sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pesquisa busca produção de patês e conservas de Tilápias.

Na Semana do Peixe (1 a 15 de setembro), a Embrapa Agroindústria de Alimentos e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro aproveitam para anunciar que, em breve, o consumidor poderá ter novas opções para consumo de tilápias. Os pesquisadores estão ajustando variáveis para oferecer tilápias na forma de patês e conservas. Se constatada a viabilidade técnica e econômica, piscicultores, agroindústrias e comércio terão a disposição alimentos derivados mais acessíveis e nutritivos, pois a tilápia é fonte de proteínas, minerais, principalmente cálcio e fósforo, vitaminas A, D e complexo B.
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Os pesquisadores querem saber até que ponto o tratamento térmico pode ser ajustado para garantir a qualidade sensorial e nutricional dos produtos à base de carne de tilápia. O processo térmico é necessário para combater a ação de microorganismos e aumentar a vida de prateleira da conserva, mas isso afeta as concentrações de ácidos graxos e proteínas.
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No caso do patê, a pesquisa explora a composição de fórmulas que garantam sabor, cor, textura e aroma de acordo com as expectativas do consumidor. O produto aproveita as partes descartadas na linha de filetagem da tilápia. Cerca de 90% dessa carne pode ser processada, condimentada e comercializada como patês. “Em testes sensoriais os produtos formulados tiveram boa aceitação”, explicou a pesquisadora Angela Aparecida Lemos Furtado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos.
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Esse projeto conta com a parceria da Cooperativa de Ranicultores de Cachoeira de Macacu (Coopercramma), da região serrana do Rio, que fornece os peixes para as pesquisas. A tilápia representa a segunda espécie de maior importância na piscicultura mundial, sendo superada apenas, em volume de produção, pelas carpas. É considerada de grande importância na aqüicultura mundial, indicada para o cultivo intensivo, cuja produção está estimada em 1.500.000 toneladas para 2010. O Brasil é o sétimo maior produtor mundial.
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Plano Safra da Agricultura Familiar 2009/2010 - Parte 1



R$ 15 bilhões para a Agricultura Familiar na safra 2009/2010
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2009/2010 fortalece e amplia políticas públicas do Governo Federal que beneficiam 4,1 milhões de unidades produtivas familiares em todo o Brasil. Os produtores familiares, que respondem por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e por 10% do PIB do País, têm à disposição R$ 15 bilhões, um aumento de 531% em relação aos R$ 2,38 bilhões aplicados na safra 2002/2003. Os recursos atendem às linhas de custeio, investimento e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
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Pronaf Custeio
Ampliação de R$ 30 mil para R$ 4º mil do limite máximo dos financiamentos por agricultor.
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Microcrédito Rural
Ampliação de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil do limite de financiamento. A renda bruta para enquadramento no Pronaf passa de R$ 5 mil para R$ 6 mil.
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Pronaf Floresta
Ampliação de R$ 10 mil para R$ 14 mil do limite de financiamento para agricultores familiares das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que planejam desenvolver projetos de Sistemas Agroflorestais.
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Pronaf Mulher
Ampliação do acesso de uma para até três linhas de custeio ou investimento para mulheres agricultoras de unidades familiares de produção que já acessam financiamentos por meio dos Grupos A ou A/C (custeio ou investimento da reforma agrária).
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Cooperativas
Ampliação de R$ 5 mil para R$ 10 mil do limite individual do Pronaf Cotas-Parte das cooperativas de produção com base na agricultura familiar, e de R$ 5 milhões para R$ 20 milhões para Pessoa Jurídica.
Ampliação de R$ 50 milhões para R$ 70 milhões do limite máximo de patrimônio líquido das cooperativas de produção com base na agricultura familiar.
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Enquadramento do Crédito Pronaf
Ampliação do rebate de 30% no cálculo da renda bruta para produtores que desenvolvem as seguintes atividades: açafrão, algodão-caroço, amendoim, apicultura, aveia, bovinocultura de corte, centeio, cevada, girassol, grão-de-bico, mamona, soja, sorgo e triticale. Na aquicultura, também incluída nesta safra, o desconto é de 50%.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Renegociação de débitos da Dívida Ativa da União termina dia 30.

Falta menos de um mês para o término do prazo para os agricultores familiares e assentados da reforma agrária, inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), liquidarem seus débitos ou parcelá-los em até 10 vezes, com descontos progressivos, de acordo com a Lei de Renegociação 11.775/2008.
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No caso de renegociação, os agricultores interessados devem procurar o Banco do Brasil até o dia 30 deste mês. Para liquidação da dívida, o prazo vai até o próximo dia 30 de dezembro. Isso vale para débitos originários de operações de créditos rurais inscritos em Dívida Ativa da União até 29 de maio deste ano.
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Adesão
O primeiro passo para a renegociação ou a liquidação da dívida é o agricultor ou assentado efetuar o pedido junto à Central de Atendimento do Banco do Brasil (BB) pelos telefones 4003-0494 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-880-0494 (demais localidades).
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Segundo o BB, durante a ligação deve ser informado o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o nome completo. O banco explica, ainda, que a renegociação é caracterizada a partir do reconhecimento do pagamento da primeira parcela; ou seja, o primeiro pagamento que o agricultor fizer após a adesão à renegociação pela central telefônica.
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O agricultor que renegociar a dívida receberá, em casa, um boleto bancário de cobrança com uma carta resumindo os termos da renegociação realizada. Não há necessidade de ir a uma agência bancária ou qualquer outro local para retirar estes documentos.
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O agricultor ou assentado precisa estar atento ao prazo de vencimento das parcelas, impresso no boleto enviado para a residência do beneficiado. Após a quitação de todas as prestações, a informação de reconhecimento do pagamento é encaminhada à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que providenciará, em até cinco dias úteis, a baixa da dívida no sistema.
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Segundo a Procuradoria, estima-se que o montante proveniente de crédito rural seja de aproximadamente R$ 8,2 bilhões, referentes a 57,6 mil inscrições de 49,2 mil devedores.
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Inscritos na DAU
A PGFN passou a divulgar, desde o mês passado, a lista das pessoas físicas ou jurídicas que possuem débitos com a Fazenda Nacional inscritos em Dívida Ativa da União (DAU). A relação pode ser obtida no endereço eletrônico http://www.pgfn.fazenda.gov.br/.

Estudo da EMBRAPA aponta nova fonte de Biodiesel.

Um estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Roraima, revelou o Inajá (palmeira oleaginosa nativa da região amazônica), como excelente fonte para produção de biocombustível.
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Com o objetivo de otimizar o aproveitamento da planta, a Petrobras assinou acordo de parceria com a prefeitura de Mucujaí, para a construção de uma usina para a produção de biodiesel a partir do inajá. O anúncio oficial do empreendimento deve ser feito pelo presidente Lula no dia 14 de setembro, durante visita ao Estado.
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O potencial energético do inajá é estudado por técnicos da Embrapa Roraima há anos. Pesquisas realizadas pela empresa mostram que a palmeira é capaz de gerar 3.690 litros de diesel por hectare ao ano, superando, em produtividade, outras fontes tradicionais de biodiesel.
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O pesquisador da Embrapa Roraima, Otoniel Ribeiro Duarte, fez sua tese de doutorado enfocando a produtividade do inajá. "Um excelente aspecto é que ele é pouco exigente em solos e tolera até inundações por períodos curtos. Temos observado seu desenvolvimento e a produtividade expressiva em solos quimicamente pobres e, ainda, a vantagem de ser uma planta resistente ao fogo", afirma o pesquisador. Além disso, sua incidência pode ser observada durante o ano inteiro e em praticamente todo o Estado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Brasil terá política agrícola de médio e longo prazo.

Pela primeira vez o Brasil abre uma discussão sobre a importância de ter um planejamento de médio e longo prazo para a agropecuária, afirmou, na tarde da última sexta-feira, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. O ministro cumpria agenda em Londrina/PR, onde se reuniu com lideranças do setor e visitou a unidade da Embrapa Soja com o ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas. A agenda faz parte de uma série de visitas a regiões produtoras com o objetivo de colher subsídios para a elaboração de um Plano Nacional de Agricultura, que terá medidas de médio e longo prazo para o setor.
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“Esse plano será fundamental para o país que já é responsável por 25% do mercado mundial de alimentos. Hoje o Brasil é a nação que tem as melhores condições do mundo de produzir - com terra disponível, liderança em tecnologia de agricultura tropical, profissionais qualificados e estrutura de produção”, enfatizou Stephanes.
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O enfoque central deste plano, segundo o ministro Stephanes, será o de modernizar ainda mais a agricultura nacional, tornar a política agrícola brasileira referência mundial, fortalecer a classe rural e promover a industrialização da agropecuária brasileira.
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O diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, também participou da visita a Embrapa Soja. Esta foi a primeira vez que Arraes esteve na unidade, após assumir o cargo.

Anvisa recomenda a proibição de dois agrotóxicos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, na última sexta-feira, também prevê a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância.
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Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até 31 de outubro de 2013.
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A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância também não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas).
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As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos é baseado em estudos que apontam para graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Emater participa da 2ª etapa do projeto de adaptação do kit Embrapa de Ordenha Manual.

Representantes de Apodi posam pra foto ao lado do pesquisador Guilherme Souza.
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A Emater-Apodi participou, nos últimos dias 1 e 2, do II Workshop de Tecnologias para Melhorias da Qualidade do Leite de Cabra e Derivados e do I Curso de Multiplicadores para Uso do Kit Embrapa de Ordenha Manual em Cabras Leiteiras, como parte da segunda etapa do projeto de adaptação do kit Embrapa de Ordenha Manual na espécie caprina, que teve como objetivo a formação dos agentes multiplicadores responsáveis pela capacitação dos instrutores, que atuarão diretamente com os produtores.
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O evento foi realizado em Mossoró-RN e contou com a presença de pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Gado de Leite, além de professores e estudantes da Ufersa, UFPB e IFRN, extensionistas da Emater, presidentes de associações e empresários do ramo de lácteos.
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Na oportunidade, foram apresentados os diagnósticos das propriedades produtoras de leite de cabra do Rio Grande do Norte e Paraíba e discutidos os problemas enfrentados pelos criadores e empresários na produção e beneficiamento do leite, e as tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade do leite de cabra e derivados, foram ministradas paletras sobre microbiologia e qualidade do leite, prevenção e controle da Mastite, uso de antibióticos e resíduos, ordenha higiênica.
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Para a validação do Kit, ainda será realizada a escolha das propriedades onde o Kit vai ser usado, acompanhamanto das ordenhas e coleta das amostra de leite, e envio e análises laboratoriais. Ao final de todo o processo, o Kit estará apto a ser usado pelo produtores de leite de cabra.