chapada do Apodi/RN

Tem início hoje, as 19:00hs, na Casa da Cultura de Apodi, o Seminário sobre a Cultura do Algodão Irrigado na Chapada do Apodi/RN. O Seminário é composto de duas palestras e um dia de campo, a serem realizados nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010.

Confira a programação:
 
DIA 13
- Palestra "Perspectivas do algodão no Rio Grande do Norte";
- Palestra "Resultados de Pesquisas do Projeto Geração e Transferência de Tecnologias para a Sustentabilidade do Algodoeiro no Semiárido Nordestino". 
Local: Casa da Cultura de Apodi
Horário: 19:00hs às 22:00hs

Palestrantes:
- Napoleão Esberard de Macêdo Beltrão (Embrapa Algodão)
- Marcone Cézar Mendonça das Chagas (Emparn)
- Baskara Cenan (Intecot)
- Valdinei Sofiatti (Embrapa Algodão)

DIA 14
- Dia de Campo
1ª Estação: Abertura
2ª Estação: Cultivo do Algodoeiro Irrigado
3ª Estação: Manejo de Pragas
4ª Estação: Manejo e Monitoramento de Água no Algodoeiro
5ª Estação: Colheita e Pós-Colheita
Local: Estação Experimental da Emparn, km 01 da Estrada Apodi - Lajedo de Soledade.
Horário: 08:00hs às 13:00hs

Palestrantes:
- Valdinei Sofiatti (Embrapa Algodão)
- Carlos Domingues da Silva (Embrapa Algodão)
- Florisvaldo Xavier Guedes (Emparn)
- Bergson Guedes Bezerra (UFCG)
- Felipe Macedo Guimarães (Embrapa Algodão)  

Participe, sua presença é muito importante!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aprovado Zoneamento Agrícola para a cultura do algodão no Rio Grande do Norte.

Foi publicada no Diário Oficial da União - DOU, na última segunda-feira, dia 09, a Portaria nº 271, de 06 de novembro de 2009, onde está descrito o Zoneamento Agrícola para o algodoeiro no Rio Grande do Norte ano-safra 2009/2010.

O Estado do Rio Grande do Norte cultivou, na safra 2008/2009, uma área 9 mil hectares de algodão com produção de 4,6 mil toneladas, de algodão em caroço, conforme dados do levantamento da CONAB de outubro de 2009.

O algodoeiro é extremamente sensível às condições de temperatura, umidade do solo e chuvas na colheita. Tanto o déficit hídrico como o excesso de umidade, no período compreendido entre 60 e 100 dias após a emergência, podem induzir à queda das estruturas frutíferas e comprometer a produção, pois, aproximadamente, 80% das estruturas responsáveis pela produção do algodoeiro são emitidas neste período.

Dependendo do clima e da duração do ciclo, o algodoeiro necessita de 700 mm a 1300 mm de chuva, sendo que a maioria de sua necessidade hídrica ocorre durante o período de floração.

Objetivou-se, com o zoneamento agrícola, identificar as áreas aptas e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo do algodoeiro herbáceo (Gossypium hirsutum L. r. latifolium Hutch) no Estado.

Essa identificação foi realizada com base nas características fisiológicas da cultura e nas condições térmicas e hídricas prevalecentes no Estado.

Foi realizado um balanço hídrico para períodos decendiais, considerando-se os valores médios do Índice de Satisfação de Necessidade de Água – ISNA (expresso pela relação entre evapotranspiração real e evapotranspiração máxima - ETr/ETm), por data de semeadura, fase fenologica e localização geográfica das estações pluviométricas e climáticas utilizadas. Considerou-se a fase de floração/enchimento de capulhos, como a mais critica em relação ao déficit hídrico.

Cultivares indicadas.
Para efeito de indicação dos períodos de plantio, as cultivares indicadas pelos obtentores /mantenedores para o Estado do Rio Grande do Norte foram agrupadas conforme a seguir especificado.
GRUPOS I e III
Com base nas informações prestadas pelos obtentores/mantenedores, nenhuma das cultivares indicadas para o Estado do Rio Grande do Norte obteve enquadramento nos grupos I e III.
GRUPO II
BAYER S/A: FIBERMAX 977, FM 910, FM 966 LL, FM 993 e SICALA 40. 
PL BRASIL LTDA: Delta Penta, DeltaOPAL, DP 604 BG, DP 90 B e NuOPAL e Sure-Grow 821.

Recomendação para Apodi.
Cultivares do Grupo I:
- solo tipo 2: período de 11 de janeiro a 10 de fevereiro;
- solo tipo 3: período de 11 de janeiro a 10 de fevereiro.

Cultivares do Grupo II:
- solo tipo 2: período de 11 a 31 de janeiro;
- solo tipo 3: período de 11 a 31 de janeiro.

Cultvares do Grupo III:
- solo tipo 2: não recomendado;
- solo tipo 3: período de 1 a 20 de janeiro.

Veja matéria na íntegra aqui.

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