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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ordenha sem higiene pode contaminar o leite

 Uma das maiores causas de contaminação do produto é o manejo inadequado

Criadores de caprinos e ovinos precisam adotar nova postura quanto ao manejo na ordenha do rebanho leiteiro. A advertência é do zootecnista e consultor do Sebrae no Rio Grande do Norte, Felipe Barreto. Ele alerta para os riscos de uma ordenha em desacordo com as normas de higiene, uma das maiores causas de contaminação do leite.

A execução de uma ordenha inadequada pode causar danos como o comprometimento da qualidade do leite, o rendimento dos produtos derivados, além de perdas financeiras aos produtores durante o processo de beneficiamento, e, principalmente, sérios riscos à saúde do consumidor.

“Não sabemos ainda se é por uma questão cultural ou por falta de orientação, mas muitos trabalhadores não se preocupam e não utilizam normas de higiene recomendadas para a ordenha, seja ela mecânica ou manual. Isso precisa ser modificado. A ordenha higiênica é a garantia de um leite de qualidade e com o mínimo de riscos de contaminação”, ensina Barreto.

Livre de bactérias
O produtor rural Francisco de Assis Dias realiza ordenha em vacas há mais de 20 anos. “Sempre faço minhas ordenhas da forma como aprendi com meu pai e não imaginava que coisas tão simples podiam fazer a diferença na qualidade do leite que sai da nossa fazenda. A partir de agora, vamos mudar um pouco. Nunca é tarde para se aprender”, promete. Francisco assistiu a recente palestra de Felipe Barreto sobre a ordenha higiênica.

Durante a palestra intitulada “Manejo Higiênico de Ordenha”, os criadores de caprinos e ovinos receberam orientação acerca de métodos simples, como reforço na higiene pessoal do ordenhador e adequação de um local específico para a ordenha, como forma de garantir a qualidade e evitar a presença de bactérias no leite.

Fonte: Revista Globo Rural

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Festa do Bode terá início nesta quinta-feira em Mossoró

A cidade de Mossoró prepara os últimos detalhes para a realização da XIII Exposição Agropecuária de Caprinos, Ovinos e Bovinos do Oeste, a tradicional Festa do Bode. A exposição mista regional é uma das mais importantes do Oeste norte-rio-grandense e acontecerá entre os dias 4 e 7 de agosto, no Parque de Exposições Armando Buá e na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa).

Durante os quatro dias do evento, outros estados nordestinos como Ceará, Pernambuco e Paraíba, participarão da Festa e poderão observar a melhoria genética do rebanho do Rio Grande do Norte, reconhecido com um dos melhores rebanhos caprinos do Brasil. Das 42 melhores cabras do País, 19 delas estão em solo potiguar, sendo uma a detentora do título de melhor cabra leiteira nacional.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e da Pesca (SAPE), Betinho Rosado, a Festa do Bode tem tudo para continuar sendo um dos maiores eventos de caprinos e ovinos do Estado, por ser uma exposição mista, como vem acontecendo nos últimos cinco anos.

Durante o evento, a exposição ranqueada vai reunir criadores de bovinos, especialmente da raça pardo suíço. No sábado (6), a partir das 18h, será realizado o leilão de animais, com benefício de pagamento em 20 parcelas. A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) participará do leilão com 16 animais, com quatro representantes de cada raça (Guzerá, Gir, Pardo-Suíço e Sindi).

Na exposição, a Emparn vai participar do Leilão Terra da Liberdade, com 16 bovinos, além de outros animais, como caprinos e ovinos. No local será montado um estande com os produtos da empresa, folders e informações sobre algumas pesquisas desenvolvidas pelo órgão. Na Festa do Bode haverá ainda o julgamento de cabras e bois. Nesta edição, 1.200 animais serão avaliados por árbitros de pista para a escolha do animal que representa a melhor raça nas mais diversas categorias.

Para os visitantes não criadores, a Festa do Bode também vai oferecer uma série de opções para divertimento como o VII Festival da Gastronomia Caprina, já faz parte do evento e tem atraído muitos degustadores da culinária da carne de caprino e ovino, e VI Exposição Estadual da Raça Nativa. Além disso, o público também vai poder ouvir poetas, repentistas entre outras atrações culturais.

Nesta quarta-feira (3), será ministrada uma oficina sobre Boas Práticas na Fabricação dos Subprodutos Derivados do Leite Caprino. A capacitação é destinada a 15 produtoras rurais que, ao final do curso, vão oferecer os alimentos para degustação e comercialização. As aulas acontecerão na Fundação Municipal de Apoio à Geração de Emprego e Renda (Funger).

O Dia de Campo, na Ufersa, é destinado a 200 criadores/agricultores familiares, através de aulas teóricas e demonstrações, ministradas pelos extensionistas rurais da Emater-RN. Serão abordados os seguintes temas: Como adquirir animais, Seleção de matrizes e reprodutores, Ordenha higiênica de leite e Produção e Armazenamento de Forragens.

Uma das novidades para 2011 da Festa do Bode é a realização do 1º Bregabode, evento que traz para Mossoró nomes da música brega. Na quinta-feira (4), Fernando Mendes se apresenta. Na sexta-feira (5), Zezo dos Teclados sobe ao palco, seguido por Odair José No sábado (6). No fechamento, no domingo (7), é a vez de Lairton dos Teclados. Os artistas da terra Nida e Kekely Lira , Renata Falcão, Simara, Alzinete ,Orlando Peres e Francis Dias também se apresentam ao longo da programação.

A Festa do Bode é promovida pela Prefeitura Municipal de Mossoró, em parceria com o Governo do Estado, através daSecretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca - Sape.
 
Fonte: Por Assecom, site do RN

sábado, 21 de maio de 2011

Embrapa lança tecnologias para coleta de embriões em caprinos e ovinos.

Equipamentos dispensam intervenção cirúrgica no processo de coleta
 
Dois novos equipamentos para coletar embriões em pequenos ruminantes serão apresentados no XIX Congresso Brasileiro de Reprodução Animal, que será realizado de 25 a 27 de maio em Recife (PE). As novas tecnologias foram desenvolvidas pela Embrapa Caprinos e Ovinos em parceria com a Embrapa Gado de Leite.

Os equipamentos são um circuito e uma sonda que trabalham em conjunto na coleta de embriões pela via transcervical de caprinos e ovinos.  O pesquisador Jeferson Ferreira da Fonseca, um dos inventores dos equipamentos, explica que o circuito e a sonda tornarão mais eficaz a coleta de embriões pela via transcervical. Neste método, os animais não passam por intervenção cirúrgica, o que ocorre nos métodos tradicionais.

O circuito e a sonda foram desenvolvidos respeitando as características anatômicas de pequenos ruminantes, especialmente cabras e ovelhas.

– Além de promover maior bem estar, evitando sequelas físicas para os animais, o processo permite o aumento na taxa de recuperação de embriões, além de maior eficiência, controle e segurança na coleta – disse Fonseca.

Segundo o pesquisador, a caprinocultura e ovinocultura brasileira passam por um sensível crescimento. No entanto, o mercado carece de produtos tecnológicos para aprimorar a produção animal. Atualmente a coleta de embriões nestes animais utiliza materiais adaptados de outras espécies.

– Equipamentos específicos para as características anatômicas de pequenos ruminantes podem consolidar a coleta de embriões pela via transervical. Este é um mercado promissor a ser explorado – afirmou Fonseca.

Os dois equipamentos já estão protegidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Agora, o objetivo da Embrapa é atrair empresas do ramo de insumos para reprodução interessadas em produzir e comercializar estes equipamentos.
 
Fonte:Canal Rural

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dia de Campo na TV apresenta produção de leite de cabra em pastagem cultivada.


Pasto cultivado fica disponível para os animais nos períodos seco.


A pastagem cultivada é uma alternativa desenvolvida em pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Caprinos e Ovinos para superar uma das principais dificuldades dos sistemas  de produção, a alimentação dos animais em épocas secas. O uso de gramíneas como capim tifton e capim tanzânia tem mostrado um potencial para atender até 60% da necessidade de nutrientes das cabras leiteiras, reduzindo inclusive o uso de  alimento concentrado e seus custos. O programa vai ao ar nesta sexta, dia 13, pelo Canal Rural (Net/Sky) a partir das 9h30.
O pasto cultivado fica disponível para os animais nos períodos secos, época em que a vegetação nativa não costuma fornecer forragem em quantidade e qualidade suficientes. No experimento realizado na Embrapa Caprinos e Ovinos, o manejo da pastagem é feito de forma rotacionada, com uso de uma área de cada vez. O rebanho permanece no piquete por quatro dias e depois segue para  outro. Assim, se torna possível o descanso do solo por 18 dias, evitando o  esgotamento do mesmo. Parte do manejo geral também é feita na pastagem, com os animais tendo acesso à água e sombra.
De acordo com a zootecnista pesquisadora da área de forragicultura, Ana Clara Cavalcante, se houver uso estratégico da irrigação e de suplementação alimentar, a pastagem cultivada permite a manutenção de até 70 cabras em lactação em um hectare de pasto cultivado.
– Em geral, as propriedades no semi-árido são pequenas e, assim, o uso de pasto cultivado tende a maximizar o uso da área. Enquanto três hectares de pasto nativo são necessários para manter um animal adulto na época seca, um hectare de pasto cultivado, manejado de forma rotacionada, pode suportar até 70 animais, a depender do grau de intensificação – afirma.
Ela ressalta ainda que com uma menor ocupação das áreas pode-se otimizar também o uso da mão de obra para realizar, pela manhã, tarefas rápidas como as ordenhas e verificar o fornecimento de água e sal aos animais. O restante do dia fica livre para outras atividades da fazenda, em geral na agricultura familiar que é diversificada.
Experiências com pastagem cultivada já estão sendo executadas por produtores rurais de municípios no Ceará e Pernambuco. Em Quixadá (CE) a tecnologia foi adotada por caprinocultores do assentamento Boa Vista. Um deles, Jorge Cabral, destaca que o uso da pastagem cultivada – no caso dele, com o capim gramão – permitiu melhor rendimento na produção de leite, gerando lucro de até três salários mínimos por mês.
A reprise do programa O Dia de Campo na TV pode ser visto na quarta, dia 18, às 9h10, e na sexta, dia 20, às 16h.
 Fonte: Canal Rural

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançada máquina de beneficiamento de leite de cabra para pequenos e médios produtores.


Responsáveis por 90% da criação de caprinos do país, os pequenos e médios criadores de caprinos da região Nordeste tem à disposição uma nova tecnologia para beneficiar o leite de cabra em pó. Desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa (UFV) a partir de observações feitas na cidade de Florestal (MG), uma máquina de pequeno porte e baixo custo para secagem vai possibilitar uma nova alternativa para a comercialização do leite, que, no pequeno município mineiro, é insuficiente para a fabricação de subprodutos como iogurte e queijos.

A venda direta do leite de cabra ao consumidor, segundo alguns produtores, se de um lado elimina o intermediário e agrega o valor da comercialização do produto, por outro insere custo para essa venda, tanto financeiro, como estrutura física, como em tempo dedicado. Além disso, com a verticalização total, o pequeno e médio produtor rural acumula as funções na propriedade, principalmente de agricultor — ressalta Luís Carlos Gouvêa, orientador dos alunos do curso técnico em agroindústria da UFV responsáveis pelo primeiro protótipo do equipamento.

A primeira amostragem da máquina recebeu do Sebrae o Prêmio Técnico Empreendedor, em 2008. Com a procura de empresas pela tecnologia, o professor conta que foi possível fazer aperfeiçoamentos. A princípio, a máquina funcionava a energia elétrica. Luís Carlos conta que, a pedido do Sebrae, o quarto protótipo do equipamento foi adaptado para energia a gás por conta da falta de eletricidade no Nordeste.

Feita de material inox, o aparelho possui um sistema de pré-secagem que retira em torno de 50% da umidade do leite em banho-maria. Isto porque o leite não pode ser fervido durante o processo de secagem, para que não haja desnaturação das proteínas. Concentrado, o produto é colocado em uma câmara de secagem ligada a um atomizador, onde ocorre a total evaporação da água. Para transformar 2 litros do leite pastoso em pó são gastos 20 minutos.

Esse é uma técnica inovadora, já que no Brasil não temos máquinas apropriadas para a secagem de leite direcionadas para pequeno e médio produtor. Para se ter uma idéia, a máquina mais barata que temos hoje no mercado custa em torno de R$120 mil. Trabalhamos com a aprovação da Anvisa. Então, hoje a nossa deve sair em torno de R$10 a R$12 mil – destaca Luís Carlos.

A máquina já está disponível no campus Florestal da UFV. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (31) 3536-3327.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Caju e mamona reduzem custos de alimentação de ovinos em 70%


A Embrapa Caprinos e Ovinos vai apresentar uma nova proposta de alimentação para estes animais durante o XIV Seminário Nordestino de Pecuária, a Pecnordeste 2010, que  está acontecendo em Fortaleza, no Ceará. A proposta é substituir alimentos importados por semelhantes regionais que são encontrados com mais facilidade e reduzem os custos de nutrição em até 70%. Para isso seriam utilizados resíduos de duas culturas muito comuns no Nordeste: o caju e a mamona. O pedúnculo de caju, um subproduto da produção de castanha, pode substituir 70% do uso da forragem e o farelo de mamona, oriundo da extração de óleo para biodiesel, pode ser usado no lugar do farelo de soja. Eles são muito mais baratos porque não têm valor comercial e são despejados no meio ambiente.

Primeiro nós temos que considerar que alimentação destes animais no semi-árido é um das principais dificuldades que os produtores enfrentam. Nessas regiões, os produtores, principalmente na época seca, usam muito concentrado a base de milho e farelo de soja que são importados de outras regiões do país para alimentar estes animais. O uso do pedúnculo de caju e do farelo de mamona são alternativas de baixo custo para alimentação destes animais e que pode contribuir para a viabilidade econômica destes sistemas de produção — explica o pesquisador Marco Bomfim, da Embrapa Caprinos e Ovinos.

A ideia dos pesquisadores é que os produtores possam produzir parte desta tecnologia na própria propriedade. Um produtor que faça a extração do óleo de mamona para biodiesel pode também tratar o farelo da mamona e disponibilizá-lo para os seus animais. No caso do pedúnculo de caju, o material pode ser encontrado com muita facilidade nas regiões produtoras já que 90% do pedúnculo é desperdiçado e só precisa ser catado do chão. Para atender a demanda de produtores de ovelhas e cabras que não moram em regiões de produção de mamona e caju, as indústrias de ração poderiam atender esta demanda fazendo a mistura dos alimentos nas rações. Dessa forma, produtores de várias regiões poderiam comprar as rações à base de pendúculo de caju e farelo de mamona. Um detalhe que Bomfim chama a atenção é para o cuidado com o tratamento do farelo de mamona.

A mamona apresenta uma proteína tóxica na sua constituição que é a ricina. O diferencial desta tecnologia é que nós estamos apresentando uma forma de eliminar esse resíduo tóxico e tornar esse alimento passível de uso na dieta destes animais. Essa tecnologia, que será mostrada na Pecnordeste, tem que ser utilizada antes que o alimento seja oferecido aos animais. A boa notícia que nós vamos dar no evento é que além de baratear os custos, estes alimentos são eficientes do ponto de vista nutricional. O pedúnculo de caju já foi estudado para a utilização por ovinos, com excelentes resultados, e agora terminamos a avaliação com caprinos para a produção de leite e ele é um excelente alimento. O farelo de mamona também tem demostrado um grande potencial em substituir o farelo de soja na  ração destes animais — comemora Bomfim.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Técnicos da Emater/RN vão monitorar doenças que acometem caprinos e ovinos.

Técnicos da Emater-RN realizaram na manhã da última sexta-feira, 4 de junho, na sede da instituição, uma reunião com representantes da Embrapa Caprinos, a UFRN, e a Associação Norte-rio-grandense de Criadores de Caprinos e Ovinos (Ancoc) sobre formas de monitoramento das doenças que acometem o rebanho no estado.

Assessores de pecuária de todas as regionais da Emater estão fazendo um treinamento com zootenistas, agrônomos, veterinários e técnicos da instituição para, ao voltarem às suas unidades produtivas, realizarem um levantamento zoosanitário das principais doenças que atingem o rebanho, como as verminoses, emerioses, clostridioses e podridão de casco, entre outras.

Estão sendo selecionadas 300 propriedades no Rio Grande do Norte onde serão colhidas informações a serem encaminhadas à Embrapa, para municiarem a confecção de uma publicação sobre os principais problemas encontrados nos caprinos e ovinos. Na tarde desta sexta-feira, os profissionais tem uma atividade prática em uma propriedade de Parnamirim.

Outra etapa será a instalação de Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs) agroecológicas de ovinos e caprinos no Rio Grande do Norte. O objetivo das UTDs é utilizar métodos homeopáticos preventivos, evitando o uso de produtos alopáticos nos animais como forma de combate às doenças.

Após a instalação das UTDs, os técnicos visitarão esses locais para observar pessoalmente o trabalho realizado e os avanços conquistados. “Vamos implantar um processo educativo para diminuir, cada vez mais, o uso de produtos químicos na pecuária”, explicou o gerente de projetos de caprinos e ovinos da Emater, Alexandre Confessor Júnior.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pesquisadores estudam produção de etanol a partir de caprinos.

Caprinos da raça moxotó são matéria-prima para pesquisa de etanol a partir do animal.

A Embrapa Agroenergia, em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos, a Universidade Católica de Brasília (UCB) e a Universidade de Brasília, está desenvolvendo pesquisas para a produção de enzimas a partir do rúmen de caprinos - ou seja, a primeira parte do estômago dos ruminantes.

Dentro do rúmen existem vários tipos de bactérias que ajudam na digestão do pasto. O alimento é atacado pelas enzimas das bactérias, que fazem a “quebra” das fibras em unidades de glicose, que podem ser fermentadas e convertidas em etanol. Identificar e caracterizar essas enzimas são os grandes desafios desse trabalho, afirma a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Betânia Quirino. “Em dois anos de estudos, já conseguimos identificar quatro tipos de enzimas”, diz.

As pesquisas estão sendo desenvolvidas no laboratório da UCB e os resultados têm animado a equipe. Mas, se os laboratórios e os equipamentos de alta tecnologia estão em Brasília, é do sertão nordestino que vem a matéria-prima, a origem da inspiração da equipe. “Escolhemos os caprinos da raça moxotó, espécie nativa brasileira, pelo fato de terem uma alimentação peculiar, que é a vegetação do semiárido nordestino”, ressalta a pesquisadora Isabel Cunha.

A identificação de enzimas nestes animais é inédita, pois a maioria dos trabalhos em outros países é com bovinos. Cristine Barreto, professora da UCB, explica que a primeira fase do estudo foi descrever a diversidade dos microorganismos. “Descobrimos, através da metagenômica, que conhecemos no máximo 20% da diversidade bacteriana presente no rúmen desses animais”, conta.

Na safra de 2008/2009, o Brasil produziu 24,3 bilhões de litros de etanol, sendo 83% destinados ao mercado interno. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2009 foram comercializados no país 22,82 bilhões de litros de etanol, aumento de 16% em relação ao ano anterior.

Um vídeo que está no site da Embrapa Agroenergia explica a pesquisa do biocombustível a partir de caprinos. Os avanços tecnológicos que serão gerados por essa e outras pesquisas deverão contribuir para que o Brasil mantenha sua liderança no mercado mundial, pois o álcool poderá ser produzido a partir de outras matérias-primas - o chamado etanol de segunda geração.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Criada Rede de Inovação em Caprinocultura e Ovinocultura do Nordeste.

A assinatura do convênio que instituiu a RICO formalmente aconteceu na última quinta-feira (25) na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), em Natal, com a presença dos chefes gerais de todas as unidades da Embrapa no Nordeste e da diretora executiva da empresa, Tatiana Deane Sá.

A cerimônia aconteceu no final do dia, após uma reunião onde os chefes gerais apresentaram as atividades de pesquisa e transferência de tecnologias em andamento nas suas respectivas unidades e as possibilidades de trabalhos conjuntos com a Emparn e outras Organizações Estaduais de Pesquisa do Nordeste. "A assinatura do convênio da RICO é o fechamento que oficializa as discussões do dia", afirmou o presidente da Emparn, Henrique Santana Júnior.

Antes da assinatura do documento, o chefe geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Evandro Holanda Júnior, apresentou a proposta da rede que é composta pela Embrapa e Organizações Estaduais de Pesquisa do Rio Grande do Norte (Emparn), Bahia (EBDA), Pernambuco (IPA) e Paraíba (Emepa). Ele destacou o projeto Integrar, que está em vias de ser iniciado e tem o objetivo de monitorar as ações de transferência com medição de resultados.

Os eixos de atuação da RICO serão alimentação e nutrição, coleta, apropriação e disponibilização do conhecimento e tecnologia, forragicultura, gestão do negócio (mercado, comercialização, associativismo, modelos de arranjos), meio ambiente, melhoramento genético, recursos genéticos, reprodução animal, sanidade animal, sistema de produção sustentável e tecnologias para agregação de valor a produtos.

Para a diretora Tatiana Sá, o significado da RICO transcende o Nordeste e a experiência poderá ser reproduzida em outras regiões enfocando outros temas. Foi a primeira vez que unidades da Embrapa se reuniram em uma Oepa. De acordo com o chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, que coordenou o encontro, a idéia partiu do diretor presidente da Embrapa, Pedro Arraes. "Não temos a capilaridade que gostaríamos para atender todas as demandas que surgem e as Oepa's podem ajudar nesse sentido. Essa reunião é um marco, é a primeira vez que se realiza, mas pretendemos repetir a experiência", explicou.

A diretora acredita que "a idéia do presidente é emblemática, simboliza esse novo momento de soma de esforços". Ela afirmou que a Embrapa passa por uma reestruturação na área de transferência de tecnologia. "Está sendo criado um departamento de transferência de tecnologia para termos uma política nessa área e um dos objetivos é dialogar com os estados, mesmo com os que não têm unidades da Embrapa".

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vem aí o IX Seminário de Caprinovinocultura da Chapada do Apodi



O IX Seminário de Caprinovinocultura da Chapada do Apodi será realizado no dia 18 de dezembro de 2009, no IFRN-Campus Apodi, a partir das 8:00h. Com o tema "Plano de Desenvolvimento e Reestruturação da Cadeia Produtiva da Região Oeste", o Seminário pretende discutir, com os produtores, técnicos, cooperativas e entidades representativas do setor, a cadeia produtiva da caprinovinocultura da Região Oeste, articulando as ações dos vários atores envolvidos.

O Seminário é uma realização do Comitê Gestor da Caprinovinocultura da Região Oeste e conta com o apoio do IFRN, EMATER, ASFOCO, Banco do Brasil, Prefeitura Municipal de Apodi, Secretaria Municipal de Agricultura, COOAFAP, COOPAPI, SEBRAE, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, Banco do Nordeste, Visão Mundial, PDA Sta. Cruz e Sindicato Rural de Apodi.

Confira a programação:
8:00h - Inscrições e Café da Manhã
9:00h - Palestra: "Panorama da Caprinovinocultura do RN"
10:00h - Palestra: "Ações do Comitê Gestor da Caprinovinocultura da Região Oeste"
11:00h - Milk Break
11:30h - Apresentação e Validação do Plano de Desenvolvimento e Reestruturação da Cadeia Produtiva da Região Oeste
14:00h - Almoço

Informações pelos fones: 9972-4319, 9972-6676, 9924-7331 ou 9178-0727.


Participe, sua presença é importante!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Extensionista rural da EMATER-RN assume cargo em órgão nacional

O assessor estadual de caprinos e ovinos, extensionista rural da Emater-RN, Alexandre Confessor Júnior, é o mais novo membro da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Brasil. Ele assumiu o posto de titular, representando as empresas de assistência técnica e extensão rural do país. 

Segundo Alexandre Confessor, a instituição que representa está ligada diretamente ao gabinete do Ministro da Agricultura por intermédio da Confederação Nacional de Agricultura. Isso implica que todas as decisões dessa área têm que serem submetidas à apreciação da Câmara Setorial. 

A posse de Alexandre Confessor aconteceu no dia 30 de setembro, durante a 18ª reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Brasil, com sede em Brasília.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Emater participa da 2ª etapa do projeto de adaptação do kit Embrapa de Ordenha Manual.

Representantes de Apodi posam pra foto ao lado do pesquisador Guilherme Souza.
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A Emater-Apodi participou, nos últimos dias 1 e 2, do II Workshop de Tecnologias para Melhorias da Qualidade do Leite de Cabra e Derivados e do I Curso de Multiplicadores para Uso do Kit Embrapa de Ordenha Manual em Cabras Leiteiras, como parte da segunda etapa do projeto de adaptação do kit Embrapa de Ordenha Manual na espécie caprina, que teve como objetivo a formação dos agentes multiplicadores responsáveis pela capacitação dos instrutores, que atuarão diretamente com os produtores.
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O evento foi realizado em Mossoró-RN e contou com a presença de pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Gado de Leite, além de professores e estudantes da Ufersa, UFPB e IFRN, extensionistas da Emater, presidentes de associações e empresários do ramo de lácteos.
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Na oportunidade, foram apresentados os diagnósticos das propriedades produtoras de leite de cabra do Rio Grande do Norte e Paraíba e discutidos os problemas enfrentados pelos criadores e empresários na produção e beneficiamento do leite, e as tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade do leite de cabra e derivados, foram ministradas paletras sobre microbiologia e qualidade do leite, prevenção e controle da Mastite, uso de antibióticos e resíduos, ordenha higiênica.
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Para a validação do Kit, ainda será realizada a escolha das propriedades onde o Kit vai ser usado, acompanhamanto das ordenhas e coleta das amostra de leite, e envio e análises laboratoriais. Ao final de todo o processo, o Kit estará apto a ser usado pelo produtores de leite de cabra.