sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Governo Federal quer finalizar Plano Safra 2011/2012 até maio.


O Plano Safra 2011/2012, a simplificação do crédito e o Fundo de Catástrofe foram os três temas que permearam a primeira reunião, realizada nesta quinta-feira (20/01) entre representantes do Ministério da Fazenda e da Agricultura, depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) tomou posse. Participaram do encontro no Ministério da Agricultura, o ministro Wagner Rossi, o secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt, o secretário de Política Agrícola da Agricultura, Edilson Guimarães, e o superintendente de operações comerciais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Paulo de Moraes, além de técnicos dos ministérios.

Segundo Bittencourt, foram acertadas as principais ações para os próximos meses, para que se consiga preparar o próximo Plano Safra até maio. A intenção é divulgar os parâmetros para os produtores naquele mês para que as linhas de crédito já possam ser acessadas a partir de 1º de julho. Há uma semana, o tema também foi abordado pelo ministro Rossi e representantes do Banco do Brasil, principal instituição repassadora dos recursos para os agricultores e pecuaristas.

Também foi discutida uma agenda para formatar a regulamentação do Fundo de Catástrofe, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado. O fundo deve ser formalizado pelos ministérios da Fazenda, Agricultura e do Planejamento, com a participação do setor. A ideia é criar parâmetros para a concessão e cobertura do seguro, visando a ampliar a oferta de produtos no mercado, além de reduzir o prêmio para o agricultor e estimular a entrada de novas empresas no mercado.

O terceiro ponto abordado na reunião foi a proposta da Fazenda de simplificar a oferta de crédito rural de forma generalizada, tanto para a agricultura familiar quanto para a empresarial. Conforme Bittencourt, a sugestão da Fazenda foi apresentada nesta quarta-feira (19/01) ao Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e deverá ser encaminhada às instituições financeiras em aproximadamente 15 dias. A expectativa do secretário-adjunto da Fazenda é de que, em abril, o novo modelo já esteja pronto para integrar o Plano Safra 2011/2012. "Isso facilitará o trabalho do governo, dos bancos e dos produtores", previu Bittencourt.

Além disso, a Fazenda estuda reduzir a quantidade de votos mensais no Conselho Monetário Nacional (CMN). Atualmente, muitas das ações que precisam passar pelo crivo dos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central, são meros detalhes burocráticos, como alteração de datas e valores, por exemplo. A ideia é tratar de temas de forma mais genérica nos votos, usando porcentuais de alguma referência e não números absolutos e buscar a informação base em um outro canal regulador.
 
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Emparn alerta para enchentes no RN neste ano.


O serviço de meteorologia da Emparn alerta que, este ano, o inverno para a região do semiárido do Rio Grande do Norte será acima da média (700mm a 800mm por ano, na região do Vale do Assu, e 800mm a 900mm no Oeste). Há algumas semanas, a previsão era de um acumulado de chuvas de normal a acima da média. Para o meteorologista Gilmar Bristot, os dados disponíveis até agora indicam que há grandes possibilidades de enchentes e rápida “sangria” dos grandes reservatórios, a exemplo dos anos de 2008 e 2009.

Esta semana, dias 18 e 19, meteorologistas de várias regiões do Brasil e de outros países se reúnem em Fortaleza para analisar os dados disponíveis. Mas segundo Bristot, as informações indicam que as autoridades governamentais, população e produtores das regiões dos vales do Assu e Apodi devem iniciar o planejamento para evitar ou reduzir as consequências dos rigorosos invernos daqueles dois anos. Entre 15 de março a 15 de abril é quando ocorre o maior volume de chuvas para o semiárido do Rio Grande do Norte, segundo a Emparn.

A orientação aos agricultores é que mesmo diante desse prognóstico, é preciso esperar mais alguns dias até que as chuvas típicas dessa época se tornem mais frequentes. Ou seja, não plantar até meados de fevereiro. E quando iniciarem o plantio, evitar as vazantes e margens de rios, sob pena de perderem tudo em decorrência das cheias.
 
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Em março, o Instituto Brasileiro do Algodão abre as portas.




Vem aí o Instituto Brasileiro do Algodão. Ele abre as portas em março, com lastro nos US$ 147,5 milhões pagos pelo governo americano após multa aplicada pela Organização Mundial do Comércio, em razão de subsídios dados a agricultores daquele país.
A entidade será presidida pelo engenheiro agrônomo Haroldo Cunha. Seu objetivo é tornar o Brasil o maior exportador mundial do produto - hoje estamos em quarto lugar. Para isso investirá em pesquisas, como as destinadas a livrar a planta da praga do bicudo.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Inscrição no Garantia-Safra foi prorrogada até dia 15/01.


Informamos a todos os agricultores que foram prorrogadas as inscrições do Programa Garantia-Safra.

Aqueles que tiverem interesse, poderão procurar nosso escritório local para fazer sua inscrição até o dia 15/01.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Assentados têm dificuldade de acessoa crédito e serviços de saúde, diz estudo do INCRA.

A maior parte dos assentados do país está insatisfeita com o acesso a hospitais e postos de saúde (56%) e reclama da má qualidade das estradas vicinais de acesso aos assentamentos (57%). E quase metade (48%) não teve acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). É o que indica uma pesquisa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que identificou o perfil e o nível de satisfação das famílias assentadas no país.
 
“Precisamos investir ainda muito na saúde nos assentamentos”, reconheceu o presidente do Incra, Rolf Hackbart.
 
A falta de assistência técnica, uma das exigências para conseguir o financiamento, é o principal obstáculo para obtenção do crédito. Em 2010, o orçamento do Incra para assistência técnica era de R$ 300 milhões. Porém, caiu pela metade com o contingenciamento determinado pelo governo federal.
 
Segundo o coordenador da pesquisa, César Schiavon, de 25% a 30% das famílias não têm acesso ao crédito porque vivem em assentamentos novos, em fase de estruturação e sem assistência técnica. O processo para entrar no Pronaf leva de um a dois anos.
 
Diferenças de renda.
A pesquisa comparou a renda de famílias em assentamentos de Santa Catarina e do Ceará. A discrepância regional é grande. Enquanto no estado do Sul 27% das famílias têm renda acima de cinco salários mínimos, a maioria das famílias que vivem em assentamentos no Ceará (29%) ganha menos de um salário mínimo. “Integrar a economia regional e gerar renda são os grandes desafios em qualquer região”, afirmou o presidente do Incra.
 
Mais da metade dos entrevistados consideram que as condições de vida apresentaram melhora em comparação à situação anterior nos quesitos alimentação (56,3%), educação (56,1%), moradia (55,7%), renda (55%) e saúde (43,3%).
 
A maioria também respondeu ter acesso à água (78,98%), enquanto o fornecimentos ininterrupto de energia elétrica só está disponível para 43,86% dos entrevistados. Mas, no Nordeste, 35% não têm acesso adequado ao abastecimento de água. A fossa simples é a principal forma de tratamento de esgoto, adotada por 34,3% dos assentamentos, seguida pela fossa negra (29,83%). Mas só 1,14% dos entrevistados dispõem de rede de saneamento básico, enquanto 0,39% dos assentados não contam com nenhum tipo de tratamento.
 
A pesquisa traz um perfil das famílias assentadas. Em geral, têm quatro ou mais membros, com média de 20 anos de idade. Os homens são maioria em 53,42% delas. A escolaridade é baixa: 42,88% dos assentados só cursaram da primeira à quarta séries, contra 5,23% com ensino médio completo e 0,51% com diploma de ensino superior. As casas têm mais de cinco cômodos.
 
O Incra ouviu 16,1 mil famílias assentadas entre 1985 e 2008, em todos os estados e no Distrito Federal.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vinhos do Semiárido têm mais substâncias anticancerígenas.


Os vinhos elaborados no submédio do Vale do São Francisco, região localizada entre a Bahia e Pernambuco, com as variedades Syrah, Tempranillo e Petit Verdot possuem, respectivamente, quantidades de trans-reverastrol 6, 3 e 2 vezes mais que o mesmo produto de origem francesa, espanhola ou argentina. Pesquisas na área de medicina revelam que essa substância tem ação anticancerígena e preventiva de doenças cardiocirculatórias, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nas parreiras, o trans-reverastrol tem a função de proteger as plantas de determinados tipos de estresses físico e ambiental. Nas áreas de cultivo do semiárido brasileiro, a prática de interromper a irrigação em um ambiente de alta temperatura, quando os frutos estão próximos ao ponto de colheita, faz com que as plantas acelerem seus mecanismos de defesa e produzam mais compostos de interesse biológico como trans-resveratrol, quercetina e rutina. Os resultados fazem parte dos estudos obtidos pela professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Luciana Lima, em sua tese de doutorado.

Tipicidade.
De acordo com o enólogo da Embrapa, Giuliano Elias Pereira, o clima quente e seco da região pode explicar a diferença na concentração desses elementos químicos entre os vinhos do semiárido e aqueles processados nas zonas de temperatura mais amena da Europa, dos Estados Unidos, da Argentina e mesmo do Rio Grande do Sul.

Para ele, nos percentuais em que são encontrados leva-se a crer que o consumo de vinhos tropicais do Brasil poderá ser mais benéfico à saúde do que outros tipos de vinhos elaborados nas zonas tradicionais de produção, de clima temperado. “Um produto com potente ação antioxidante, capaz de transformar o mal (LDL) no bom (HDL) colesterol, tem um apelo comercial capaz de dar grande evidência aos vinhos do vale do São Francisco”, afirma Pereira.

A região já é marcada por uma situação que é única dentre todas as áreas vinícolas ao redor do planeta: é a única onde a combinação de ambiente e desenvolvimento tecnológico tornou possível a produção de uvas e a elaboração de vinhos em qualquer época do ano, com características distintas de qualidade e tipicidade.

Geografia.
A possibilidade cria uma situação também muito distinta da europeia e das zonas vinícolas das Américas do Norte e do Sul. Em países como a França e a Argentina, por exemplo, os enólogos em 30 anos de vida profissional chegam a elaborar 30 vinhos. No submédio do vale do São Francisco, um mesmo profissional pode elaborar esta mesma quantidade em apenas um ano, por ser possível escalonar a produção, entre os meses de maio e dezembro, e realizar colheitas uvas e vinificar todas as semanas e todas as quinzenas.

A vitivinicultura é uma atividade de crescente importância no negócio agrícola do semiárido brasileiro. Com seis vinícolas instaladas, a produção na região já representa 18% do mercado nacional de vinhos finos. É a segunda maior do país, atrás do Rio Grande do Sul.

A presença de compostos como o trans-resveratrol, quercetina e rutina nos vinhos das variedades Syrah, Tempranillo e Petit Verdot, registrada por métodos científicos em laboratórios da Embrapa e das Universidades Federais em Pernambuco (UFRPE e UFPE), é base para caracterização física, química e sensorial. Segundo Giuliano Elias Pereira, são informações que valorizam uma identidade regional e favorecem a adoção de mecanismos como a Indicação Geográfica de Procedência dos vinhos do vale.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Feliz 2011!!!


Mais um ano está começando, e o nosso desejo é que ele venha repleto de boas novas, que seja tempo de fortalecer nossa fé em Deus, de caminhar para a realização dos nossos sonhos...

Muita paz, saúde, amor e trabalho neste 2011!!