quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vem aí o I Seminário sobre Compras Governamentais.



Convidamos todos a se fazerem presentes no I Seminário sobre Compras Governamentais, que realizar-se-á no dia 30 de outubro de 2009, a partir das 08:00 h, no auditório do IFRN - Campus Apodi.

Na oportunidade, serão debatidos assuntos referentes ao Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e suas diversas modalidades.

As palestras serão ministradas por autoridades do MDA, CONAB e EMATER, e têm como temas:
- Programa de Aquisição de Alimentos no RN: Balanço e Perspectivas;
- Atuação da CONAB no Fortalecimento da Agricultura Familiar;
- Compra Direta no RN: Panorama e Desafios. 

Aos participantes serão oferecidos lanche e almoço. 

Maiores informações pelos telefones: (84) 3351-2780 e 3333-2059.

Não deixe de participar,  sua presença é muito importante!

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Exportação de mel brasileiro bate recorde.

A cada ano, o mel brasileiro vem ganhando espaço no mercado internacional. Entre os meses de janeiro a setembro deste ano, já foram exportados 21,16 mil toneladas de mel, o que corresponde a uma receita de US$ 52,7 milhões.

“O valor das exportações de mel alcançado nos dez primeiros meses de 2009 já superou o valor total exportado em 2008, com US$ 43,57 milhões, que corresponderam a 18,27 toneladas e bateu o recorde do ano de 2003, quando a receita chegou a US$ 45,57 milhões”, comemora Reginaldo Resende, da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional e coordenador da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis).

De setembro a outubro, o valor do quilo do mel aumentou de US$ 2,54 para US$ 2,57. Os dados são de levantamento realizado pelo Sebrae e a Rede Apis junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comé rcio Exterior (Mdic). “Ao comparar 2009 com 2003, de fato, houve grande avanço. Fizemos um trabalho intenso para voltarmos ao mercado europeu. Hoje, todos os outros países são favoráveis ao produto brasileiro”, afirma a presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Joelma Lambertucci.

Ela destaca como aspectos favoráveis ao mel nacional, o fato do Brasil ser bem visto internacionalmente e pela grande procura do produto no mercado externo. Ela demonstra preocupação quando o assunto é concorrência. “Países como Índia, China, México e Argentina, ao longo prazo, poderão produzir um bom mel e com preços inferiores aos do Brasil”, afirma. Outros dois fatores que têm preocupado os produtores, segundo Joelma, “são as quebras de safra, devido às alterações climáticas, e a baixa do dólar. Este ano, cerca de 80% da safra foi perdida devido às mudanças do clima. Os produtores também não contavam com a queda do dólar”, destaca.

Na comparação com o último mês de agosto o aumento nas vendas ao exterior ficou em 34,2% em valor (US$ 5,03 milhões) e 32,4% em quantidade (1.955.148 quilos). Em setembro, São Paulo permanece liderando as exportações de mel, com o valor de US$ 1,27 milhão. Em seguida, vem Ceará (US$ 1 milhão), Santa Catarina (US$ 921 mil), Rio Grande do Sul (US$ 768.35 mil), Rio Grande do Norte (US$ 528.18 mil), Paraná (US$ 342.22 mil), Piauí (US$ 135.89 mil), Minas Gerais (US$ 42.72 mil) e Mato Grosso do Sul (US$ 846).

O mel brasileiro teve como principal destino os Estados Unidos. O país americano comprou, no mês de setembro, US$ 2,9 milhões, absorvendo 59,55% da produção exportada. Embora bons compradores, os americanos pagam US$ 2,50 pelo quilo do mel, valor abaixo da média US$ 2,57 o quilo. O segundo maior comprador é a Alemanha com US$ 1,14 milhão, o equivalente a 20,17% das exportações do produto. O País é o que melhor paga pelo mel nacional, US$ 2,79 o quilo. O terceiro lugar entre os compradores ficou com Rei no Unido, com US$ 443.737 mil (8,4%), e o quarto, com o Canadá, com US$ 344.536 mil (3,8%). Também estão na lista de importadores Suíça, França, Japão, Coréia do Sul e Bolívia.

Mel orgânico
O Ceará, que em setembro respondeu por um quinto das exportações brasileiras de mel, obteve o melhor preço pelo mel exportado em setembro (US$ 2,74/kg), acima da média nacional de US$ 2,57/kg. Assim, como Rio Grande do Sul (US$ 2,68/kg), Santa Catarina (US$ 2,62/kg) e Paraná (US$ 2,59/kg). Os demais estados tiveram preços abaixo da média, sendo que o menor preço foi o recebido por Minas Gerais (US$ 2,28/kg). A Região Nordeste exportou US$ 1,7 milhão em mel, representando um terço do valor total das exportações brasileiras nesse mês (US$ 5.030.419,00).

O mel produzido no Ceará não é o mais caro por acaso. Cerca de 90% do mel produzido no Estado possui certificação orgânica, assim explica Paulo Levy, diretor-presidente da empresa Cearapi, situada na cidade de Crat o, no sul do Ceará. “O mel orgânico agrega valor”, diz. Além da questão da certificação orgânica, segundo ele, outros fatores que demonstram a qualidade do mel é a cor. Quanto mais claro, melhor é o mel. Outro aspecto avaliado é a questão da umidade. O mel deve conter o mínimo de água. E, por fim, são levados em conta o aroma e o sabor.

“Tudo isso é determinado a partir da florada. No caso do mel orgânico, a florada é nativa e não recebe agrotóxico”, afirma Paulo. A Cearapi estima exportar, até o fim de 2009, 1,8 mil toneladas de mel. A empresa conta com 33 funcionários e mil produtores integrados, inspecionados e com certificação orgânica. Na visão de Paulo Levy, o mel orgânico ainda é difícil de ser comercializado, mas que possui mercado promissor. “O Ceará tem condições de produzir 100% mel orgânico, porém, hoje, ainda precisamos produzir 10% de mel comercial para manter as vendas”, disse. Os principais compradores da Cearapi são países da Europa e os Estados Unidos.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Apodi ganha uma Escola de Inclusão Digital e Cidadania.




A Escola de Inclusão Digital e Cidadania é um projeto educacional da EMATER-RN em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário - MDA, Ministério das Comunicações - MCMinistério da Ciências e Tecnologia - MCT, Ministério da Educação e Cultura - MEC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, Secretaria  Estadual da Educação, Cultura e Desportos - SECDMicrosoft e Prefeituras Municipais. As ações desenvolvidas estão sustentadas em quatro pilares, que são: Envolvimento com a Comunidade, Educação, Empreendedorismo e Comércio Eletrônico.

O objetivo é promover a inclusão digital e a cidadania, possibilitando a diminuição das desigualdades sociais e criando novas condições de negócios, geração de emprego e renda. O público alvo beneficiado são as pessoas de baixa renda, com ênfase nas famílias de agricultores participantes do PRONAF (Programa Nacional de Agricultura Familiar).  

A Escola de Inclusão Digital e Cidadania de Apodi já está em funcionamento e está localizada na Rua Buriti, s/n, vizinho a Escola  Municipal Lindaura Silva, no bairro COHAB. 

Na Escola, os alunos dispõem de uma estrutura confortável, com sala climatizada, aulas com recursos  pedagógicos modernos, sistema de projeção, computadores de última geração, acesso à Internet e toda uma equipe treinada e altamente capacitada para recebê-los e orientá-los. A equipe é formada pelas monitoras, Adriana Karla e Adriana Kelen, e pela recepcionista Maria José.

As aulas são duas vezes por semana, de segunda a quinta, nos horários de 7:30 as 9:30, de 9:30 as 11:30, de 13:30 as 15:30, de 15:30 as 17:30 e de 19:00 as 21:00; e no sábado, de 7:30 as 11:30 e de 13:30 as 17:30. Atualmente, a Escola conta com 12 turmas de 13 alunos cada, com atendimento a 156 alunos de toda a zona rural do município de Apodi.

A EIDC é gerida por um Conselho Gestor, formado por membros da EMATER-Apodi, Secretaria Municipal de Agricultura, Escola Municipal Lindaura Silva,  Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Conselho Municipal de Desenvolvimento  Rural sustentável. O Conselho tem plena autonomia, limitada apenas pelas diretrizes gerais do projeto, definida nos convênios assinados pela EMATER-RN e os parceiros financiadores do Projeto. 

Além do Conselho Gestor, a EIDC tem também um Comitê Administrativo, que é formado pelo Técnico da EMATER-Apodi, pelas monitoras/educadoras e pela recepcionista da EIDC. E conta, ainda, com a equipe de supervisão pedagógica.

Conheça a EIDC de Apodi:



 Na recepção, a simpática Maria José.



 Alunos recebendo orientação da professora Adriana Kelen.



 Modernas instalações e metodologias de ensino.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ceará recebe I Festival Internacional do Camarão de 26 a 29 de novembro.

Para provar que no nordeste brasileiro é onde se produz o melhor camarão do mundo, carcinicultores dos municípios de Acaraú, Itarema e Cruz, das fazendas de camarão da região da Costa Negra, no litoral Oeste do Estado do Ceará, realizarão de 26 a 29 de novembro o I Festival Internacional do Camarão e o I Encontro do Arranjo Produtivo Local da Carcinicultura no Litoral Oeste.

Com o objetivo de incentivar a produção, discutir e viabilizar o aumento de exportações do crustáceo, o Festival promoverá cursos, oficinas de capacitação, workshops, palestras, mesas redondas, festival gastronômico e shows. Já o I Encontro do Arranjo Produtivo Local da Carcinicultura do Litoral Oeste trará como tema “A Cadeia Produtiva do Camarão Cultivado: Inovação, Meio Ambiente e Competitividade, visando a sustentabilidade do setor”. O evento será realizado na Fazenda Cacimbas,  localizada na Costa Negra, a 250 km de Fortaleza, e reunirá produtores, técnicos, empresários e chef’s de cozinha nacionais e internacionais que irão levar ao público o que de melhor pode ser feito na culinária mundial com o camarão.

Um dos principais objetivos do I Festival Internacional do Camarão é trazer para o Ceará o primeiro selo de indicação geográfica que denomina a origem do cultivo de crustáceo. O selo é emitido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e, além de agregar valor ao camarão produzido na Costa Negra, com ele os produtores ganham o reconhecimento do mercado. Para obter a certificação, algumas vantagens são apontadas pelos carcinicultores. A primeira delas é o cultivo orgânico do camarão, com o trabalho de limpeza das águas e da constante manutenção do solo da região, rico em nutrientes que servem de alimento natural para o camarão cultivado na área. Como resultado desse trabalho, o camarão da Costa Negra passou por um rigoroso processo de certificação de qualidade alemã e, no mercado, já têm a preferência dos importadores europeus.

O cultivo de camarão é o segmento da aquicultura que mais se destaca no setor pesqueiro mundial. A carcinicultura, criação de camarão marinho em cativeiro, é praticada em mais de 50 países. Para o setor primário, a carcinicultura se constitui a alternativa de maior viabilidade, contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que beneficiam toda a cadeia produtiva da aqüicultura. No Brasil, sua predominância ocorre na região Nordeste, onde as condições climáticas são mais favoráveis, possibilitando o cultivo durante todos os dias do ano. No litoral dessa região, encontram-se os maiores pólos nacionais de produção de camarões em cativeiro, onde as fazendas localizam-se nas margens dos estuários e lagoas costeiras. Entre os estados nordestinos exportadores do crustáceo, o Ceará ocupa a posição de 3º maior exportador nacional nos últimos anos.

Segundo o Centro Internacional de Negócios do Ceará, a produção de camarão atingiu quase US$ 3 milhões até o último mês de setembro e o crustáceo ocupa o 14º lugar no ranking de produtos exportados pelo Estado. Números da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) apontam que o Ceará ocupa o 2º lugar em produção de camarão em todo o país, perdendo apenas para o Rio Grande do Norte, e soma 180 fazendas de camarão distribuídas em 21 municípios cearenses.

Atualmente, os principais centros importadores de camarão são Estados Unidos, Japão, União Européia (Espanha, Dinamarca e França). A região da Costa Negra, além das mais de 30 fazendas de camarão, disponibiliza ainda um laboratório de produção de pós-larvas e quatro indústrias de beneficiamento para processamento de pescados em geral, somando mais de 2 mil hectares de área de produção. Somente em 2008, a região da Costa Negra produziu mais de 7 mil toneladas de camarões. Para este ano, a estimativa é que haja um incremento de 15%, superando as 8 mil toneladas.

O I Festival Internacional do Camarão é uma promoção da Prefeitura Municipal de Acaraú, dos Governos Municipais de Cruz e Itarema e da Associação dos Carcinicultores da Costa Negra de Acaraú (ACCN), contando ainda com o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Cearense de Criadores de Camarão (ACCC), Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional (Senac), Fecomércio, Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senac) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O evento tem patrocínio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Governo Federal e do Governo do Estado do Ceará. Já entre os apoiadores estão as empresas Polinutri, Pão de Açúcar, Expand, Nutrimar, FORUM, Sandálias Dupé, Penalty, Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), Santa Clara Café, Esmaltec e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

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Pesquisa busca produção de patês e conservas de Tilápias.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MDA abre inscrições para seleção de projetos inovadores em Extensão Rural.

Estão abertas as inscrições para seleção de projetos inovadores no ensino e na aprendizagem em extensão rural, geração de pesquisas voltadas para a construção e disponibilização de conhecimentos em tecnologias apropriadas para a agricultura familiar e na qualificação de técnicos extensionistas.

O envio de proposta vai até o dia 2 de dezembro e estão previstos R$ 13,5 milhões em recursos financeiros para a execução dos projetos. A ação é promovida pelo MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário - em parceria com o MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Atenção: Agenda Técnica!



Atenção, agricultor, programe-se, a equipe local da EMATER estará passando na sua comunidade!

TERÇA (20/10)
09:00 hs: Reunião no sítio Bamburral. Reponsáveis: Milkia, Luiz Marinho.
09:00 hs: Reunião no sítio Quemadas. Reponsáveis: Ricarte, Marcela.
13:00 hs: Reunião no sítio Rio Novo. Reponsáveis: Rosidilson, Milkia.

QUARTA (21/10)
09:00 hs: Reunião na Agrovila Palmares. Reponsável: Marcela.
Horário a definir: Reunião no Vila Nova. Reponsável: Marcela.

QUINTA (22/10)
14:30 hs: Reunião no sítio Melancias. Reponsáveis: Rosidilson, Milkia.

SEXTA (23/10)
09:00 hs: Visita nos sítios Santa Rosa e Ameno. Reponsável: Antônio Sobrinho.
14:00 hs: Reunião no Portal da Chapada. Reponsáveis: Rosidilson, Milkia.


Agenda técnica decidida pela equipe local, em reunião interna, realizada nesta segunda-feira. Sujeita a alterações.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homenagem aos nossos Professores!!


Obrigado professor!
Por ter em mente que um dia serei gente.
Obrigado professor pelas broncas que me deu pois sem elas não poderia chegar até aqui.
Obrigado professor por até hoje me aturar apesar das minhas travessuras jamais deixou de me ensinar.
Obrigado professor por entrar em meu caminhosempre me tratou com amor e muito carinho.
Obrigado professor por sempre me ensinar por isso e outras coisas sempre irei te amar.
Obrigado professor por me oferecer alegria, agora curta seu merecido dia.

Feliz dia dos Professores! 

Programa Lendo e Aprendendo: 
Adriana Mendes da Costa
Rinaldo Silva Lima
Patrícia Maria Medeiros de Freitas.

Escola de Inclusão Digital e Cidadania:
Adriana Karla Ruth
Adriana Kellen de Souza

A equipe da EMATER-Apodi parabeniza todos esses Mestres que dão sua contribuição para o futuro da nossa gente!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Extensionista rural da EMATER-RN assume cargo em órgão nacional

O assessor estadual de caprinos e ovinos, extensionista rural da Emater-RN, Alexandre Confessor Júnior, é o mais novo membro da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Brasil. Ele assumiu o posto de titular, representando as empresas de assistência técnica e extensão rural do país. 

Segundo Alexandre Confessor, a instituição que representa está ligada diretamente ao gabinete do Ministro da Agricultura por intermédio da Confederação Nacional de Agricultura. Isso implica que todas as decisões dessa área têm que serem submetidas à apreciação da Câmara Setorial. 

A posse de Alexandre Confessor aconteceu no dia 30 de setembro, durante a 18ª reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Brasil, com sede em Brasília.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Censo Agropecuário 2006 e a Agricultura Familiar.

No último dia 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou resultados do Censo Agropecuário 2006, realizado em todo território nacional. Os dados foram coletados no período de fevereiro a novembro de 2007 e tiveram como data base o dia 31/12/2006.

Através da variável derivada da agricultura familiar usada no Censo Agropecuário de 2006, pôde-se verificar quantitativamente a participação dessa modalidade de agricultura nas esferas econômica e social. A construção da variável partiu de duas metodologias: a primeira, mais restritiva, elaborada pelo MDA em conjunto com o IBGE, baseada na Lei da Agricultura Familiar (Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006), e a segunda, baseada nos critérios utilizados nos estudos do Projeto de Cooperação Técnica entre a FAO e o INCRA.

Vejamos os principais resultados:

Participação da Agricultura Familiar.
Os dados mostram uma estrutura agrária bastante concentrada no País: os estabelecimentos não familiares, apesar de representarem 15,6% do total dos estabelecimentos, ocupavam 75,7% da área ocupada. A área média dos estabelecimentos familiares é de 18,37 ha e a dos não familiares, 309,18 ha.




Apesar de ocupar apenas 28,3% da área total dos estabelecimentos agropecuários, a agricultura familiar é responsável por 38% do Valor Bruto da Produção gerado.



Embora haja uma tendência de redução de pessoas ocupadas na agropecuária brasileira como um todo desde 1985, a agricultura foi capaz de reter um maior número de ocupações que a agricultura não familiar. O número total de pessoas ocupadas na agricultura familiar em 2006 é mais que duas vezes maior que as ocupações geradas na construção civil.



A Bahia é o Estado com maior número de estabelecimentos familiares (15% do total), seguido de Minas Gerais (10%). Estes dois Estados possuem, também, as maiores áreas com estabelecimentos familiares: 9,955 milhões e 8,845 milhões de hectares, recpectivamente.


LEGENDA:
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul

Apesar de cultivar uma área menor com lavouras (17,7 milhões de hectares), a agricultura familiar é a principal fornecedora de alimentos básicos para a população brasileira. Veja dados em porcentagem:


Apesar de cutivar uma área menor com pastagens (36,4 milhões de hectares), a agricultura é importante fornecedora de proteína animal. Dados em porcentagem:



Entre 1996 e 2006 houve crescimeno da participação dos estabelecimentos familiares, que passaram de 85 para 88% do total. Houve um aumento de 412.598 estabelecimentos familiares (9,9%) e uma diminuição na área total de menos 1%.



Entre 1996 e 2006 cresceu o Valor Bruto da Produção da agricultura familiar e sua participação no Valor Bruto Total. Cresceu, em âmbito nacional, de 38 para 40% e em todas as regiões do País, especialmente no Norte e no Nordeste, onde o crescimento foi 11 e 8%, respectivamente.



A agricultura familiar gera um VBP de R$ 677/ha, que é 89% superior ao gerado pela agricultura não familiar (R$ 358/ha). Dados em R$/ha/ano.



A agricultura familiar ocupa 15,3 pessoas por 100 ha, enquanto que a agricultura não familiar ocupa 1,7 pessoas por 100 ha.



A agricultura familiar ampliou sua participação no número de estabelecimentos, da área e de pessoas ocupadas na agropecuária brasileira. Dados em porcentagem:



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Reajuste no preço da farinha de mandioca beneficia agricultores familiares no RN.

O preço pago pela farinha de mandioca a agricultores familiares no Rio Grande do Norte teve um reajuste de cerca de 75% em setembro, segundo pesquisa da Superintendência Regional da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento - no estado. O produtor, que recebia do mercado em média R$ 25 pela saca de 50 quilos, agora comercializa o mesmo volume por R$ 44.

Uma dos motivos do aumento foi a intervenção do governo, que passou a comprar o produto dos agricultores. Cerca de 60 famílias dos municípios de Brejinho, Lagoa de Pedra, Lagoa Salgada, Vera Cruz, Boa Saúde, Serrinha e Macaíba venderam até agora 230 toneladas do produto. No total, eles irão receber R$ 214 mil. A venda dispensa licitação e é feita diretamente com a Conab.

De acordo com Sebastião Arruda Júnior, responsável pelo setor de Operações de Programas Institucionais e Sociais da estatal, em outubro começa a segunda fase de compras. Ele afirma também que o governo está avaliando a possibilidade de comprar castanha-de-caju na região do Sertão de Apodi.

Para ser beneficiado, o agricultor deve possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf - DAP. A negociação com a Conab é realizada por meio do PAA - Programa de Aquisição de Alimentos - na modalidade compra direta. 
 
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Brasil arrecada US$ 400 milhões por ano com exportações de produtos exóticos.

A exportação de produtos exóticos, como bile congelada (usada na produção de medicamentos), pé de frango, cérebro, diafragma, medula, testículo, pulmão e ligamentos de bovinos, gera arrecadação de US$ 400 milhões, por ano ao Brasil. Entre os países importadores estão Hong Kong, Nova Zelândia, Japão, Argentina, Singapura, Cuba, Vietnã e Áustria.

O país que lidera o ranking na aquisição desses produtos é Hong Kong. Entre outubro de 2008 e outubro de 2009, o país comprou 14,5 mil toneladas de ligamentos, tendões e vergalhos e 3,5 mil toneladas de aorta congelada.

De acordo com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, do Ministério da Agricultura, Nelmon Oliveira da Costa, esses produtos são de pouco valor agregado no Brasil. “Quando não exportamos, a maioria é transformada em farinha de carne para produção de ração para cães e gatos. Os tendões e ligamentos de bovinos também usamos para preparar carnes enlatadas porque têm gelatina”, explicou.

Para realizar a certificação sanitária desses produtos são observados aspectos de saúde animal e saúde pública. “Solicitamos ao país importador as exigências em relação a esses dois aspectos. No caso da União Europeia, o bloco só compra carne bovina brasileira proveniente de área livre de aftosa com vacinação ou de Santa Catarina, que tem o status de área livre sem vacinação”, disse Costa.

No Brasil, são abatidos cinco bilhões de aves por ano, 30 milhões de bovinos, em estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal e 20 milhões de suínos. Segundo Costa, os locais que exportam estão sob inspeção permanente e as auditorias do Ministério da Agricultura nesses estabelecimentos variam entre mensal (para os Estados Unidos), trimestral (para União Europeia) ou semestral para outros países.

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Começa hoje a 2ª etapa da campanha contra Febre Aftosa. 
Plano Safra da Agricultura Familiar 2009/2010 - Parte 4.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasil: área livre de aftosa até o final de 2010

Até o final de 2010, o Brasil irá reivindicar junto à comunidade internacional o status de área livre de febre aftosa com vacinação. Por enquanto, 17 Estados são considerados áreas livres da doença, 16 com vacinação e apenas 1 - Santa Catarina - sem vacinação. Alguns Estados das regiões Norte e Nordeste não têm o título sanitário mas, segundo Inácio Kroetz (secretário de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em fevereiro serão completados cinco anos sem circulação viral naquelas regiões.

A segunda etapa da campanha de vacinação contra Aftosa já começou e vai até o dia 31 de outubro.

Termômetro - ''A febre aftosa é considerada o principal termômetro para se medir um bom serviço veterinário e aqueles Estados (das regiões Norte e Nordeste) ainda carecem de ações'', salientou. Nesta terça-feira (29/09), Kroetz esteve em Londrina para participar do 4º Rural Tecnoshow, evento promovido pela Sociedade Rural do Paraná, onde ministrou palestra sobre o mercado da carne brasileira no exterior. Sobre o status sanitário do Paraná, que neste ano iniciou ações para obtenção do título de área livre sem vacinação, ele disse que o caminho é longo, sem especificar um prazo determinado.

Outros estados - ''Assim como o Paraná, outros Estados também estão trabalhando e isso demora bastante, tanto nacionalmente como internacionalmente'', comentou o secretário. Na sua avaliação, o sistema sanitário estadual é eficiente, mas os criadores têm como desafio continuar ''trabalhando bem''. ''Não há uma hora determinada (para a obtenção do status), vai acontecer naturalmente. É um desafio a ser superado'', disse. Ele observou que ações em sanidade dependem de investimentos estaduais. A União também tem aumentado o volume de recursos para a sanidade. Há dois, a verba era de R$ 180 milhões; em 2008 subiu para R$ 214 milhões e, neste ano, será de R$ 230 milhões.

Exportação - Depois dos focos de febre aftosa, confirmados o Paraná e no Mato Grosso do Sul em 2005, Kroetz afirma que o Brasil conseguiu mais mercados para exportação. Atualmente o País detém 31% do mercado mundial de carne bovina; de aves, 39,9%; e de suínos, 16,7%. ''O Brasil é o maior exportador de carne de aves do mundo e o Paraná é o principal Estado exportador'', afirmou. Além disso, o País detém 90% do mercado mundial de carne de peru. Desde 2003, ainda foi registrado aumento no comércio exterior de suco de laranja, açúcar, álcool, carne bovina industrializada e in natura, frango, café industrializado e verde e soja em grãos. Ele acrescentou que os produtos brasileiros estão presentes nos maiores mercados consumidores, mas que constantemente são impostas barreiras comerciais, ''disfarçadas'' de questões sanitárias.

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Vem aí o 3º Leilão Diamante do Criador.




O 3º Leilão Diamante do Criador acontece no dia 12 de outubro às 19 horas, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, Parnamirim/RN.
 
Serão 50 lotes entre Tourinhos, Vacas e Novilhas Leiteiras, divididos em 16 parcelas, 2 + 2 + 10 + 2, sem juros.

Participe!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

IBGE revela retrato do Brasil agrário.

No último dia 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE divulgou dados do Censo Agropecuário de 2006, a coleta foi realizada entre os meses de fevereiro a outubro de 2007 e teve como referência a situação encontrada em 31/12/2006. Entre as principais conclusões, os resultados do Censo Agropecuário 2006 mostram que a estrutura agrária brasileira, caracterizada pela concentração de terras em grandes propriedades rurais não se alterou nos últimos vinte anos.Veja as principais conclusões do Censo:

Área e ocupação dos estabelecimentos rurais.
Em 2006, haviam 5.175.489 estabelecimentos agropecuários, ocupando 329.941.393 hectares (36,75% do território brasileiro). Em relação ao Censo de 1995, houve uma redução de 23.659.882 hectares na área total dos estabelecimentos agropecuários (-6,69%).

Os estabelecimentos produtores de orgânicos representavam 1,8% (ou 90.425) do total de estabelecimentos agropecuários. Dedicavam-se, principalmente, à criação de animais (41,7%), às lavouras temporárias (33,5%), à lavoura permanente (10,4%), à horticultura/floricultura (9,9%) e à produção florestal (3,8%).

Principais atividades.
Em 2006, a atividade principal dos estabelecimentos agropecuários era a criação de bovinos (mais de 30%). Seguida do cultivo de outras lavouras temporárias, ncluindo feijão e mandioca, (cerca de 18% dos estabelecimentos); o cultivo de cereais (12%) e a criação de aves (9%). Os estabelecimentos que têm como atividade principal a cana-de-açúcar ficaram com a maior participação no valor da produção agropecuária (14%).

Diminuição das áreas florestais e pastagens naturais; aumento das pastagens plantadas.
Houve uma redução de 12,1 milhões de hectares (-11%) nas áreas com matas e florestas contidas em estabelecimentos agropecuários, assim distribuídos: Norte (-6,8 milhões de ha), Nordeste (-2,5 milhões de ha); Sudeste (-331 mil ha); e Centro-Oeste (-3,2 milhões de ha). Também houve diminuição de 20,7 milhões de hectares (26,6%) nas áreas de pastagens naturais. Norte (-3,7 milhões de ha), Nordeste (-3,9 milhões), Sudeste (-6,4 milhões), Sul  (-2,8 milhões) e o Centro-Oeste (-3,7 milhões de hectares).

Houve um pequeno aumento, de 1,7 milhão de hectares (1,8%), da área total de pastagens plantadas, porém ele não se deu por igual. A área cresceu 5,8 milhões de hectares (39,7%) na região Norte. Na região Nordeste, 2,4 milhões de hectares (20,1%). Nas demais regiões, entretanto, verificou-se redução.


Aumento da lavoura.
Em relação às áreas de lavouras, observou-se aumento em todas as regiões, com ganho total de 9,7 milhões de hectares (19,4%). Norte (+1,1 milhão de ha, 37,3%), Nordeste (+725 mil ha, 5%), Sudeste (+1,5 milhão de ha, cerca de 13%), Sul (+1,5 milhão de ha,11,9%), o Centro-Oeste registrou o maior aumento de áreas destinadas a lavouras: 4,7 milhões de hectares (63,9%), e todos os estados tiveram crescimentos importantes: MS, 681 mil hectares (45,4%); MT, 2,87 milhões de hectares (83,5%); GO, com 1,1 milhão de hectares (48,3%); e Distrito Federal, com aumento de 26 mil hectares (37,1%).

Grau de escolaridade dos proprietários.


Orientação técnica.
A orientação técnica continua muito limitada, sendo praticada em 22% dos estabelecimentos, que ocupam 46% das terras. A orientação técnica de origem governamental atinge 43% dos estabelecimentos assistidos e está mais voltada para os estabelecimentos menores. Em toda a região Norte e Nordeste, houve avanço em relação à orientação técnica de origem governamental, o mesmo ocorrendo em MG, MS MT e Distrito Federal. Contrariamente ao ocorrido nestes estados, houve significativa redução de produtores que declararam receber orientação técnica nos estados do RJ, SP, PR, SC e GO, o que pode ser uma sinalização de declínio nos serviços de Extensão rural nestes Estados.

Valor da produção.
Os estabelecimentos pesquisados obtiveram um Valor da Produção Total de R$ 147,26 bilhões, dos quais 77,07% (R$ 113,49 bilhões) oriundos da Produção Vegetal, e deste, 64,61% (R$ 73,32 bilhões) foram obtidos pelas culturas de Lavoura Temporária, 22,25% pelas de Lavoura Permanente, 7,55% pela Silvicultura, 3,85% pela Horticultura, 1,18% pela Extração Vegetal e 0,56% pela Floricultura.

Já o valor na Produção Animal ficou concentrada nas atividades ligadas aos Animais de Grande Porte, responsável por 44,71% (R$ 13,64 bilhões) da Produção Animal Total. Seguida da produção de Aves, com 34,56% (R$ 10,54 bilhões). Os animais de médio porte e os pequenos animais obtiveram 17,01% e 3,72%, respectivamente.

Em 2006, a receita somou R$ 122,63 bilhões. Os pequenos (área inferior a 100 hectares) geraram 47,13% deste total (R$ 57,79 bilhões), acima dos 25,49% (R$ 31,25 bilhões) dos médios e 26,62% dos Grandes (R$ 32,64 bilhões).

Dos produtores recenseados, 2.044.976 declararam ter receita externa às atividades do estabelecimento. Deles, 47,73% receberam recursos de aposentadorias e pensões, 34,91% receitas provenientes de programas especiais do Governo e 31,66% salários obtidos em atividade fora do estabelecimento. Dos que receberam receita oriunda de programas especiais do Governo, 74,79% são produtores cujos estabelecimentos se localizam no Nordeste. Nesta região também viviam 50,49% (492 mil) dos que declararam ter tido receitas oriundas de Aposentadorias ou Pensões. Eles captaram 45,27% dos recursos (R$ 2,62 bilhões).

Produção agrícola.
No período 1995/2006, a soja apresentou um aumento de 88,8% na produção, alcançando 40,7 milhões de toneladas, em 15,6 milhões de hectares, com um aumento de 69,3% na área colhida. A cultura da soja, principal produto agrícola na pauta das exportações, gerou R$ 17,1 bilhões para a economia brasileira.  O MT foi o maior produtor nacional de soja (10,7 milhões de toneladas, 26,2% da produção brasileira) em 2006. 46,4% dos estabelecimentos agropecuários que cultivaram soja em 2006 utilizaram sementes geneticamente modificadas.

O algodão herbáceo foi o produto que apresentou o maior aumento relativo de produção (188,6%). O avanço tecnológico propiciou um acréscimo de 124,0% no rendimento médio das lavouras, e o MT passou a ser o principal produtor nacional, com mais de 1,2 milhões de hectares (52,4% da produção nacional).

Em 2006, o milho foi cultivado em cerca de 2,0 milhões de estabelecimentos que produziram 42,3 milhões de toneladas em 11,7 milhões de hectares, alcançando R$ 11,4 bilhões. Na última década,  a cultura teve grandes incrementos de produtividade (47,7%), bem superior à soja (11,5%). O aumento da produtividade, juntamente com o aumento de 12,2% na área colhida, proporcionou um crescimento de 65,7% na produção nacional de milho.

Em 2006, o arroz foi cultivado em 396.628 estabelecimentos, que produziram 9,4 milhões de toneladas, um recorde nacional à época, gerando R$ 4,0 bilhões. Foram colhidos 2.409.587 hectares, sendo que destes, apenas 8,9% foram irrigados, porém sendo responsáveis por 71,2% da produção nacional. O crescimento da produtividade que a lavoura conseguiu na última década foi de 44,6%, compensando a redução da área colhida com a cultura, que foi de 18,8%. Em 91,7% dos estabelecimentos, a colheita foi realizada de forma manual.

A tecnologia dos motores bicombustíveis contribuiu para um crescimento de 47,9% na produção de cana-de-açúcar no período de 1995 a 2006, atingindo R$ 19,6 bilhões em 2006, o maior valor alcançado por uma cultura.

Entre os produtos em destaque, apenas a mandioca não apresentou ganhos de produtividade em relação ao Censo Agropecuário de 1995 (-20,4%), porém sua produção aumentou 76,9%, em função do aumento da área colhida.

Já o cacau e a laranja foram os produtos que apresentaram redução na produção de 17,7% e 25,2%, respectivamente. A principal causa foi a redução nas áreas, que encolheram 24,1% e 37,0%, respectivamente.

Produção pecuária.
O rebanho bovino brasileiro era de 171,6 milhões de cabeças em 31.12.2006; um crescimento de 12,1% em relação ao Censo Agropecuário de 1996. O maior rebanho bovino encontrava-se em MS (20,4 milhões de cabeças), seguido por MG (19,9 milhões) e MT (19,8 milhões). O Pará foi o estado que apresentou o maior crescimento relativo do rebanho bovino no período 1996-2006 (119,6%), e o Rio Grande do Sul a maior redução (-15,4%). Os maiores aumentos dos efetivos bovinos entre os censos foram nas Regiões Norte (81,4%) e Centro-Oeste (13,3%).

A produção de leite ultrapassou os 20 bilhões de litros em 2006, sendo 12,4% superior à produção obtida no censo 1995/96. Houve redução no total de vacas ordenhadas, o que significa um aumento de produtividade da pecuária leiteira em 22,1%, de 1.307 l/vaca/ano em 1995/96 para 1.596 l/vaca/ano em 2006.  Minas Gerais foi o maior produtor nacional de leite, com 27,9% da produção total.

O efetivo nacional de suínos cresceu 14,9% em relação ao Censo de 1996. Em 1996, o Brasil exportou 4,5% da produção de carcaça suína, e 21,1% em 2006.

Em dez anos, o efetivo de aves (galinhas, galos, frangos, frangas e pintos) dobrou de tamanho, ultrapassando a marca do bilhão de animais alojados na data de referência (31.12.2006). A produção de ovos de galinha cresceu mais de um bilhão de dúzias em relação ao último censo, atingindo 2,83 bilhões de dúzias.

Força de trabalho.
Em 31.12.2006, segundo o Censo Agropecuário 2006, havia 16.567.544 pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários (incluindo produtores, seus familiares e empregados temporários ou permanentes), que correspondiam a 18,9% da população ocupada no país, (87.628.961 pessoas, segundo a PNAD 2006). Daquele total, 30,5% eram de mulheres.

Excluindo-se as pessoas que não foram contratadas diretamente pelo produtor (como no caso das empreiteiras), o Censo Agropecuário de 2006 encontrou 11.846.503 pessoas que trabalharam de modo temporário, até 180 dias no ano, sendo 3.844.459 com laço de parentesco com o produtor. A atividade com mais trabalhadores temporários era a Pecuária e criação de outros animais (5,055 milhões). Produção de lavouras temporárias (4 milhões) e Produção de lavouras permanentes (1,9 milhão) vinham a seguir.

Embora a soma de suas áreas represente apenas 30,31% do total, os pequenos estabelecimentos responderam por 84,36% das pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários. Mesmo que cada um deles gere poucos postos de trabalho, os pequenos estabelecimentos (área inferior a 200 ha) utilizam 12,6 vezes mais trabalhadores por hectare que os médios (área entre 200 e inferior a 2.000 ha) e 45,6 vezes mais que os grandes estabelecimentos (área superior a 2.000 ha). Produtores e seus parentes representavam 77% (ou 12.801.179) do total de ocupados nos estabelecimentos agropecuários.

Financiamentos.
Dos 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários, 4,3 milhões não obtiveram financiamento em 2006. A falta de necessidade (51,92%), o medo de contrair dívidas (20,65%) e o empecilho da burocracia (8,36%) foram os principais motivos declarados.

Os estabelecimentos pesquisados declararam R$ 20,96 bilhões em investimentos. 26,06% disseram ter investido em Bens Imóveis, 20,06% em Máquinas, implementos ou tratores (ligados à mecanização rural) e 15,19% em terras adquiridas. O segmento que mais investiu foi o dos estabelecimentos pequenos (R$ 7,77 bilhões), seguido pelos grandes (R$ 7,32 bilhões) e médios (R$ 5,85 bilhões). São Paulo foi a Unidade da Federação com mais investimentos, R$ 3,70 bilhões. Por último estava o Amapá, com 650 milhões.

Energia.
Em 2006, mesmo com incremento de 6,5% no número de estabelecimentos (5,17 milhões) em relação a 1996, 68,1% dos estabelecimentos agropecuários (3,52 milhões) atestaram possuir energia elétrica obtida de pelo menos uma modalidade. O maior crescimento de utilização (41,6 pontos percentuais) ocorreu no Nordeste (+1,5 milhão de estabelecimentos rurais, 61,5% do total da região). O Norte (+27,4 %). As unidades que dispõem de energia elétrica no Centro-Oeste são 73,1% do total (+21,2%). Já as Regiões Sudeste e Sul apresentaram incrementos de 20,5 e 10,3 pontos percentuais, culminando em 82,3% e 84% a proporção de uso de energia elétrica nos estabelecimentos agropecuários.

Mecanização.
Em 31 de dezembro de 2006, 530 mil estabelecimentos (10,2% do total) tinham tratores, num total de 820 mil unidades. Em relação a 1995-1996, houve incremento de 20 mil unidades, 2,6%. Do 1,56 milhão de estabelecimentos que declarou utilizar força mecânica, apenas 59,6% usavam força de procedência própria. Do total, 30,9% (484 mil) declararam usar força mecânica de serviço contratado com o operador; 5,3% cedida por terceiros, 6% cedida por governos, 4,7% cedida por empreiteiros, 4,1% de uso comunitário e 3,4% advinda de aluguel.

Irrigação.
Quanto ao uso de irrigação, 6,3% dos estabelecimentos declararam utilizar esta técnica (+39%, em relação ao Censo anterior), apontando um aumento de 1,3 milhão de hectares (42%), com a seguinte distribuição: 24% da área irrigada no método de inundação, 5,7% por sulcos, 18% sob pivô central, 35% em outros métodos de aspersão, 7,3% com métodos localizados e 8,3% com outros métodos ou molhação. Minas Gerais era o estado com maior número de estabelecimentos (48,39 mil) utilizando alguma técnica de irrigação, enquanto o Amapá aparecia em último, com 251 estabelecimentos.

Agrotóxicos.

Os estabelecimentos dirigidos há 10 anos ou mais pelo mesmo produtor (3,16 milhão ou 61,1%) são os que mais utilizam agrotóxicos (922 mil ou 66,1%).

Há também pouca rotação de culturas entre os estabelecimentos (641 mil ou 12,4%),  práticas alternativas, como controle biológico (67 mil ou 1,3%), queima de resíduos agrícolas e de restos de cultura (45 mil ou 0,9%), uso de repelentes, caldas, iscas, etc. (405 mil ou 7,8%), que poderiam gerar redução no uso de agrotóxicos, também são pouco utilizadas.

A maioria dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica (785 mil ou 56,3%), e apenas 21,1% (294 mil) a receberam regularmente.

O pulverizador costal, que é o equipamento de aplicação que apresenta maior potencial de exposição aos agrotóxicos, destaca-se também, em relação aos estabelecimentos que utilizam agrotóxicos, correspondendo à maioria deles (973 mil ou 70,7%).

Quanto ao destino das embalagens vazias, embora haja um número ainda considerável de estabelecimentos que deixam-nas no campo (126 mil ou 9,0%), há aquelas que são queimadas ou enterradas em 358 mil estabelecimentos (25,7%). Dos estabelecimentos, 538 mil (38,6%) devolviam as embalagens vazias aos comerciantes, 10,3% de estabelecimentos (143 mil) tinham as embalagens recolhidas pela prefeitura ou órgãos públicos, ou entregue à central de coleta de embalagens; 3,3% (185 mil) depositavam-nas no estabelecimento para serem retiradas.

Cerca de 296 mil estabelecimentos (21,3%) não utilizaram nenhum equipamento de proteção individual (EPI). Estabelecimentos que declararam a utilização de Bota (947.651 ou 67,9%) e chapéu (740.488 ou 53,0%) corresponderam à maioria.

Leia o relatório completo no site do IBGE.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Começa hoje a 2ª etapa da campanha contra a Febre Aftosa.




Febre Aftosa é uma doença contagiosa, causada por vírus de rápida multiplicação. Os animais doentes têm feridas na boca, nas tetas e entre as unhas. Apartam-se dos outros, babam, não comem e não bebem. 

É transmitida por animais ou materiais infectados, veículos, equipamentos e pessoas que tiveram contato com o vírus. Em caso de suspeita da doença, isole os animais e comunique à Defesa Agropecuária, à Secretaria de Agricultura ou EMATER mais próxima.

Somente com a vacinação você pode prevenir que seu gado não se contamine e com a declaração de vacina é que nosso Estado vai ser considerado território livre da aftosa. Por isso, faça sua declaração no escritório da EMATER ou do IDIARN da sua cidade. Somente com a declaração do rebanho você pode obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), indispensável para permissão de circulação do seu rebanho.

Todos os bovinos e bubalinos (inclusive os recém-nascidos) devem ser vacinados na data correta e seguindo todas as orientações do IDIARN e EMATER.

A vacina deve ser comprada com antecedência, deve ter o selo de garantia e ser mantida entre 2° e 8°C. Confira na loja se a vacina está conservada na temperatura certa, ao comprá-la solicite caixa térmica (isopor) com muito gelo, 3 parte de gelo para 1 de vacina, e exija a nota fiscal específica, com seu nome, CPF ou CNPJ, pois a nota é necessária para legalizar a vacinação e retirar a GTA. 

A aplicação pode ser subcutânea ou intramuscular. A subcutânea é feita embaixo da pele, com agulha de 15x15, a intramuscular é feita no músculo, mais profundamente, com agulha de 20x20.


Atenção, agricultor!

- A segunda etapa de vacinação contra aftosa começa dia 01/10 e termina dia 31/10;
- O prazo para declarar a vacinação é até dia 20 de novembro, dirija-se à  EMATER;
- Mantenha a vacina a uma temperatura entre 2° e 8°C, se a vacina sair da temperatura indicada ela perde completamente seu efeito e estará sujeita à apreensão pela Defesa Agropecuária;
- Nunca guarde a vacina no congelador;
- Não vacine animais doentes;
- Agite o frasco antes de carregar a seringa;
- Aplique a dose certa da vacina (5ml), para garantir a eficácia da vacinação;
- Gado sem vacinação tem trânsito proibido e o criador está sujeito à multa de R$ 21,20 por animal.

Em caso de dúvidas, ligue para o IDIARN: 0800 281 0055, a ligação é de graça. 

Leia Também:
Anvisa recomenda a proibição de dois agrotóxicos.
Ministério do Meio Ambiente regulamenta o uso das reservas legais.

Imagens de setembro


Reunião do Compra Direta - Escritório local


Comissão dos Resíduos Sólidos - Viagem para Acari


Reunião do Garantia Safra - Sítio Paulista

 
Atendimento PRONAF


 Reunião sobre merenda escolar e Compra Direta - Mossoró


Reunião do Garantia Safra - P. A. Moacir Lucena 


 Dia de campo sobre barragens subterrâneas - Caraúbas

 
Curso de utilização do Kit Embrapa de Ordenha Manual - Mossoró

 
V Oeste Leite - Felipe Guerra

 
Reunião Garantia Safra - P. A. São Manoel