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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Energia eólica não tem prioridade para expansão no Brasil, diz estudo.

Pesquisadora da USP mostra que os planos existentes podem aumentar a capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do país, estimado em 143 GW

 As turbinas movidas pela força dos ventos (eólicas) são uma fonte limpa e renovável de energia, porém não constam como prioridade nos planos oficiais de geração energética, revela pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. A capacidade atual instalada é de 1 Gigawatt (GW), o que representa apenas 0,88% do total da energia disponível no Brasil. O trabalho da pesquisadora Juliana Chade mostra que os planos existentes podem aumentar essa capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do país, estimado em 143 GW, segundo informações da Agência USP.

O plano decenal da
Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal, insere a energia eólica como alternativa ao atendimento da carga. “Ele prevê uma capacidade instalada de aproximadamente 6 GW em 2019”, afirma a pesquisadora. “Entretanto, o plano energético oficial, com horizonte até 2030, elaborado pela EPE, dá ênfase à geração térmica, ao gás natural, carvão e nuclear, como alternativa de complementação à geração hídrica”.

De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil. “Mas os custos tendem a ser reduzidos com o aprendizado da tecnologia e incentivos governamentais”, destaca. “Outra dificuldade seria a falta de histórico de medição de ventos, pois dados de medição de longo prazo conduzem a projetos mais eficientes e com menos risco de incerteza na previsão de geração”, explica a pesquisadora.


A pesquisadora lembra que o Brasil possui pouco histórico com a tecnologia eólica e necessita treinar pessoas para manutenção e operação das usinas. “É preciso uma estratégia de inserção de fontes eólicas por meio de pacotes de fornecimento com a progressiva nacionalização da cadeia produtiva”, sugere. “Além disso, deve haver mecanismos de mobilidade de
ciência e tecnologia para desenvolvimento da infraestrutura e logística, com programas de incentivos tecnológicos, recursos humanos, pesquisa, materiais, componentes, a fim de se obter ganho de escala na indústria”.

Ventos
Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro Brasileiro de Referência para as Energias Solar e Eólica (CRESESB) do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel) das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), o Brasil possui um potencial eólico de 143 GW, valor analisado em 2001, quando haviam menores torres e ventos a 50 metros (m) de altura. “Hoje há torres mais altas, o que aumentaria o potencial estudado”, conta Juliana. “A região Nordeste possui aproximadamente metade do potencial do Brasil, outra região que se destaca é o litoral e interior do Rio Grande do Sul, que apresentam as maiores velocidades de ventos para a geração de energia”.

A energia eólica é uma fonte alternativa de energia limpa, renovável, ou seja, que não se esgota, diferentemente das fontes térmicas de combustíveis fósseis, que além dos custos com combustível, geram gases de efeito estufa. “A eólica apresenta características de geração distribuída, o que reduz perdas na transmissão e a necessidade de investimentos de ampliação da rede”, diz a pesquisadora.

Juliana observa que existem fábricas de pás e turbinas eólicas no Brasil, apesar de alguns materiais serem importados para a construção dos parques. “Nos últimos leilões de energia que contaram com fontes eólicas, em 2009 e 2010, houve uma maior participação da tecnologia e também redução em seus preços”, completa. 
Fonte: Revista Globo Rural

Azeite de oliva ajuda a prevenir infartos cerebrais.

Estudo indica que quem usa azeite de oliva, regularmente, pode ter um risco 41% menor de desenvolver a doença

Uma dieta rica em azeite de oliva pode proteger idosos dos infartos cerebrais, que são a terceira causa de morte nos Estados Unidos depois das doenças cardíacas e o câncer, segundo um estudo publicado pela revista "Journal of Neurology".

Os infartos são mais comuns à medida que as pessoas envelhecem, quando o risco se duplica por cada década de vida depois dos 55 anos de idade, segundo a Associação Cardíaca Americano.

"Nossa pesquisa indica que deveriam emitir um novo conjunto de recomendações dietéticas para prevenir os infartos nos idosos de 65 anos", disse a autora do estudo, Cecilia Samieri, da Universidade de Bordeaux e o Instituto Nacional de Pesquisa Médica.

"O azeite de oliva seria uma forma barata e fácil de ajudar a prevenir este tipo de doença", diz a pesquisadora. Os cientistas revisaram os registros médicos de cerca de sete mil idosos de 65 anos, nas cidades francesas de Bordeaux, Dijon e Montpellier. Os pacientes, no início do estudo não tinham histórico de infartos.

Os participantes fizeram exames de acompanhamento dois, quatro e seis anos mais tarde e se registraram e verificaram os incidentes de infarto. Aos cinco anos tinham registrado entre esses pacientes 148 infartos.

Para o estudo se classificou o consumo de azeite de oliva nas categorias de "não uso", "uso moderado”, "uso intensivo" o qual inclui o uso de azeite para cozinhar, como tempero ou com pão.

Após considerações sobre dieta, atividade física, índice de massa corporal e outros fatores de risco para o infarto, o estudo encontrou que quem tinha usado azeite de oliva, regularmente, para cozinhar ou como acompanhamento, mostrava um risco 41% menor de infarto comparado com quem jamais tinha usado azeite de oliva em sua dieta.

O estudo lembra que o consumo de azeite de oliva foi vinculado com efeitos beneficentes contra fatores de risco cardiovascular tais como diabetes, alta pressão sanguínea, colesterol alto e obesidade.


Fonte: Revista Globo Rural

sábado, 28 de maio de 2011

Governo cria a Embrapa Gestão Territorial

Unidade atenderá à crescente demanda de monitoramento por satélite de setores do governo e da iniciativa privada

Foi criada nessa quinta, dia 26, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gestão Territorial, unidade da empresa que atenderá à crescente demanda de monitoramento por satélite de setores do governo e da iniciativa privada. A nova unidade absorve a tecnologia e a tradição de uma equipe da própria Embrapa, de Campinas, que há 20 anos desenvolve sistemas de controle e monitoramento de áreas estratégicas.

A princípio, o órgão terá uma gerente-geral, um adjunto e três supervisores. O temor de setores do governo e técnicos da área é que a estrutura da nova unidade não atenda à demanda. Ao criar a unidade, o Ministério da Agricultura se comprometeu a ampliar sua estrutura.

– Constituímos essa unidade já com o compromisso de estar aberto à ampliação da estrutura, em termos de espaço e pessoal – afirmou o secretário executivo da pasta, Milton Ortolan.
 
Ele disse que o conselho de administração da Embrapa e o Ministério entenderam que a estrutura inicial da unidade é "adequada" para o atual momento. Ortolan afirmou que, a partir da próxima segunda, dia 30, começam os trabalhos de logística e operação da nova unidade, com promessa de aumento de espaço e funcionários.

– Evidentemente, a diretoria está comprometida a fazer a ampliação. Vai depender da demanda. Pode ocorrer daqui a um mês, dois meses ou, de repente, daqui a 15 dias – completou.

Até o fim do ano passado, os técnicos atuavam num centro dentro da antiga unidade Embrapa Monitoramento por Satélite. O grupo auxiliava o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ações de segurança na faixa de fronteira, projetos de irrigação no Nordeste e desmatamentos na Amazônia.

Por causa de disputas internas, as atividades de monitoramento foram suspensas. A notícia pegou de surpresa o governo, especialmente o Ministério do Planejamento. O trabalho discreto da equipe de técnicos de Campinas é considerado o "coração do monitoramento do PAC", nas palavras dos assessores da ministra Miriam Belchior. A análise por satélite da Embrapa é essencial ao acompanhamento das grandes obras de infraestrutura. O trabalho dispensa o envio pouco eficiente de técnicos ao local para ver o avanço das obras.

Numa intervenção do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a diretoria da Embrapa foi obrigada a criar a nova unidade para absorver os técnicos do centro de monitoramento e garantir autonomia para o órgão.

Em resposta a pergunta se a intervenção do ministro garantirá que a nova unidade esteja blindada a ataques internos na Embrapa, o secretário executivo Milton Ortolan informou:

– Sem dúvida. Isso, inclusive, foi o motivo da demora na criação da unidade. Era preciso garantir uma formatação compatível com a atividade e um ambiente de trabalho – afirmou.

A nova unidade, formalizada nesta quinta, pelo Conselho de Administração da Embrapa, já nasce com demanda por serviços de órgãos públicos e empresas privadas.

A suspensão da unidade nos últimos meses coincidiu com o debate do Código Florestal. A discussão foi considerada superficial por ambientalistas e ruralistas. Indicado para assumir a nova unidade, Cláudio Spadotto diz que a criação do órgão é um "passo importante" dado pela Embrapa.

 Fonte: Canal Rural

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Assentados têm dificuldade de acessoa crédito e serviços de saúde, diz estudo do INCRA.

A maior parte dos assentados do país está insatisfeita com o acesso a hospitais e postos de saúde (56%) e reclama da má qualidade das estradas vicinais de acesso aos assentamentos (57%). E quase metade (48%) não teve acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). É o que indica uma pesquisa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que identificou o perfil e o nível de satisfação das famílias assentadas no país.
 
“Precisamos investir ainda muito na saúde nos assentamentos”, reconheceu o presidente do Incra, Rolf Hackbart.
 
A falta de assistência técnica, uma das exigências para conseguir o financiamento, é o principal obstáculo para obtenção do crédito. Em 2010, o orçamento do Incra para assistência técnica era de R$ 300 milhões. Porém, caiu pela metade com o contingenciamento determinado pelo governo federal.
 
Segundo o coordenador da pesquisa, César Schiavon, de 25% a 30% das famílias não têm acesso ao crédito porque vivem em assentamentos novos, em fase de estruturação e sem assistência técnica. O processo para entrar no Pronaf leva de um a dois anos.
 
Diferenças de renda.
A pesquisa comparou a renda de famílias em assentamentos de Santa Catarina e do Ceará. A discrepância regional é grande. Enquanto no estado do Sul 27% das famílias têm renda acima de cinco salários mínimos, a maioria das famílias que vivem em assentamentos no Ceará (29%) ganha menos de um salário mínimo. “Integrar a economia regional e gerar renda são os grandes desafios em qualquer região”, afirmou o presidente do Incra.
 
Mais da metade dos entrevistados consideram que as condições de vida apresentaram melhora em comparação à situação anterior nos quesitos alimentação (56,3%), educação (56,1%), moradia (55,7%), renda (55%) e saúde (43,3%).
 
A maioria também respondeu ter acesso à água (78,98%), enquanto o fornecimentos ininterrupto de energia elétrica só está disponível para 43,86% dos entrevistados. Mas, no Nordeste, 35% não têm acesso adequado ao abastecimento de água. A fossa simples é a principal forma de tratamento de esgoto, adotada por 34,3% dos assentamentos, seguida pela fossa negra (29,83%). Mas só 1,14% dos entrevistados dispõem de rede de saneamento básico, enquanto 0,39% dos assentados não contam com nenhum tipo de tratamento.
 
A pesquisa traz um perfil das famílias assentadas. Em geral, têm quatro ou mais membros, com média de 20 anos de idade. Os homens são maioria em 53,42% delas. A escolaridade é baixa: 42,88% dos assentados só cursaram da primeira à quarta séries, contra 5,23% com ensino médio completo e 0,51% com diploma de ensino superior. As casas têm mais de cinco cômodos.
 
O Incra ouviu 16,1 mil famílias assentadas entre 1985 e 2008, em todos os estados e no Distrito Federal.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vinhos do Semiárido têm mais substâncias anticancerígenas.


Os vinhos elaborados no submédio do Vale do São Francisco, região localizada entre a Bahia e Pernambuco, com as variedades Syrah, Tempranillo e Petit Verdot possuem, respectivamente, quantidades de trans-reverastrol 6, 3 e 2 vezes mais que o mesmo produto de origem francesa, espanhola ou argentina. Pesquisas na área de medicina revelam que essa substância tem ação anticancerígena e preventiva de doenças cardiocirculatórias, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nas parreiras, o trans-reverastrol tem a função de proteger as plantas de determinados tipos de estresses físico e ambiental. Nas áreas de cultivo do semiárido brasileiro, a prática de interromper a irrigação em um ambiente de alta temperatura, quando os frutos estão próximos ao ponto de colheita, faz com que as plantas acelerem seus mecanismos de defesa e produzam mais compostos de interesse biológico como trans-resveratrol, quercetina e rutina. Os resultados fazem parte dos estudos obtidos pela professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Luciana Lima, em sua tese de doutorado.

Tipicidade.
De acordo com o enólogo da Embrapa, Giuliano Elias Pereira, o clima quente e seco da região pode explicar a diferença na concentração desses elementos químicos entre os vinhos do semiárido e aqueles processados nas zonas de temperatura mais amena da Europa, dos Estados Unidos, da Argentina e mesmo do Rio Grande do Sul.

Para ele, nos percentuais em que são encontrados leva-se a crer que o consumo de vinhos tropicais do Brasil poderá ser mais benéfico à saúde do que outros tipos de vinhos elaborados nas zonas tradicionais de produção, de clima temperado. “Um produto com potente ação antioxidante, capaz de transformar o mal (LDL) no bom (HDL) colesterol, tem um apelo comercial capaz de dar grande evidência aos vinhos do vale do São Francisco”, afirma Pereira.

A região já é marcada por uma situação que é única dentre todas as áreas vinícolas ao redor do planeta: é a única onde a combinação de ambiente e desenvolvimento tecnológico tornou possível a produção de uvas e a elaboração de vinhos em qualquer época do ano, com características distintas de qualidade e tipicidade.

Geografia.
A possibilidade cria uma situação também muito distinta da europeia e das zonas vinícolas das Américas do Norte e do Sul. Em países como a França e a Argentina, por exemplo, os enólogos em 30 anos de vida profissional chegam a elaborar 30 vinhos. No submédio do vale do São Francisco, um mesmo profissional pode elaborar esta mesma quantidade em apenas um ano, por ser possível escalonar a produção, entre os meses de maio e dezembro, e realizar colheitas uvas e vinificar todas as semanas e todas as quinzenas.

A vitivinicultura é uma atividade de crescente importância no negócio agrícola do semiárido brasileiro. Com seis vinícolas instaladas, a produção na região já representa 18% do mercado nacional de vinhos finos. É a segunda maior do país, atrás do Rio Grande do Sul.

A presença de compostos como o trans-resveratrol, quercetina e rutina nos vinhos das variedades Syrah, Tempranillo e Petit Verdot, registrada por métodos científicos em laboratórios da Embrapa e das Universidades Federais em Pernambuco (UFRPE e UFPE), é base para caracterização física, química e sensorial. Segundo Giuliano Elias Pereira, são informações que valorizam uma identidade regional e favorecem a adoção de mecanismos como a Indicação Geográfica de Procedência dos vinhos do vale.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançada máquina de beneficiamento de leite de cabra para pequenos e médios produtores.


Responsáveis por 90% da criação de caprinos do país, os pequenos e médios criadores de caprinos da região Nordeste tem à disposição uma nova tecnologia para beneficiar o leite de cabra em pó. Desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa (UFV) a partir de observações feitas na cidade de Florestal (MG), uma máquina de pequeno porte e baixo custo para secagem vai possibilitar uma nova alternativa para a comercialização do leite, que, no pequeno município mineiro, é insuficiente para a fabricação de subprodutos como iogurte e queijos.

A venda direta do leite de cabra ao consumidor, segundo alguns produtores, se de um lado elimina o intermediário e agrega o valor da comercialização do produto, por outro insere custo para essa venda, tanto financeiro, como estrutura física, como em tempo dedicado. Além disso, com a verticalização total, o pequeno e médio produtor rural acumula as funções na propriedade, principalmente de agricultor — ressalta Luís Carlos Gouvêa, orientador dos alunos do curso técnico em agroindústria da UFV responsáveis pelo primeiro protótipo do equipamento.

A primeira amostragem da máquina recebeu do Sebrae o Prêmio Técnico Empreendedor, em 2008. Com a procura de empresas pela tecnologia, o professor conta que foi possível fazer aperfeiçoamentos. A princípio, a máquina funcionava a energia elétrica. Luís Carlos conta que, a pedido do Sebrae, o quarto protótipo do equipamento foi adaptado para energia a gás por conta da falta de eletricidade no Nordeste.

Feita de material inox, o aparelho possui um sistema de pré-secagem que retira em torno de 50% da umidade do leite em banho-maria. Isto porque o leite não pode ser fervido durante o processo de secagem, para que não haja desnaturação das proteínas. Concentrado, o produto é colocado em uma câmara de secagem ligada a um atomizador, onde ocorre a total evaporação da água. Para transformar 2 litros do leite pastoso em pó são gastos 20 minutos.

Esse é uma técnica inovadora, já que no Brasil não temos máquinas apropriadas para a secagem de leite direcionadas para pequeno e médio produtor. Para se ter uma idéia, a máquina mais barata que temos hoje no mercado custa em torno de R$120 mil. Trabalhamos com a aprovação da Anvisa. Então, hoje a nossa deve sair em torno de R$10 a R$12 mil – destaca Luís Carlos.

A máquina já está disponível no campus Florestal da UFV. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (31) 3536-3327.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Embrapa lança três cultivares de amendoim para o Semiárido.


Três cultivares de amendoim desenvolvidas pela unidade de Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Campina Grande, Paraíba, são recomendadas para o Semiárido nordestino. As variedades BR1, BRS 151 L7 e BRS Havana já estão disponíveis na Embrapa Transferência de Tecnologia, em Brasília, Distrito Federal. A oleaginosa também tem potencial para a fabricação de biodiesel, uma vez que algumas variedades produzem até 50% de óleo.

As cultivares são tolerantes à seca, apresentam ciclo curto e grãos com características exigidas pelo mercado interno e pela indústria. A BR1, mais procurada pelos produtores nordestinos, tem baixo teor de óleo (45%) e 29% de proteína bruta. Seu ciclo médio é de 90 dias. A BRS 151 L7 é a mais precoce, com ciclo de 87 dias. O teor de óleo bruto nas sementes é 46%. Já a BRS Havana tem ciclo de 90 dias e o menor teor de óleo (43%) entre as cultivares utilizadas no Brasil.

A maior parte do amendoim brasileiro é cultivada na região Sudeste, seguida pelo Centro-Oeste e Nordeste. São Paulo se destaca com cerca de 80% da produção nacional. Os principais produtores do Nordeste são a Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba. A região é também a segunda maior consumidora de amendoim do Brasil. O sistema de produção típico é o de agricultura familiar, com pouco uso de insumos ou mecanização.

No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos municípios com novas áreas aptas ao plantio da oleaginosa no Ceará e Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O estudo para indicação das áreas leva em conta os períodos de plantio para o cultivo das variedades em condições de baixo risco climático.

Para obter mais informações e adquirir sementes das cultivares, basta entrar em contato com o escritório de negócios da Embrapa Paraíba através do email sementes@cnpa.embrapa.br.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Melancia pode prevenir doenças do coração, dizem especialistas.


Incluir uma fatia de melancia no café da manhã pode prevenir doenças do coração. A afirmação foi feita por pesquisadores da universidade Florida State, nos Estados Unidos, que comprovaram a eficácia da fruta no tratamento e, principalmente, na prevenção de distúrbios cardíacos.
 
Arturo Figueroa, professor responsável pelo estudo, explica que a melancia causa um efeito dilatador dos vasos sanguíneos, evitando a hipertensão, principal causadora de ataques do coração.

Para validar a pesquisar, durante seis semanas consecutivas Figueroa injetou seis gramas de aminoácido retirado do extrato da melancia no sangue de um grupo formado por quatro homens e cinco mulheres, com idades entre 51 e 57 anos. Ao final do período, a pressão arterial dos nove pacientes havia baixado consideravelmente.

“Melancia é fonte natural de L-citrulline, que está relacionado ao L-arginine, aminoácido responsável pela formação do óxido nítrico, essencial para a regularização vascular e da pressão arterial”, explica Figueroa.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Publicado Zoneamento Agrícola para o feijão caupi e o algodão herbáceo


Os municípios mais indicados para o plantio de feijão caupi e algodão herbáceo na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte foram publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (05/10), nas portarias nº 336 a 343.

A variedade caupi, também conhecida como feijão-de-corda ou macassar, precisa de quantidades de água bem distribuídas durante o ciclo de reprodução. O grão, que é fonte de proteínas e alimento básico para grande parte da população da região do Nordeste, não pode ser cultivado em temperaturas muito elevadas. A referência é a máxima de 34ºC e a mínima de 18ºC.

O Algodoeiro e recomendações.
O algodoeiro (Gossypium hirsutum L. r. latifolium Hutch) é extremamente sensível às condições de temperatura, umidade do solo e chuvas na colheita.

Dependo do clima e da duração do ciclo, o algodoeiro necessita de 700 mm a 1300 mm de precipitação pluvial para seu bom desenvolvimento, sendo que 50% a 60% de suas necessidades hídricas ocorrem no período de floração e formação do capulio. Tanto o déficit hídrico como o excesso de umidade, no período compreendido entre 60 e 100 dias após a emergência, podem induzir à queda das estruturas frutíferas e comprometer a produção, pois, aproximadamente, 80% das estruturas responsáveis pela produção do algodoeiro são emitidas neste período.

A cultura apresenta larga adaptação a diferentes tipos de solos. Entretanto, nos solos rasos, excessivamente arenosos, demasiadamente argilosos ou siltosos o cultivo da espécie deve ser evitado.

Foram indicadas para o plantio no RN, segundo a Portaria nº 339, as cultivares: 
- GRUPO I: fabricadas pela EMBRAPA: BRS Acacia, BRS Rubi, BRS Safira, BRS Sucupira e BRS Verde.
- GRUPO II: fabricadas pela BAYER S/A: FM 910, FM 966 LL e FM 993. Fabricadas pela EMBRAPA: EMBRAPA 113.

Para o município de Apodi, foi recomendado o plantio de CULTIVARES DO GRUPO I, em solos do tipo 2 e do tipo 3 , de 11 de janeiro a 10 de fevereiro; e CULTIVARES DO GRUPO II, em solos do tipo 2 e do tipo 3, de 11 a 31 de janeiro.

O Feijoeiro e recomendações.
O feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp), conhecido também como feijão-de-corda ou feijão macassar, constitui-se em fonte de proteínas e alimento básico para grande parte da população da Região do Nordeste brasileiro.

No Brasil é cultivado, predominantemente, na região semiárida do nordeste e em pequenas áreas da Amazônia. As temperaturas ótimas para o bom desenvolvimento da cultura estão na faixa de 18ºC a 34ºC. Temperaturas elevadas prejudicam o crescimento e o desenvolvimento da cultura, exercendo influência sobre o abortamento de flores, o vingamento e a retenção final de vagens, afetando, também, o número de sementes por vagem.

O Caupi exige um mínimo de 300 mm de precipitação ao longo do ciclo. As limitações hídricas estão mais relacionadas à distribuição pluvial do que à quantidade total de chuvas ocorridas durante o ciclo. Déficit hídrico, próximo e anterior ao florescimento, pode ocasionar severa retração do crescimento vegetativo, limitando a produção.

Foram indicadas para o plantio no RN, segundo a Portaria nº 343, as cultivares:
- GRUPO I: CCA/UFC: Sempre Verde; EMPARN: Potiguar e Riso do Ano; EMBRAPA: BRS Tumucumaque; IPA: IPA 206.
- GRUPO II: CCA/UFC: Setentão; EMBRAPA: BRS Potengi; IPA: IPA 205.

Para o município de Apodi, foi recomendado o plantio de CULTIVARES DO GRUPO I e CULTIVARES DO GRUPO II, em solos do tipo 2, de 1º a 20 de fevereiro,  e em solos do tipo 3, de 1º de fevereiro a 31 de março.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aprovado Zoneamento Agrícola da mamona para o RN, ano safra 2010/2011.


O zoneamento agrícola da mamona foi publicado nesta quarta-feira (22/09) no Diário Oficial da União. No documento, além das orientações para plantio da oleaginosa, foram apontados os municípios mais indicados para cultivo da mamoneira em seis estados brasileiros: Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

O fruto da mamona tem grande importância econômica pela produção do óleo extraído de suas amêndoas. Por apresentar tolerância à seca, sua cultura é alternativa para diversas regiões do Brasil. A planta adapta-se bem a temperaturas entre 20ºC e 30ºC.
 
O estudo baseou-se em características climáticas predominantes em cada estado. Técnicos do Ministério da Agricultura levaram em conta a média de chuva registrada na série histórica dos últimos 15 anos. Além disso, foi analisada a quantidade máxima de água que se acumula no solo, já que a mamoneira não se desenvolve bem em locais com drenagem deficiente.

As orientações para plantio da oleaginosa no RN estão disponíveis na Portaria nº 326.

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domingo, 29 de agosto de 2010

Edital oferece R$ 12,5 milhões para pesquisas no Semiárido brasileiro.


Isso mesmo: R$12,5 milhões é o valor global do Edital lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Nacional do Semiárido (INSA), com vistas à seleção de propostas de desenvolvimento de tecnologias e inovações para a conservação, recuperação e utilização dos recursos naturais do Semiárido Brasileiro.

Com recursos oriundos do CT-Hidro e da Ação Transversal, o Edital está dividido em quatro linhas temáticas: Recuperação de áreas degradadas do Semiárido Brasileiro; Exploração econômica das potencialidades do Semiárido Brasileiro; Difusão de tecnologias para convivência com a seca; Capacitação de educadores e agentes de extensão.

Para concorrer, o proponente deve possuir título de Doutor, vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes.

Pesquisador aposentado também poderá apresentar proposta, desde que comprove manter atividades acadêmico-científicas e apresente declaração da instituição de pesquisa ou de pesquisa e ensino, concordando com a execução do projeto. As propostas a serem apoiadas deverão ter prazo máximo de execução estabelecido em 24 meses.

As propostas, acompanhadas de arquivo contendo o projeto, devem ser encaminhadas ao CNPq, exclusivamente via Internet, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o próximo dia 30 de Setembro.


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Instituto Butantan cria soro contra picadas de abelha.



Pela primeira vez no mundo, o Instituto Butantan, situado em São Paulo, SP, produziu um soro contra o veneno de abelhas em larga escala. Depois de aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto poderá ser distribuído em hospitais da rede pública.

O soro, que foi patenteado este ano, começou a ser produzido em 2008. Foram 80 litros, ao todo. A aplicação é feita por via intravenosa. Com cerca de 20 mililitros, é possível neutralizar 90% dos problemas causados pelas picadas de abelhas africanizadas, que são as mais comuns no Brasil.

O produto foi desenvolvido durante a pesquisa de doutorado da bióloga Keity Souza, no Laboratório de Imunologia, do Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da USP. Depois de identificadas as proteínas do veneno das abelhas, ele foi injetado em cavalos, para que produzissem anticorpos. Com os anticorpos, a bióloga realizou testes para verificar a eficácia do soro.

Em 2006, o estado de São Paulo registrou 17 mortes por picadas de abelha e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do governo federal, contabilizou 3,5 mil acidentes com ferroadas.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Educação rural é precária e preocupa, diz Ibope.


Uma pesquisa encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA ao Ibope revelou dados alarmantes sobre a educação rural brasileira. Cerca de  70% das escolas rurais não têm biblioteca, 92% delas não possuem internet e somente 32% têm banheiros adequados.

Em 76% das escolas, o mimeógrafo está presente e é um importante instrumento de apoio ao ensino. Além disso, 66% das escolas não têm computador; 74% não dispõem de máquina fotocopiadora, 56% não possui televisão, videocassete ou aparelho de DVD.

O cenário de descuido vai além das condições físicas. O emprego nas escolas do campo garante, para 66% dos professores, no máximo, dois salários mínimos mensais. Em 50% das escolas não há diretor presente e em 48% dos casos, não há coordenador, supervisor ou orientador pedagógico.

Prova Brasil.
Durante a pesquisa, foi aplicada a Prova Brasil em 50 Escolas dos estados de Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará e Pernambuco.

As notas das escolas rurais ficaram 10 pontos abaixo da média nacional em Língua Portuguesa e 34 pontos em Matemática. O que significa que alunos de escolas rurais do país apresentam desempenho em matemática 18% inferior à média nacional. Já o de português é 6% abaixo da média brasileira.

“Temos um cenário de pobreza e esquecimento que consolida uma forte inércia, sem  perspectiva de futuro ou de desenvolvimento para quem estuda no campo. Realidade que não está longe de nós. Não é difícil encontrar no Espírito Santo cenários como os indicados pela pesquisa, que é nacional”, comenta o presidente da Faes, Júlio Rocha.

Investimentos
Frente à realidade preocupante das escolas rurais brasileiras, a CNA e o Senar estão lançando dois projetos, o Escola Viva e o Senar Rondon, que primeiramente vão atingir os estados da pesquisa e posteriormente serão disseminados para todo o Brasil.

O programa Escola Viva conterá uma ampla proposta de ações com o objetivo de sanar as deficiências do ensino rural, incluir os estudantes do meio rural nas discussões do mundo contemporâneo e estimular o crescimento pessoal e a mobilidade social.

Acompanhamento do rendimento escolar por professores, realização de cursos livres e profissionalizantes, formação continuada de professores e transformação da unidade escolar são propostas do programa Escola Viva.

Já o projeto Senar Rondon, prevê a realização de trabalhos em escolas públicas rurais com o objetivo de melhorar as condições de desempenho dos alunos, promovendo o acesso ao conhecimento e a interação, com envolvimento dos pais e da comunidade.

Dados do abandono.
- 58% das escolas convivem com esgoto inexistente ou inadequado
- 92% das escolas não têm internet
- 82% das escolas não têm telefone
- 74% das escolas não têm máquina fotocopiadora
- 70% das escolas não têm biblioteca
- 66% das escolas não têm computador
- 49% dos alunos já reprovaram de ano
- 30% das crianças trabalham, a maioria ajudando os pais na roça

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Embrapa lança variedade e híbrido de girassol com ciclo precoce e alta produtividade.


Sob a coordenação do melhorista, Claudio Guilherme Portela de Carvalho, o programa de melhoramento genético da Embrapa Soja recomenda esta semana, em Brasília, durante o evento, "Ciência para a Vida", um híbrido e uma variedade de girassol. Bastante produtivos e de ciclo precoce, os lançamentos são adequados a todos os segmentos produtivos. Porém, enquanto um é capaz de resistir ao míldio, o outro apresenta menores custos de sementes e alta concentração de óleo nos grãos, respectivamente.

De acordo com a fitopatologista, Regina Villas Boas de Campos Leite, o teor de óleo encontrado na variedade chega a 48%. Devido ao rendimento extra, os produtores rurais podem conseguir bonificações junto às indústrias.

O girassol não é uma cultura exclusiva na safra, ele entra antecipando a cultura principal ou na safrinha, após a colheita de verão. Essa questão de época de semeadura varia em função da região do agricultor. É importante lembrar que o girassol vai compor mais uma cultura e por isso a precocidade em torno de 100 dias é bastante relevante — diz ela.

Os materiais não exigem cuidados especiais. Considerada uma cultura rústica, o girassol tolera melhor as deficiências hídricas, mas é preciso respeitar uma série de critérios para o sucesso da implantação. Os solos devem ser corrigidos e adequadamente adubados com base em análises prévias. Também é fundamental manter a cultura livre de plantas daninhas e respeitar a época indicada de semeadura para cada região.

Por contar com o cruzamento genético, o híbrido tem uma produtividade maior dentro da média dos similares. Já, a variedade é um material com preço mais acessível e produtividade média em torno de 1500 quilos por hectare, bem próximo ao desempenho brasileiro. No entanto, a produtividade está muito ligada às tecnologias de manejo utilizadas pelo produtor — compara Regina.

Indicados para diferentes Estados produtores, ambos foram testados do Rio Grande do Sul às regiões Nordeste e Centro-Oeste. A Embrapa coordena um programa de rede de ensaio de avaliação de genótipos em que o girassol vem sendo extensamente pesquisado nas mais diversas localidades em parceria com outras outras unidades e instituições de pesquisa.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pesquisadores estudam produção de etanol a partir de caprinos.

Caprinos da raça moxotó são matéria-prima para pesquisa de etanol a partir do animal.

A Embrapa Agroenergia, em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos, a Universidade Católica de Brasília (UCB) e a Universidade de Brasília, está desenvolvendo pesquisas para a produção de enzimas a partir do rúmen de caprinos - ou seja, a primeira parte do estômago dos ruminantes.

Dentro do rúmen existem vários tipos de bactérias que ajudam na digestão do pasto. O alimento é atacado pelas enzimas das bactérias, que fazem a “quebra” das fibras em unidades de glicose, que podem ser fermentadas e convertidas em etanol. Identificar e caracterizar essas enzimas são os grandes desafios desse trabalho, afirma a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Betânia Quirino. “Em dois anos de estudos, já conseguimos identificar quatro tipos de enzimas”, diz.

As pesquisas estão sendo desenvolvidas no laboratório da UCB e os resultados têm animado a equipe. Mas, se os laboratórios e os equipamentos de alta tecnologia estão em Brasília, é do sertão nordestino que vem a matéria-prima, a origem da inspiração da equipe. “Escolhemos os caprinos da raça moxotó, espécie nativa brasileira, pelo fato de terem uma alimentação peculiar, que é a vegetação do semiárido nordestino”, ressalta a pesquisadora Isabel Cunha.

A identificação de enzimas nestes animais é inédita, pois a maioria dos trabalhos em outros países é com bovinos. Cristine Barreto, professora da UCB, explica que a primeira fase do estudo foi descrever a diversidade dos microorganismos. “Descobrimos, através da metagenômica, que conhecemos no máximo 20% da diversidade bacteriana presente no rúmen desses animais”, conta.

Na safra de 2008/2009, o Brasil produziu 24,3 bilhões de litros de etanol, sendo 83% destinados ao mercado interno. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2009 foram comercializados no país 22,82 bilhões de litros de etanol, aumento de 16% em relação ao ano anterior.

Um vídeo que está no site da Embrapa Agroenergia explica a pesquisa do biocombustível a partir de caprinos. Os avanços tecnológicos que serão gerados por essa e outras pesquisas deverão contribuir para que o Brasil mantenha sua liderança no mercado mundial, pois o álcool poderá ser produzido a partir de outras matérias-primas - o chamado etanol de segunda geração.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Criada Rede de Inovação em Caprinocultura e Ovinocultura do Nordeste.

A assinatura do convênio que instituiu a RICO formalmente aconteceu na última quinta-feira (25) na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), em Natal, com a presença dos chefes gerais de todas as unidades da Embrapa no Nordeste e da diretora executiva da empresa, Tatiana Deane Sá.

A cerimônia aconteceu no final do dia, após uma reunião onde os chefes gerais apresentaram as atividades de pesquisa e transferência de tecnologias em andamento nas suas respectivas unidades e as possibilidades de trabalhos conjuntos com a Emparn e outras Organizações Estaduais de Pesquisa do Nordeste. "A assinatura do convênio da RICO é o fechamento que oficializa as discussões do dia", afirmou o presidente da Emparn, Henrique Santana Júnior.

Antes da assinatura do documento, o chefe geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Evandro Holanda Júnior, apresentou a proposta da rede que é composta pela Embrapa e Organizações Estaduais de Pesquisa do Rio Grande do Norte (Emparn), Bahia (EBDA), Pernambuco (IPA) e Paraíba (Emepa). Ele destacou o projeto Integrar, que está em vias de ser iniciado e tem o objetivo de monitorar as ações de transferência com medição de resultados.

Os eixos de atuação da RICO serão alimentação e nutrição, coleta, apropriação e disponibilização do conhecimento e tecnologia, forragicultura, gestão do negócio (mercado, comercialização, associativismo, modelos de arranjos), meio ambiente, melhoramento genético, recursos genéticos, reprodução animal, sanidade animal, sistema de produção sustentável e tecnologias para agregação de valor a produtos.

Para a diretora Tatiana Sá, o significado da RICO transcende o Nordeste e a experiência poderá ser reproduzida em outras regiões enfocando outros temas. Foi a primeira vez que unidades da Embrapa se reuniram em uma Oepa. De acordo com o chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, que coordenou o encontro, a idéia partiu do diretor presidente da Embrapa, Pedro Arraes. "Não temos a capilaridade que gostaríamos para atender todas as demandas que surgem e as Oepa's podem ajudar nesse sentido. Essa reunião é um marco, é a primeira vez que se realiza, mas pretendemos repetir a experiência", explicou.

A diretora acredita que "a idéia do presidente é emblemática, simboliza esse novo momento de soma de esforços". Ela afirmou que a Embrapa passa por uma reestruturação na área de transferência de tecnologia. "Está sendo criado um departamento de transferência de tecnologia para termos uma política nessa área e um dos objetivos é dialogar com os estados, mesmo com os que não têm unidades da Embrapa".

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

MAPA publica Zoneamento Agrícola para as culturas de mamona e caju para o RN.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático para as culturas de mamona e caju no Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (09/12).

O Rio Grande do Norte foi contemplado para as culturas da mamona e do caju. O cultivo da mamona foi aprovado também para o Ceará e Sergipe. As notas técnicas das portarias informam os tipos de solo, os períodos adequados para a semeadura e a relação das áreas aptas ao cultivo. Para cada município é indicada a melhor época de plantio, resultado de análise de séries climáticas históricas de, no mínimo 20 anos, correlacionadas ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo.

Mamona.
A mamoneira é planta de clima tropical e subtropical, precisa de chuvas regulares no início do período e de período seco na maturação dos frutos. Não suporta geadas, ventos fortes freqüentes e nebulosidade.
 
Requer temperatura entre 20-26ºC, chuvas entre 600 e 700mm. anuais (mínimo de 400mm.), dias longos (com 12 horas de duração como mínimo) em altitude entre 300 e 1.500m.. Em clima temperado a planta se desenvolve mas tem a produção de óleo prejudicada.

A mamoneira não se adapta à solos de textura argilosa e de drenagem precária. Solos profundos de textura variável, com boa estrutura, boa drenagem, fertilidade média e pH 6,0 a 6,8 são ideais para o cultivo da mamoneira. O terreno deve ter topografia plana a suavemente ondulada, sem erosão.

Recomendações para o municípío de Apodi.
Segundo a Portaria nº 369, de 8 de dezembro de 2009, que aprova o Zoneamento para a cultura da mamoneira (Ricinus communis L.) no RN, nenhuma das cultivares foi indicada para o plantio, sendo o município, portanto, considerado inapto ao cultivo da mamoneira. 

Caju.
O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma planta tropical adaptada às condições do litoral nordestino. Embora apresente alta rusticidade, não desenvolve bem em solos muito rasos ou argilosos.

As condições ótimas para seu cultivo são: temperaturas entre 22º C e 32º C, alta luminosidade, precipitação acima de 1200 mm/ano, período de estiagem máximo de 3 a 4 meses, e altitudes inferiores a 600 metros.


A cultura do cajueiro no Estado do Rio Grande do Norte desempenha importante papel socioeconômico contribuindo para a geração de emprego, renda e a fixação do homem no campo.


São aptos ao cultivo de caju no Estado os solos dos tipos 1, 2 e 3, observadas as especificações e recomendações contidas na Instrução Normativa nº 2, de 9 de outubro de 2008.

Recomendação para Apodi.
Foram indicadas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático, para a cultura de caju no Estado do Rio Grande do Norte as cultivares de caju registradas no Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atendidas as indicações das regiões de adaptação, em conformidade com as recomendações dos respectivos obtentores/detentores (mantenedores).

Devem ser utilizadas no plantio mudas produzidas em conformidade com a legislação brasileira sobre sementes e mudas (Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, e Decreto nº 5.153, de 23 de agosto de 2004).

Devem ser plantadas em solos Tipo 1, 2 ou 3, de 1º de março a 30 de abril.


Na íntegra: 

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Descoberto mais um benefício do cultivo dos adubos verdes.

Já se sabe que o cultivo de espécies vegetais da família das leguminosas pode trazer inúmeros benefícios aos agroecossistemas, tais como: aporte de nitrogênio (N) ao solo, devido à simbiose com bactérias fixadoras de N atmosférico; descompactação do solo, resultante da ação de raízes pivotantes; ciclagem de nutrientes, depositando nas camadas superficiais nutrientes absorvidos de camadas mais profundas; adição de matéria orgânica ao solo; incremento da atividade biológica dos solos; e proteção do solo contra processos erosivos.

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores de quatro instituições (Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e Embrapa Tabuleiros Costeiros) descobriu mais um benefício de duas espécies de adubos verdes - mucuna-preta (Stizolobium aterrimum) e feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) – a capacidade de descontaminar solos com resíduos de herbicidas.

Alguns herbicidas registrados para uso em diversas culturas agrícolas no Brasil apresentam a característica de continuar ativo no solo por um longo período de tempo. O uso desses herbicidas pode impedir o plantio de outras culturas na mesma área por vários meses ou até anos. O uso do herbicida picloram pode exemplificar essa situação, pois após a sua aplicação no solo, deve-se esperar, em média, três anos para que se possa efetuar a semeadura de uma cultura sensível, com segurança, na mesma área.

Do ponto de vista ambiental a redução desse período de atividade residual do herbicida no solo também é positiva. Quanto maior o tempo que um herbicida permanece ativo no solo, maior é a probabilidade de ocorrer a lixiviação de suas moléculas no perfil do solo, podendo atingir e contaminar os mananciais de água subterrânea.

Trabalhos científicos comprovaram que o cultivo das espécies mucuna-preta e feijão-de-porco pode auxiliar na redução do nível de atividade no solo dos herbicidas trifloxysulfuron sodium e tebuthiuron. Com a aplicação dessa técnica pode-se reduzir significativamente o intervalo entre a aplicação desses herbicidas e a semeadura de uma espécie cultivada que não apresenta tolerância à presença dessas moléculas no solo.

Essa técnica de se utilizar plantas no intuito de se promover uma descontaminação de áreas agrícolas ou mesmo industriais é denominada de fitorremediação.

Essas pesquisas reforçam ainda mais os benefícios que o cultivo de adubos verdes pode proporcionar para as áreas agrícolas (otimização do uso da terra e redução da contaminação ambiental), mostrando a importância da inserção dessas espécies em sistemas de produção sustentáveis.

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Estudo da Embrapa aponta nova fonte de Biodiesel.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

MAPA divulga Zoneamento Agrícola para a cultura do milho no RN, ano-safra 2009/2010.

O estudo foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (3). O objetivo do zoneamento agrícola é orientar os agricultores sobre os riscos de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas. Para cada município é indicada a melhor época de plantio, resultado de análise de séries climáticas históricas, correlacionadas ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo.

Millho.
O Estado do Rio Grande do Norte cultivou, na safra 2008/2009, uma área de 71,2 mil hectares de milho (Zea mays L.) com uma produção de 43 mil de toneladas, conforme dados do levantamento da CONAB de novembro de 2009.

O milho pode apresentar variações anuais e regionais no rendimento de grãos causadas, principalmente, por deficiências hídricas durante o desenvolvimento da cultura. Tais deficiências podem ser intensas em alguns anos, particularmente nas regiões mais quentes, no final da primavera e início do verão.

Configuram-se como principais fatores de risco climático a baixa quantidade e irregularidade na distribuição de chuvas, uma vez que, de modo geral, o regime térmico do Estado atende às exigências da cultura.

Objetivou-se, com o zoneamento agrícola, identificar as áreas aptas e os períodos de plantio com menor risco climático para o cultivo do milho no Estado.

Foram consideradas as seguintes variáveis: precipitação pluvial, evapotranspiração potencial, ciclos e fases fonológicas das cultivares, coeficiente de cultura (Kc) e capacidade de água disponível dos solos.

As cultivares foram classificadas em três grupos de características homogêneas: Grupo I (n < 110 dias); Grupo II (110 dias ≤ n ≤ 145 dias); e Grupo III (n >145 dias), onde n expressa o número de dias da emergência à maturação fisiológica.

São aptos ao cultivo de milho no Estado os solos dos tipos 2 e 3, observadas as especificações e recomendações contidas na Instrução Normativa nº 2, de 9 de outubro de 2008.

Recomendações para o município de Apodi.
- Cultivares do Grupo I:
AGROMEN TECNOLOGIA: 30A70, AGN-2012, AGN-20A06, AGN-20A20, AGN-25A23, AGN-3050, AGN-30A00, AGN-30A03, AGN-30A06, AGN-30A09, AGN-3100, AGN-3150,AGN-31A31, AGN-34A11, AGN-34A12 e AGN-35A42.
DOW AGROSCIENCES: 2B688Hx, 2B710Hx, CD 384, Dow 2B587, Dow 2B688, Dow 2B710, Dow 2B710CL, Dow 2C520, Dow 2C599, Dow 766, Dow 8480 e Dow CO32.
DU PONT DO BRASIL S/A: 30B88, 30F35, 30F35H, 30F35R, 30F35Y, 30F87, 30F87Y, 30K64, 30K64H, 30K64R, 30K64Y, 30K73, 30K73H, 30K73R, 30K73Y, 30K75, 30K75H, 30K75Y, BG7049, BG7049Y, BG7055, P3646, P3646Y, P3862, P3862Y e P4285.
EMBRAPA: BR 5033 (Asa Branca), BR 5037 (Cruzeta), BRS 2223, BRS Assum Preto e BRS Caatingueiro.
GENESEEDS: BM 2202, BM 3061, GNZ 2004 e GNZ 2005.
GENEZE SEMENTES: GNZ 2500.
MHATRIZ PESQUISA AGRÍCOLA: GNZ 2728, GS 233C, GS 332C, Sócrates, ZNT 2030, ZNT 2353 e ZNT 3310.
MONSANTO: AG 9010, AG 9010YG, DKB 315 e DKB 330RR2.
SANTA HELENA: SHS 3031, SHS 3035, SHS 4040, SHS 4050, SHS 4060, SHS 4070, SHS 4080, SHS 5050, SHS 5060, SHS 5070, SHS 5080, SHS 5090, SHS 7070, SHS 7080 e SHS 7090.
SEMENTES BIOMATRIX LTDA: BM 207, BM 502 e BM 810.
SYNGENTA SEEDS LTDA: Cargo TL, CD 304, CD 308, CD 327, CD 327 TL, Exceler, Exceler TL, Garra, Garra TL, Impacto, Impacto TL, Master, Master TL, Maximus, Maximus TL, NB 7443, SG 6015, SG 6418, Somma, Somma TL, SYN 3S07, SYN 3S07 TL, SYN 7316, SYN 7316 TL, SYN 8315 e SYN 8315 TL.

Cultivadas em solo Tipo 2: de 21 de janeiro a 10 de fevereiro;
Cultivadas em solo Tipo 3: de 21 de fevereiro a 10 de março.

- Cultivares do Grupo II:
CATI: AL 25, AL 34, AL Bandeirante, AL Bianco, AL Manduri, AL Piratininga e Cativerde 02.
EMBRAPA: BR 106, BR 201, BR 205, BR 206, BR 451, BR 473, BR 5011 (Sertanejo), BR 5026, BR 5028 (São Francisco), BR 5036, BR 5039, BRS 1001, BRS 1010, BRS 1030, BRS 1031, BRS 1035, BRS 1040, BRS 2020, BRS 2022, BRS 3003, BRS 3025, BRS 3035, BRS 3150, BRS 4103, BRS 4154 (Saracura) e BRS Sol da Manhã.
GENESEEDS: AHL 188, PRE 22T11, PRE 22T12 e PRE 32D10.
MONSANTO: AG 1051, AG 122, AG 2040, AG 2060, AG 4051, AG 5011, AG 5020, AG 5030YG, AG 5055, AG 6020, AG 6040, AG 7000, AG 7000YG, AG 7010, AG 7088, AG 7088RR2, AG 8060, AG 8060YG, AG 8088, AG 8088RR2, AG 8088YG, AG 9040, DKB 177, AS 3421, AS 3421YG, DKB 177RR2, DKB 185YG, DKB 191, DKB 191YG, DKB 330, DKB 330YG, DKB 350, DKB 350YG, DKB 370, DKB 390, DKB 390RR2, DKB 390YG, DKB 393, DKB 455, DKB 499, DKB 615, DKB 747 e DKB 979.
NACIONAL SEMENTES: Órion e Taurus.
NIDERA: A4454.
PLANAGRI S/A: PL1335, PL6880 e PL6882.
PRIMAIZ: PZ 240, PZ 242 e PZ 677.
SEMENTES PREZZOTTO: 12S12 e 22T10.
SYNGENTA SEEDS LTDA: RB6324 e Tropical Plus.
UNIVERS. FEDERAL DE LAVRAS – UFLA: BRAS 1050 e BRAS 3010.

Cultivadas em solo Tipo 3: 21 de janeiro a 20 de fevereiro.
 
Não houve cultivares classificadas no Grupo III, para o Estado.
 
Para ver a Portaria na íntegra, clique AQUI
 
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